
Volume 6 - Capítulo 549
I Can Copy and Evolve Talents
Capítulo 549: A Fazenda Caída
A extensa mansão do governador era completamente irreconhecível. O magnífico edifício e seu jardim bem cuidado agora estavam transformados em um cenário de destruição.
O chão, outrora liso e polido, estava marcado por crateras profundas, como se a própria terra tivesse se tornado frágil sob o peso da batalha.
Fendas se espalharam pela propriedade como teias de aranha, transformando-a em um labirinto de pedras e terra rompidas.
Algumas fissuras se estendiam por dezenas de metros, suas bordas irregulares brilhando fracamente com o calor residual de sua criação.
No meio das crateras, estava um homem, o longo sobretudo militar em seus ombros batendo continuamente no vento, sua parte inferior danificada, queimada e enegrecida.
Seus olhos carregavam uma intensidade distante, refletindo o caos ao seu redor.
Ele permaneceu imóvel, como se a devastação estivesse abaixo de sua preocupação, apenas uma consequência trivial de seu poder.
Suas botas rasparam no chão irregular enquanto ele mudava de posição, observando os destroços com um ar de sombria satisfação.
Diante dele, uma figura imponente lutava para se levantar de uma das crateras mais profundas – um homem mal consciente, seu corpo machucado e contuso. Sua camisa estava rasgada, com sangue escorrendo pelas aberturas laceradas em sua pele, e seu rosto estava contorcido de dor.
"É só isso que você consegue?" perguntou o homem do sobretudo militar, sua voz fria, desprovida de emoção. "Eu esperava mais de um governador."
O homem caído tossiu, sangue espirrando no chão rachado enquanto tentava falar, mas o esforço foi inútil.
Sua voz se perdeu no vento, engolida pelo vasto vazio do campo de batalha que outrora fora sua casa.
O Tenente Dante suspirou entediado. Fincou sua espada no chão com um movimento impossível e tirou um grosso baseado do bolso, reclamando em tom baixo.
"Droga, gastei um baseado inteiro à toa. Se eu soubesse que você seria tão fácil de lidar, teria te enfrentado só com o baseado."
Ele acendeu o baseado e o colocou na boca. Então ergueu a cabeça para olhar o governador. Exalou a fumaça e suspirou.
"Que estado patético você está, mentor."
Os olhos que se fechavam do governador se abriram, e o homem começou a recuperar sua determinação anterior.
"Ah, ah. Isso é mais como deve ser."
O governador rosnou dolorosamente, e de repente – apesar de seu imenso peso e tamanho – desapareceu em um borrão.
Os olhos do Tenente Dante se estreitaram levemente quando o governador desapareceu de vista.
Ele deu outra longa tragada em seu baseado, a ponta brilhando fracamente na luz tênue do campo de batalha em ruínas.
Sua postura permaneceu calma, imperturbável pela mudança repentina no comportamento do governador.
"Finalmente," Dante murmurou, exalando uma nuvem de fumaça. "Eu estava começando a achar que você ia simplesmente ficar aí e morrer silenciosamente."
O ar ao seu redor se moveu quando o governador reapareceu com um estrondo ensurdecedor, seu punho direcionado diretamente para a cabeça de Dante.
O chão sob eles tremeu com a força de sua reaparição, enviando rachaduras em espiral para fora de onde ele pousou.
Dante soltou a fumaça e ergueu a cabeça lentamente para encontrar o enorme punho do governador, um sorriso maluco em seu rosto.
Ele inclinou a cabeça preguiçosamente para o lado, evitando o golpe por meros centímetros.
O punho do governador atingiu o chão, criando outra cratera profunda.
Poeira e detritos explodiram no ar, obscurecendo momentaneamente seus arredores.
"Isso é mais como deve ser, mentor," disse Dante sarcasticamente, batendo a cinza de seu baseado. "Mas você ainda é muito lento."
O governador, seu rosto contorcido em uma mistura de raiva e agonia, rugiu enquanto golpeava novamente. Desta vez, sua velocidade era ainda maior, cada golpe atingindo Dante com a força de uma tempestade furiosa.
O ar sibilou enquanto seus punhos o cortavam, mas não importava o quão rápido ele se movesse, Dante esquivo de todos os golpes com graça sem esforço, seu corpo balançando o suficiente para desviar.
"Você me ensinou bem," continuou Dante, seu tom quase brincalhão. "Mas você esqueceu uma coisa... eu não jogo limpo."
Antes que o governador pudesse reagir, a forma de Dante se tornou um borrão, desaparecendo de sua vista.
Por um momento, o governador ficou parado, confuso, sua respiração pesada ecoando na quietude da mansão em ruínas.
Então, Dante reapareceu na frente dele. O que o governador viu Dante segurando o fez tremer fortemente, sua forma inteira pareceu ceder quando ele viu a única menina de seus olhos, pendurada na mão de Dante com um grande buraco em sua barriga, sangue escorrendo de sua boca e barriga, manchando sua camisa branca.
Tudo de repente se tornou sem sentido para o pobre homem.
"DANTTTTEEEEEEE!!!"
Seu grito, poderoso, rugiu e reverberou por toda a Arcadia, fazendo com que o próprio ar tremesse com intensa pressão.
"Oh!" A boca de Dante se abriu ligeiramente, surpreso com a forma como o governador ainda conseguia reunir tanta força apesar de se ter esgotado tanto.
O homem agarrou um poste de um castiçal que havia sobrevivido às horas mais sombrias de sua batalha até aquele momento.
Ele o puxou sem esforço; no entanto, em suas mãos, o castiçal ganhou fortificação, brilhando com uma fraca aura roxa cobrindo sua estrutura, enquanto aumentava de tamanho.
O corpo do governador tremeu enquanto ele segurava o castiçal fortificado, agora transformado em uma arma maciça e brilhante infundida com sua energia restante.
Seus olhos, outrora cheios de dor e desespero, agora queimavam com uma intensidade alimentada pela raiva e pela perda.
A aura roxa ao redor do castiçal crepitou com energia violenta, pulsando em ritmo com sua respiração ofegante.
Dante ficou lá, o sorriso nunca desaparecendo de seu rosto, mas um brilho de curiosidade brilhou em seus olhos.
Ele preguiçosamente jogou as cinzas de seu baseado ao vento e examinou a nova arma do governador com leve divertimento.
"Então, esta é sua última resistência, hein?" Dante ponderou, aproximando-se descontraidamente. "Incrível como a raiva alimentada pela perda pode acender uma força maior. Honestamente, mentor, é quase comovente."
Ele jogou a garota de lado preguiçosamente, o corpo sem vida se debatendo contra a parede próxima. O governador não respondeu. Todo seu foco agora estava em Dante, seus olhos desprovidos de qualquer traço de humanidade, pura raiva voltada para o Tenente que estava diante dele.
Ele havia acolhido Dante como um filho em seus primeiros dias no exército.
O garoto com imenso talento, que foi elogiado como um gênio, e por quem cada Cidadela gastaria todos os seus recursos para ter, mas que decidiu ser um soldado. Um cão para o governo.
Naquela época, o governador, que era apenas um tenente, havia acolhido este menino como um filho, nutrido seu talento e o ajudado a ver o mundo sob uma luz diferente.
Quem diria que Dante ostentaria as mesmas presas que o governador o ajudou a cultivar, contra o próprio governador?
Com um rugido que ecoou seu grito anterior, ele atacou, o castiçal maciço erguido acima de sua cabeça, agora uma arma mortal infundida com todo o poder que lhe restava.
A terra tremeu sob seus pés enquanto ele corria para frente. Sua velocidade, apesar de sua estrutura pesada, desafiava a lógica enquanto ele balançava o castiçal com a força de um furacão.
A aura roxa brilhante ao seu redor ficou mais brilhante, como se se alimentasse de sua fúria, tornando-se um farol de sua vingança final.
Dante levantou uma sobrancelha, impressionado com a pura velocidade e poder que o governador havia reunido. Mas seu corpo permaneceu imóvel, relaxado, enquanto ele esperava pelo confronto inevitável.
O castiçal desceu com um estrondo ensurdecedor, o ar gritando enquanto rasgava o espaço entre eles.
Mas assim que estava prestes a conectar, Dante se moveu – sua forma se tornando um borrão novamente. Com graça impossível, ele desviou o ataque do governador, o chão sob eles explodindo quando o castiçal impactou a terra, enviando pedaços de pedra e destroços voando para o ar.
"Lento demais," Dante sussurrou, aparecendo atrás do governador.
O governador rugiu em frustração, girando com outro golpe selvagem, mas Dante o desviou sem esforço, seus movimentos fluidos e calmos.
Cada ataque foi recebido com a mesma evasão frustrante, como se Dante estivesse apenas brincando com ele.
"Você está perdendo seu tempo, velho," disse Dante, seu tom quase entediado agora. "Isso não vai mudar nada. O espaço entre um Sábio e um Paragon é enorme, muito maior do que você pode imaginar."
A respiração do governador ficou mais ofegante a cada golpe, sua força outrora imparável começando a diminuir.
Mas ele se recusou a desistir. Com cada grama de força que lhe restava, ele continuou a lutar, cada ataque mais desesperado que o anterior.
Dante suspirou, recuando para evitar outro golpe furioso.
"Sabe," ele começou, esticando os braços casualmente, "eu poderia ter terminado isso há muito tempo. Mas eu queria que você visse. Eu queria que você visse o quanto você caiu."
Como que sob encomenda, Dante desapareceu e reapareceu instantaneamente. Ele carregava a filha morta do governador em seus braços como uma noiva caída.
Sua boca se contorceu tristemente, "Ela está morta. Ela realmente está morta. Sua neta. A razão pela qual você se tornou um bastardo corrupto. A razão pela qual você se tornou as mesmas pessoas que você odiava. A razão pela qual você nos abandonou a todos, para protegê-la, para dar-lhe uma vida melhor, para criá-la. Não é isso?!! Não é isso, Salmandell, Muralha de Ferro do exército."
O rosto de Dante se enrugou em um profundo desgosto.
"Um sábio. Um mero sábio foi tudo que você conseguiu ser. Você poderia ter sido o mais forte se apenas não tivesse parado de perseguir."
Ignorando os gritos do tenente, a visão dela apenas reacendeu a fúria do governador, mas seu corpo o estava traindo, seus movimentos ficando mais lentos, sua energia se esgotando a cada ataque falho.
A aura roxa ao redor do castiçal começou a piscar, enfraquecendo enquanto a força do governador se esgotava.
Seus golpes ficaram lentos e, finalmente, com uma última tentativa lamentável, ele balançou a arma brilhante contra Dante.
O golpe foi fraco, sem poder, e Dante nem precisou desviar.
O castiçal escorregou das mãos do governador e caiu no chão.
Ele ficou parado por um momento, seu corpo tremendo, mal conseguindo se manter de pé. Sangue escorria de seus ferimentos, acumulando-se a seus pés, e sua respiração estava superficial, irregular.
Dante o observou, ainda carregando a filha do governador, antes de jogar casualmente o corpo dela no chão na frente dele.
O governador desabou de joelhos, olhando para sua forma sem vida. Lágrimas escorriam pelo seu rosto, misturando-se com o sangue e a sujeira em sua pele.
Ele estendeu as mãos trêmulas, tentando tocá-la, mas sua força havia se esgotado.
"Por favor..." sussurrou o governador, sua voz quase inaudível agora. "Não ela... por favor..."
O sorriso de Dante se alargou. "Sabe, mentor, eu nunca me importei com sentimentalismo. Mas olhando para você agora... quase me faz sentir algo. Quase."
Com um movimento rápido, Dante puxou sua espada de onde estava enterrada, a lâmina brilhando na luz fraca.
Ele se aproximou, erguendo-a acima da cabeça do governador.
"No final... você ainda é um chorão..."
Seu rosto se contorceu um pouco ao ouvir a voz do governador ecoar em seus ouvidos. Ele franziu a testa com determinação pouco tempo depois.
"Você foi um bom mestre," disse Dante suavemente, sua voz desprovida de zombaria pela primeira vez.
"Mas todas as coisas devem acabar."
A espada desceu, rápida e precisa.
E com aquele golpe final, o corpo do governador se dividiu em duas metades iguais, sangue jorrando furiosamente.
Dante limpou a lâmina e a enfundou, parado em meio à destruição, sua expressão retornando ao seu desapego frio de sempre.
O vento soprou mais uma vez, carregando a poeira e os destroços da fazenda caída. n/ô/vel/b//jn dot c//om