Astral Pet Store

Volume 4 - Capítulo 310

Astral Pet Store

Capítulo 310: Mascote Ciborgue

No dia seguinte, era a seleção final.

Su Ping teve que levar Su Lingyue de carro até o local da competição, deixando Joanna como "gerente interina". Claro, ele apenas a autorizou verbalmente; não havia validação do sistema.

Sua função era simplesmente abrir a porta, receber clientes que buscavam seus animais de estimação, devolver os animais e atuar como caixa. Ela também podia atender clientes que queriam treinar seus animais.

Afinal, essas eram tarefas de um funcionário, só que Su Ping fazia tudo sozinho.

Com Joanna por perto, Su Ping podia se ausentar da loja ocasionalmente, mantendo o negócio funcionando. No entanto, ele ainda precisava controlar pessoalmente o acesso aos locais de treinamento dos animais, o segredo principal da loja.

Em pouco tempo, Su Ping levou Su Lingyue até o local na zona nobre.

A final seria na Zona dos Reis.

O nome já dizia tudo: não era uma área qualquer. A Zona dos Reis era o centro econômico da região nobre, o lugar mais próspero. Era a zona mais desenvolvida da cidade base, exceto pela Primeira Zona, onde ficava o governo municipal.

Aqui, cada palmo de terra valia ouro. A Zona dos Reis fervilhava de gente rica. Se você parasse algumas pessoas aleatoriamente na rua, todas seriam abastadas.

Ao mesmo tempo, a segurança era rigorosa. Câmeras de vigilância por toda parte. Tumultos eram raridade por aqui.

Conseguir sediar a final impulsionaria ainda mais a economia da Zona dos Reis.

Havia muitas ruas congestionadas na Zona dos Reis, com engarrafamentos constantes. Era fato que todos os ricos tinham carros, e alguns tinham mais de um. Os moradores que trabalhavam e viviam ali também tinham gosto de classe média baixa e compravam carros populares, acessíveis a eles. Além disso, pessoas de classe social mais baixa tinham maior probabilidade de dirigir.

Eles sempre estavam ansiosos para dirigir, mesmo que fosse apenas para comprar mantimentos a duzentos metros de casa.

Com os participantes e a plateia, as ruas estavam completamente lotadas.

— Tem várias vezes mais gente que ontem. — Su Ping dirigia por uma rua com menos tráfego, balançando a cabeça enquanto olhava para a faixa ao lado, onde os carros mal se mexiam.

— Mais que ontem? Você veio aqui ontem? — Su Lingyue perguntou, surpresa.

— Dei uma volta pela região.

Su Ping acelerou.

Na outra faixa, engarrafada, alguém buzinava freneticamente, outros colocavam a cabeça para fora da janela.

— Você vai ou não?

— Para de enrolar. Droga. É alguma mulher parando o carro sem motivo de novo?

— Querida, por que não vamos por ali? Não tem trânsito naquela faixa!

— Essa é faixa exclusiva para exploradores e autoridades. Seríamos expulsos e perderíamos a carteira para sempre se entrarmos lá.

— Sério? Por que exploradores podem usar? Eles só matam umas bestas por aí. E daí...?

— Calma, calma. Tenha paciência.

Usando a faixa designada, Su Ping logo chegou ao local.

Ele tinha que admitir: o local na zona nobre era diferente. Havia uma enorme praça do lado de fora, lotada de gente. Muitas atrações e telões de alta resolução foram instalados para quem estivesse fora do local acompanhar as batalhas.

Su Lingyue achou que já tinha visto de tudo nas rodadas anteriores, mas agora ficou nervosa.

Ela via a multidão compacta na praça. A ideia de subir ao palco e ter todas aquelas pessoas assistindo suas batalhas, seus mínimos detalhes, a deixava apreensiva. Su Ping não a confortou. Ela precisava aprender a controlar suas emoções. — Por aqui.

Su Ping levou Su Lingyue pelo corredor dos participantes, onde havia menos gente.

Alguns guerreiros de animais de estimação avançados guardavam o acesso. Pareciam jovens, mas cruéis. Não eram pessoas com quem se meter.

Eles verificaram as credenciais de Su Lingyue e deixaram os dois entrar.

— Você conhece as regras de hoje? — perguntou Su Ping.

Su Lingyue assentiu. — Primeiro, o teste para selecionar os 1000 melhores diretamente. Os outros são eliminados. Depois, a luta em si. A primeira rodada é uma luta de desafio, como antes.

Su Ping concordou. Ela havia feito sua lição de casa.

— Tenha cuidado durante o teste — Su Ping a alertou. — É o único lugar onde a Família Liu provavelmente tentará alguma coisa. O teste não seria visível à plateia. Profissionais e equipamentos cuidariam disso.

Por isso, algumas ações impróprias poderiam acontecer.

Su Lingyue lembrou que, além de se concentrar nas lutas, teria que ficar de olho em qualquer sabotagem. — Entendi. Vou ter cuidado.

Su Ping assentiu. Antes de irem, ele também lhe dera o lampião obtido nas terras das escamas de dragão para protegê-la de ataques espirituais.

Ele tinha um dispositivo melhor para si e não precisava mais do lampião. Preferiu dar a ela, por precaução.

Havia uma sala de testes no final do corredor.

Todos os participantes que vinham do corredor teriam que entrar na sala para o teste.

Em suas sedes regionais, os participantes haviam se esforçado ao máximo e alcançado o Top 100. Mas aqui, na sala de testes, se ficassem abaixo dos mil primeiros, seriam eliminados diretamente.

Então, para a maioria, chegar ao Top 100 na sede regional foi seu momento mais glorioso.

— Somente pessoal autorizado — o guarda parou Su Ping na porta, com uma postura rígida.

Su Ping olhou pensativo para a sala.

Su Lingyue percebeu o que ele estava pensando. Não queria que ele causasse problemas por causa dela. Ela esboçou um sorriso tranquilizador. — Não se preocupe. Eu consigo!

Então, ela fez um punho para se animar, com uma expressão adorável.

Su Ping arqueou as sobrancelhas. Raramente via a garota fazer uma expressão tão fofa.

Ainda havia esperança nela...

— Certo. Tenha cuidado e use seu dragão imediatamente — disse Su Ping.

Suas palavras chamaram a atenção do guarda.

Su Lingyue assentiu. — Vou esperar por você ali. Entraremos juntas depois que você sair.

Então Su Ping se afastou. Depois que ele estava a certa distância, Su Lingyue respirou fundo e entrou na sala de testes.

Havia um caminho descendo. A luz era fraca. Impactada pelo ambiente, Su Lingyue ficou ainda mais nervosa.

Descendo as escadas, ela viu algumas luzes. Dezenas de pessoas estavam reunidas ali, todos jovens. A maioria tinha quatro ou cinco anos a mais que ela, por volta dos vinte anos.

— Todos são participantes? — Su Lingyue chegou ao fim da fila.

Todos estavam fazendo fila diante de uma porta onde um guerreiro de animal de estimação avançado estava de guarda. A cada poucos minutos, ele dizia a alguém para entrar depois de receber instruções pelo interfone.

Todos aguardavam sua vez no teste.

Su Lingyue ficou no fim da fila.

*Bum!*

Pouco depois, ela sentiu uma vibração sob os pés, como um terremoto.

Muitos participantes se assustaram. Mais de uma dúzia ativaram seus escudos astrais e de energia diretamente.

O guarda na porta também foi bastante abalado. O espanto era sentimento geral.

— Isso... é do teste?

— Que estrondo. Meu Deus. Nem a vedação de absorção de choque da sala consegue amortecer o impacto?

— Quem está lá dentro?

— Um monstro...

— Acho que ele é... da Família Qin.

Muitos participantes comentavam em voz baixa.

No fim da fila, Su Lingyue se sentiu assustada e pressionada. Afinal, Su Ping a havia apresentado como uma futura campeã. Tecnicamente, todos ali eram seus oponentes.

No entanto, naquele momento, ela se sentiu como uma ovelha no meio de uma matilha de lobos. Todos ao seu redor eram superiores em nível.

— Sou agressiva, muito agressiva... — Su Lingyue se encorajou.

— Senhorita, o que a senhora está dizendo? — um jovem corpulento perguntou a Su Lingyue. Assustada, ela gesticulou. — Nada, não disse nada.

Logo, os que estavam à sua frente terminaram os testes. Era a sua vez. Atrás dela, dezenas de pessoas esperavam.

O guarda verificou as credenciais de Su Lingyue e disse indiferente: — Pode entrar.

Com coragem, Su Lingyue seguiu até um local de batalha subterrâneo.

Naquele momento, fora do local de batalha havia muitos cabos grossos, mais de uma dúzia de trabalhadores e um dispositivo complicado. No meio do local, um animal de estimação ciborgue. Mecanizar um animal de estimação de batalha era uma ideia antiga. Comparados aos animais de estimação tradicionais, os cibernéticos podiam ter suas habilidades aprimoradas em pouco tempo, independentemente de sua linhagem.

No entanto, por motivos especiais, animais de estimação ciborgues não se tornaram populares. Eles eram usados apenas para fins militares e em experimentos especiais.

Este animal de estimação ciborgue tinha estruturas intrincadas em seu corpo. Ele podia calcular a velocidade de seus ataques, a força que recebia e o nível de energia do oponente.

Com a ajuda do dispositivo, este animal de estimação ciborgue podia coletar muitos dados sobre seus inimigos.

Em algumas explorações interestelares, animais de estimação totalmente mecanizados eram usados como soldados mecanizados, especificamente para explorar caminhos em lugares perigosos. Era a primeira vez que Su Lingyue via um animal de estimação ciborgue. Ela já o tinha visto em livros, mas como não fazia parte de sua vida, nunca havia dado muita atenção.

— Pode começar. Invoque seu animal de estimação e resista por um minuto. Pode desistir antes, mas isso significará renunciar ao direito de participar — disse um homem de meia-idade de terno preto e chapéu-coco. Um caminho com brilho azul se abriu lentamente. Su Lingyue respirou fundo e entrou. Sem mais delongas, ela invocou o Dragão Gélido Lunar e a Besta da Chama Fantasma.

Os trabalhadores presentes se surpreenderam ao ver o Dragão Gélido Lunar. Sabiam que a garota passaria no teste com certeza.

— Comecem! — um homem anunciou. Todos os tubos que conectavam o animal de estimação ciborgue para transferir energia foram desconectados. Este animal de estimação ciborgue era um Tigre Piroelétrico de sétimo nível, um animal raro com atributos duplos. Era um dos animais mais poderosos entre todos os de sétimo nível.

Su Lingyue não hesitou. Ela disse ao Dragão Gélido Lunar para atacar imediatamente.

Dez segundos depois, a batalha terminou.

Su Lingyue não desistiu. Os trabalhadores a interromperam.

Sem brincadeira. Se não o fizessem, o animal de estimação ciborgue, que custou tanto para ser criado, teria sido desmantelado.

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