
Volume 10 - Capítulo 990
Avançado Sistema Tecnológico Acadêmico
Capítulo 990: Desclassificação
Havia duas ruas famosas nos Estados Unidos. Uma era a Wall Street, em Manhattan, Nova York; a outra, a K Street, em Washington, D.C. Devido ao grande número de organizações de lobby e *think tanks* que tinham sua sede ali, a K Street era frequentemente chamada de "rua do lobby" ou até mesmo o "quarto departamento do governo americano".
Lawrence estava sentado em um escritório na esquina da K Street. Ele acenou com a cabeça, o telefone na mão.
— O presidente disse isso?
— Certo, entendi.
Lawrence desligou o telefone e o entregou à sua assistente, que estava ao seu lado.
Woods estava sentado em frente a ele. Franziu a testa e perguntou curioso:
— Posso fazer uma pergunta?
— Pode.
— Você estava ao telefone com...
— O chefe de gabinete.
Chefe de gabinete!
Woods tinha uma expressão de surpresa no rosto.
Atender uma ligação do chefe de gabinete não era nada extraordinário; a ExxonMobil também tinha esse poder, mas ter o chefe de gabinete se reportando pessoalmente a ele...
Woods não conseguiu evitar um engolido em seco.
Não admirava que esses vampiros sugadores de sangue sempre fizessem a escolha certa, eles tinham seu próprio canal exclusivo de informação.
Ele pensou na crise financeira da Quinta-feira Negra e se perguntou quanto dinheiro esse cara ganhou operando na baixa...
— O que a Casa Branca decidiu?
Lawrence sorriu casualmente e respondeu:
— Eles planejam reconsiderar a investigação antitruste contra a Star Sky Technology, já que agora não é hora de provocar conflitos.
Woods fez uma pausa, o coração batendo forte.
— Mas a patente...
— Nunca foi sua, esqueça.
Lawrence sorriu para o CEO do Texas. Estava claramente o menosprezando.
Em vez de fazer lobby na Casa Branca, pressionar o Departamento de Justiça e subornar testemunhas... esses bárbaros eram mais propensos a roubar a riqueza dos outros.
Era como corrida de cavalos.
O verdadeiro vencedor não era o cavalo que cruzava a linha de chegada, era o bookmaker que ganhava todas as fichas por ter a vantagem.
— Maldito seja!
Woods apertou o punho. Tentou manter a compostura enquanto respirava fundo pelo nariz.
Lawrence disse:
— Agora que você sabe o que vai acontecer, não há necessidade de eu ficar aqui. Obrigado pela hospitalidade, Sr. Woods.
Lawrence levantou-se do sofá e fez um gesto para sua assistente, indicando que chamasse o carro. Olhou para Woods e disse:
— Estamos interessados no campo de petróleo no Paraguai. Nossos analistas previram que, mesmo que todos os carros do planeta sejam elétricos até 2040, o negócio do petróleo ainda será lucrativo, então sugiro sinceramente que você dê uma olhada nesse projeto...
Woods parecia ter algo a dizer. Lawrence fez uma pausa e falou com um sorriso:
— Claro, você não precisa debochar de mim. As aulas de história de Princeton não me ensinaram nenhuma habilidade de investimento, mas, felizmente, aprendi sobre paciência.
Woods levantou-se do sofá e perguntou:
— Você vai embora?
— Sim. — Lawrence assentiu e disse: — O voo é às 15h, então é hora de ir.
— Para onde você vai?
— Ver um velho amigo.
Lawrence sorriu e falou:
— Não o vejo há muito tempo, mas ouvi dizer que ele está bem.
…
Universidade de Binghamton.
Laboratório do Departamento de Química.
O professor Stanley estava sentado em sua mesa, folheando jornais. De repente, foi como se um peso tivesse sido tirado de seu peito, e todo o seu corpo relaxou.
Seu aluno, um doutorando de óculos, entrou no laboratório. Notou o professor e perguntou:
— O que houve, professor?
— Retirada.
— Retirada?
— Nada, não é da sua conta. — O professor Stanley levantou-se e ajustou a gola enquanto dizia: — Qual sala é a aula da tarde?
— Prédio A, sala 411... o senhor pretende ir pessoalmente?
O doutorando tinha uma expressão de surpresa no rosto.
O professor odiava dar aulas para alunos de graduação, explicando conceitos elementares de um livro didático. Na maioria das vezes, o professor Stanley fazia seus alunos e assistentes darem as aulas; ele nunca daria uma aula pessoalmente. Ele sempre dizia que a verdadeira ciência só podia ser descoberta em um laboratório.
Mas agora, Stanley queria dar uma aula...
Porcos estavam começando a voar!
— Rever coisas rudimentares pode inspirar novas pesquisas... esqueci quem disse isso, provavelmente alguém famoso. — O professor Stanley então disse: — Sim, então, eu mesmo darei a aula desta tarde, você pode apenas me ajudar a organizar alguns trabalhos.
O doutorando assentiu.
— Certo, professor, eu lhe darei a cópia do PowerPoint.
O professor Stanley bufou e falou:
— Eu não preciso disso, um verdadeiro professor só precisa de um quadro-negro e um giz.
Aluno: "..."
Sem explicar nada, o professor Stanley alegremente pegou o plano de aula na mesa e saiu pela porta.
Enquanto o aluno observava a porta se fechar, ele se perguntou o que seu chefe estava fazendo.
Ele notou o jornal na mesa.
Aproximou-se e desdobrou silenciosamente o jornal, virando para a página que o professor Stanley estava lendo.
—"O maior caso de fraude de propriedade intelectual da história foi arquivado por falta de provas..."
Seus olhos se arregalaram ao lembrar que o professor Stanley já havia trabalhado em um projeto de pesquisa com a ExxonMobil.
A ExxonMobil optar por retirar a ação judicial era uma má notícia, mas a expressão de alívio no rosto de seu supervisor...
De repente, ele pensou em um boato que circulava na comunidade acadêmica algum tempo atrás.
— Talvez o artigo de seis anos atrás realmente fosse...
O aluno percebeu que poderia ter descoberto um segredo incrível. Rapidamente fechou o jornal e o colocou de volta no lugar original.
Tudo o que ele queria era se formar.
Ele tinha a intenção de guardar esse segredo para sempre.
Pelo menos, até se formar...