
Capítulo 428
Gênio do Teletransporte da Academia de Magia
Após seu breve encontro com Flame, a Lua Amarela de Outono Pálida usou o artefato divino lhe concedido pela Fawn Prevernal Moon para se mover para outra dimensão, isolada da realidade.
Era um dos seus lugares favoritos.
O céu estendia-se infinitamente acima, banhado por tons de violeta profundo, salpicado por inúmeras estrelas que cintilavam como fragmentos de sonhos. Olhá-lo simplesmente fazia o tempo parecer sem sentido, como se o mundo além deste reino não existisse mais.
No coração desse domínio estranho ergueu-se uma mesa maciça, circular, suspensa no ar. Cadeiras flutuavam sem peso ao redor dela, desafiando a gravidade e tornando impossível que seres comuns se aproximassem.
Mesmo magos, hábeis em voo ou em manipulação de gravidade, acabariam se sentindo impotentes aqui, incapazes de manter o corpo firme contra as correntes de forças invisíveis.
Apenas as Doze Luas Divinas, que possuíam poderes quase divinos, podiam mover-se livremente neste espaço.
A Lua Amarela de Outono Pálida moveu-se graciosamente em direção à mesa flutuante, mas parou de súbito, inclinando a cabeça em contemplação.
“Hm...”
A mesa não era a única coisa a perdurar nesse vazio misterioso. Flutuavam ao lado dela milhares de fragmentos de material que flutuavam no vazio.
Estátuas desmoronadas, torres quebradas e castelos parcialmente submersos pairavam no ar como fantasmas de uma era esquecida. Embora gastos e enferrujados, sua grandeza permanecia inegável.
Haviam até traços de fontes, há muito secas, mas assustadoramente intactas, como se congeladas no tempo.
Parecia os restos de uma cidade… uma que caiu em ruína e agora flutua sem fim por essa dimensão oca.
A Lua Amarela de Outono Pálida não fazia ideia de onde aquela cidade tinha vindo.
Houve alguma vez uma civilização tão magnífica, apenas para colapsar e ser jogada para longe assim, perdida nos anais do milenar histórico do Continente de Aether?
Ou… seria possível que essa cidade tenha nascido aqui, dentro desse espaço enigmático, e nunca tenha realmente existido em qualquer outro lugar?
“Não. Isso não pode ser.”
Como uma cidade poderia ser construída num lugar onde nem terra nem pedra existem naturalmente?
A menos que houvesse magia capaz de criar a própria matéria, tal coisa seria impossível.
Se a Lua Amarela de Outono Pálida tivesse acesso a uma magia de criação, ela a teria usado para algo bem mais significativo do que desperdiçá-la aqui.
Yet, apesar de tantos mistérios que cercam este lugar, não era as ruínas em si que atraíam sua atenção.
O que chamava sua atenção era algo localizado no topo do que parecia ser um palácio antigo e em ruínas.
Suas asas se estendiam para fora, vastas e ameaçadoras, lembrando as de um demônio.
Quatro pares de chifres sobressaíam da testa, e sua boca alongada, reptiliana, pendia entreaberta, congelada em meio a um rugido, como se pudesse ganhar vida a qualquer momento.
“Um dragão.”
Uma criatura de lenda. Um ser falado apenas em mitos e contos antigos.
Nem mesmo as Doze Luas Divinas tinham visto ou ouvido falar de um. Até agora.
No entanto, não era um dragão de carne e osso de verdade.
Apesar de sua forma tão realista, tão vívida que a Lua Amarela de Outono Pálida quase esperava que se mexesse, não passava de pedra.
“Um dragão, huh…”
Os dragões realmente existiram neste mundo?
Lendas falavam de dragões… grandes, seres míticos imortalizados nos mais antigos registros. No entanto, a maioria descartava tais histórias como exageros ou mal-entendidos, atribuindo as descrições a feras menores confundidas com criaturas de fantasia.
“Como se dragões pudessem realmente existir neste mundo...”
A Lua Amarela de Outono Pálida desviou o olhar da estátua.
Apesar da beleza assombrosa das ruínas, a forma de pedra do dragão a inquietava. Sua presença tão realista roía seus pensamentos, despertando uma inquietação que não sabia explicar.
Empurrando o sentimento para o lado, ela acomodou-se em uma das cadeiras flutuantes e esperou.
Logo, surgiu Fawn Prevernal Moon… chegando como se já tivesse previsto sua presença.
Ele ficou de braços cruzados, olhos cerrados, com uma expressão tão constantemente irritada que parecia esculpida em suas feições. A Lua Amarela de Outono Pálida não pôde deixar de sorrir levemente.
“Você estava me esperando?”
“Sim.”
“Oh meu, qual a ocasião?”
“Aconteceu algo enquanto você estava fora.”
“Hã? Algo aconteceu? O que você quer dizer?”
Fawn Prevernal Moon cravou nela um olhar calmo, mas penetrante.
Mesmo sem palavras, a fúria contida dele irradiava para fora, fazendo a Lua Amarela de Outono Pálida estremecer.
“Qual é essa atmosfera…?”
Para alguém tão composto como Fawn Prevernal Moon em exibir uma raiva tão evidente, até mesmo a Lua Amarela de Outono Pálida teve de permanecer cautelosa.
Porém, momentos depois, Fawn Prevernal Moon acalmou-se com surpresa velocidade, fechou os olhos e recostou-se na sua cadeira.
“Scarlet Summer Moon foi atacada.”
“Atacada? Por quem—”
“Baek Yu-Seol.”
“O quê?! Isso é impossível!”
A mandíbula da Lua Amarela de Outono Pálida caiu em descrença.
Uma das Doze Luas Divinas — uma de suas próprias — derrotada por apenas um humano?
“Por um humano… Entre todas as coisas…?”
“Hah... Não me faça repetir a você, Lua Amarela de Outono Pálida. Já te disse—pare de menosprezar Baek Yu-Seol e chamá-lo de ‘apenas um humano’.”
“Mas não faz sentido! Seja eu o que for com ele, não existe como um humano superar um de nós—”
“Lua Amarela de Outono Pálida.”
Sua voz caiu, baixa e cortante.
“Mesmo o Mago Progenitor que nos criou era humano. Eles são uma espécie de potencial ilimitado.”
“Isso foi… Um caso excepcional. Nunca haverá outro mago como aquele neste mundo….”
“Nunca? E quem disse que sim?”
A voz de Fawn Prevernal Moon ficou mais áspera.
Já frustrado pela perda de Scarlet Summer Moon, ele ficava ainda mais irritado pela incapacidade de Lua Amarela de Outono Pálida de deixar de lado sua arrogância — tal como Scarlet Summer Moon.
“Ouça com atenção, Lua Amarela de Outono Pálida.”
“O-que…?”
“Você sabe por que pode se autodenominar ‘grande ser’? É tudo por causa dos humanos. Sem a existência deles, você não seria nada. Você seria apenas a mais patética coisa entre nós.”
“Isso…”
Ela queria protestar, dizer que suas palavras eram cruéis e injustas. No entanto, diante do olhar implacável de Fawn Prevernal Moon, engoliu o orgulho e manteve a língua quieta.
“Os humanos — e os inúmeros seres inteligentes deste continente — são preciosos porque movem a história do mundo adiante. Nenhuma vida entre eles é sem sentido. Mas e nós? O que somos?”
“Nós também somos importantes… Não é?”
“Não. Você está enganada.”
Fawn Prevernal Moon sacudiu a cabeça.
“Você e eu — não contribuímos com nada para a história que este mundo deseja.”
“História…? Do que você está falando, Fawn Prevernal Moon? Não entendo nada disso.”
“Não importa se você não entende. Apenas faça o que eu mando.”
Embora Fawn Prevernal Moon e a Lua Amarela de Outono Pálida fossem ambas Doze Luas Divinas, tecnicamente iguais, não havia hierarquia formal entre elas.
E ainda assim, a força esmagadora de Fawn Prevernal Moon há muito havia estabelecido uma ordem não falada. Ele conduzia-se como seu líder… inflexível, mandão e impossível de desafiar.
A Lua Amarela de Outono Pálida detestava isso.
No entanto, por ora, não tinha outra escolha senão suportar.
Suas ambições estavam muito além de sua força atual. E se ousasse desafiá-lo agora, não se sabia o que esse lunático poderia fazer.
— Oh, grande olho.
Lua Amarela de Outono Pálida ficou tensa, seus olhos afiados de gata se estreitando enquanto lançava um olhar para Fawn Prevernal Moon.
Casualmente, ela começou a roer as unhas, embora a mente já estivesse em outro lugar.
Justo então, uma voz ecoou em seus ouvidos.
Era uma das poucas pessoas cujas mentes ela controlava. O Guardião do Norte, o Grande Duque Selphram.
“O que foi?”
— Ó, Ó Grande Olho.
A voz de Selphram tremia de reverência, seu tom impregnado de uma admiração reservada a divindades.
Para ele, a Lua Amarela de Outono Pálida não era apenas um ser superior. Ela era divina.
Sua dominação mental não era perfeita. Controlar completamente as mentes de humanos poderosos era quase impossível.
Enquanto podia plantar sugestões e mover seus instintos com facilidade, manipulação mais profunda exigia técnicas intrincadas, quase impecáveis.
Para counter isso, a Lua Amarela de Outono Pálida começara a lavagem cerebral de Selphram desde cedo.
Ela até planejou com antecedência o dia em que seu poder poderia crescer o bastante para se libertar de sua influência. Para garantir seu controle, ela se revelava deliberadamente a ele, apresentando-se como uma figura divina.
A enganação havia se mostrado notavelmente eficaz.
Ao contrário da dominação mental padrão, que poderia se desfazer rapidamente assim que o alvo superasse magia de Classe 7, reforçar a crença com devoção religiosa criava um laço mais profundo, baseado na fé, muito mais difícil de romper.
“Hoho.”
Entrando na função que havia cuidadosamente elaborado, ela endireitou a postura e esclareceu a garganta. Não podia soar casual.
Sua voz, transmitida por sussurros telepáticos, ressoava com autoridade divina.
“Fale seu objetivo, meu fiel servo.”
Embora tenha achado a linha excessivamente dramática embaraçosa, Selphram pareceu encantado com ela.
Através do elo telepático, ela quase sentiu ele curvar-se profundamente ao responder.
— Ó Grande Olho, surgiu uma questão perturbadora, e humildemente busco vossa orientação divina.
“Hmm… Se até o Governante e Guardião do Norte, o Grande Duque Selphram, está preocupado, então realmente deve ser um assunto grave.”
— De fato, é exatamente isso. As regiões mais ao norte das Montanhas Iceberg do Ártico são conhecidas por serem desoladas e inabitáveis… abrigando apenas os monstros mais vorazes.
Selphram fez uma breve pausa antes de continuar.
— Ainda assim, por volta das 4 da manhã de ontem, foi avistado um grupo trajando mantos pretos na região norte. Eles moviam-se em velocidades supersônicas, saltando por sobre os picos das montanhas, como se a gravidade não lhes pesasse.
‘Mantos pretos...?’
— Sim. Embora a distância fosse grande demais para uma visão clara, suas formas eram inequivocamente humanas.
Mas humanos não conseguem mover-se mais rápido que o som.
Não havia magia capaz de aprimorar o corpo a extremos tão intensos.
Então...
‘Eles devem ser Magos das Sombras.’
— Isso parece provável.
‘Mesmo assim, não bate certo. O que Magos das Sombras estariam fazendo nas regiões do norte?’
Mesmo para humanos, as regiões polares mais ao norte da montanha eram áridas e inóspitas. A área era tão perigosa que fora designada zona proibida, impedindo até mesmo aventureiros de pisar lá.
E ainda assim, Magos das Sombras — que prosperam ao se alimentar de emoções negativas e corações humanos — haviam aparecido em um lugar desprovido de humanos?
A região norte estava cheia de brutões musculosos que passam o dia berrajando e treinando, bem longe da desespero e negatividade de que os Magos das Sombras precisavam para sobreviver.
Isso não fazia sentido.
Há séculos, as terras ao norte foram álibe para Magos das Sombras. Eles as evitavam como se a própria terra rejeitasse sua presença.
“Por que aquelas nojentas baratas de repente estão agindo assim agora?”
— Perdoe-me?
“Ahem, nem me toque. Você deve ter me ouvido errado.”
Cortando a conexão, a Lua Amarela de Outono Pálida soltou um suspiro agudo. Seus dedos batiam impacientemente no apoio da cadeira flutuante.
“Hah... Estou indo agora. Surgiu algo urgente.”
Enquanto ela se levantava para partir, Fawn Prevernal Moon a chamou.
“Pale Yellow Autumn Moon.”
“... O que?”
“Não faça nada tolo.”
“Eu… não vou.”
“Lembre-se disso… Tudo o que você faz é sem sentido.”
Com essas palavras finais, Fawn Prevernal Moon desapareceu tão silenciosamente quanto chegou.
“Vira-cabeças arrogante… Ele acha que é melhor que todo mundo? Ele apenas teve sorte de ter sido abençoado pelo Mago Progenitor com uma habilidade poderosa. Se eu tivesse a magia espacial dele…”
Apertando os punhos e tremendo de frustração, a Lua Amarela de Outono Pálida voltou-se para o portal que Fawn Prevernal Moon havia criado.
“Ótimo. Isso funciona como um ajuste perfeito. Vou dilacerar esses pests magos das trevas no norte e aliviar um pouco a tensão.”
Cantando baixinho para si mesma, ativou seu feitiço de teletransporte e sumiu pelo portal, totalmente alheia ao que a esperava nas terras geladas do norte.
***
Uma imensa coluna vermelha ligando o céu à terra surgiu diante de Baek Yu-Seol, que soltou uma breve exclamação de admiração.
“Isso é… a vontade de Scarlet Summer Moon?”
— Sim. É a alma dele, a sua vontade, ou talvez a sua convicção. Ele pode ter parecido um bruto, mas como uma das Doze Luas Divinas, ele também tinha ambições. Talvez mais do que lhe demos crédito.
Este lugar era o mundo mental de Hong Bi-Yeon.
Ele ficou aqui, observando-a enquanto lutava para herdar o formidável poder de Scarlet Summer Moon.
“Ela realmente pode lidar com chamas tão massivas?”
—Ela precisa. Se não puder, irá morrer.
—Falei duro demais? Bem, como pode ver, ela tem se saído muito bem até agora.
Enquanto Silver Autumn Moon falava, Hong Bi-Yeon permaneceu firme, suportando as chamas com uma expressão calma.
Mesmo Baek Yu-Seol, que estava longe com medo de se queimar, podia sentir o calor intenso emanando das chamas.
Era impossível imaginar que tipo de mentalidade permitia que ela suportasse tal sofrimento.
— Qual o problema? Você já foi queimada pelo fogo antes, não foi?
Silver Autumn Moon, que sabia que Baek Yu-Seol já enfrentou inúmeras mortes através de milhares de retrocessos, falava casualmente. No entanto, Baek Yu-Seol ficou perplexo.
“Bem… Acho que é verdade?”
Ele se lembrou de uma infância em que queimo o dedo acidentalmente ao brincar com um isqueiro. Tão quente e doloroso que saltou com susto. Mesmo agora, a lembrança o fazia estremecer.
— Como mencionei anteriormente, é impossível absorver todas aquelas chamas de uma vez. A maior parte do poder que Hong Bi-Yeon recebe ficará temporariamente armazenada em você. Então, você o devolverá a ela gradualmente, à medida que ela processa e absorve as chamas com o passar do tempo.
“Espere, eu deveria absorver tudo?”
— Não seja ridículo. Claro que você não pode lidar com isso sozinho. Nós, que lhe concedemos nossas bênçãos, vamos dividir as chamas entre nós para mantê-las sob guarda.
“Ah, então é tipo um disco rígido externo?”
–- …?
“Quis dizer como um External Cast Load Staff. Confundi as palavras.” [1]
–- Você quer dizer aquele tipo de bengala que armazena feitiços com antecedência? Não esperava que errasse as palavras assim.
“É, algo desse tipo.”
Horas se passaram enquanto Baek Yu-Seol e Silver Autumn Moon conversavam, monitorando Hong Bi-Yeon.
Baek Yu-Seol andava de um lado a outro, o olhar fixo em Hong Bi-Yeon, que permanecia imperturbável no coração das chamas que rugiam. Suor pingava da testa. Não importava o quão resistente ela parecesse, não podia afastar o medo que lhe dilacerava o peito.
Então, sem aviso, as chamas desapareceram.
O pânico o dominou. Incapaz de se conter, Baek Yu-Seol avançou correndo.
—Reckless fool.
À altura de suas palavras, antes que Baek Yu-Seol pudesse alcançá-la, o mundo mental de Hong Bi-Yeon começou a desmoronar.
Mas não foi porque algo catastrófico tivesse acontecido com Hong Bi-Yeon.
Se esse tivesse sido o caso, o mundo mental teria começado a apresentar rachaduras e a iniciar o processo de desintegração.
Como cortinas pretas sendo puxadas, o mundo mental de Hong Bi-Yeon começou a desaparecer.
Isso só significava uma coisa — ela havia absorvido com sucesso todo o poder de Scarlet Summer Moon, mas, no processo, perdera a consciência completamente.
“Huh? Espera!”
Sentindo-se ser expulso à força do mundo mental, Baek Yu-Seol perdeu o equilíbrio e foi arremessado para fora.
“Ux!”
Quando abriu os olhos, viu um médico familiar olhando para ele em choque.
“B-Baek Yu-Seol! Você está bem?”
“Hã...? O que…?”
“Você insistiu de repente em entrar no mundo mental de Sua Alteza e, em seguida, desmaiou!”
“Ah…”
Percebendo o que havia acontecido, Baek Yu-Seol examinou rapidamente seus arredores.
Dois corpos de trolls jaziam próximos.
Cavaleiros ficavam próximos à carruagem e ao longo dos penhascos, monitorando a área com cuidado. Médicos e enfermeiras circulavam apressadamente.
Quando Baek Yu-Seol tentou se levantar, os médicos correram para impedi-lo.
“Sua perna está completamente esmagada! Se fosse uma pessoa comum, ficaria aleijada para o resto da vida! Por favor, não se mexa!”
“Esse tipo de ferimento? Vou consertar em um instante.”
Ignorando seus protestos, Baek Yu-Seol afastou-os e cambaleou até Hong Bi-Yeon, apoiando-se pesadamente na carruagem para se manter de pé.
“Haah….”
Hong Bi-Yeon jazia ali, os lábios entreabertos enquanto exalava ar quente.
O suor escorria pela testa e o corpo dela irradiava calor intenso.
Quando Baek Yu-Seol tocou sua testa, queimou como fogo, mas, segundo Silver Autumn Moon, isso era, na verdade, um bom sinal.
O fato de Hong Bi-Yeon ter conseguido absorver com sucesso até mesmo uma pequena porção das chamas de Scarlet Summer Moon era prova de seu progresso.
“Hooh…”
Baek Yu-Seol finalmente soltou um suspiro de alívio.
Apoiado na carruagem, ele fechou os olhos.
Fisicamente e mentalmente exausto de tudo que suportou em tão pouco tempo, uma onda de fadiga o atravessou.
E ainda assim, apesar do cansaço, Baek Yu-Seol forçou seus olhos vermelhos a se abrirem, sem desviar o olhar de Hong Bi-Yeon, que ainda jazia ali.
Vendo isso, Silver Autumn Moon e Blue Winter Moon finalmente falaram.
— Feche os olhos e descanse um pouco.
— Vamos vigiar ela.
Ao ouvir essas vozes confiáveis, Baek Yu-Seol finalmente permitiu-se relaxar e fechar os olhos.
Mesmo assim, as Doze Luas Divinas não puderam deixar de chiar a língua. Ficaram impressionadas com sua determinação inabalável.