I Can Copy and Evolve Talents

Volume 4 - Capítulo 304

I Can Copy and Evolve Talents

Capítulo 304: O Destino Iminente

Raven deslizou a lâmina para o lado, limpando o sangue do monstro que acabara de matar.

Ela ficou parada, observando tudo por alguns segundos. O chão estava coberto pelos corpos grotescamente espalhados dos Caminhantes Brancos, um cenário repugnante para qualquer pessoa sã.

Seu rosto e armadura estavam manchados de sangue violeta. Um olhar glacial emanava de seus olhos escarlates, vasculhando o ambiente com fúria.

O único Caminhante Branco que Northern havia poupado ajoelhou-se, com uma expressão aterrorizada no rosto. Ele respirava com dificuldade, seus traços faciais contorcidos e pálidos.

Ela permaneceu impassível, observando, tentando encontrar algo.

A montanha era uma parede literal. No entanto, ela percebia que havia algo além dela. Afinal, por que haveria guardas estacionados naquele lugar específico, e por que tantos deles dariam suas vidas apenas para impedi-la de chegar até ali?

Embora todos os esforços deles tivessem sido em vão – e injustamente. Ela sequer havia sofrido um arranhão na batalha.

Após algum tempo observando, Raven se voltou para o Caminhante Branco ajoelhado e perguntou:

"Onde fica a passagem?"

O Caminhante Branco tremeu ao som de sua voz. É claro, ele não entendia o que ela dizia, mas mesmo assim se levantou, caminhando cambaleantemente em direção à rocha de gelo.

Ele parou na frente dela, tremendo violentamente. Raven percebeu que havia algo ali que o aterrorizava.

Ela o mirou com um olhar penetrante, observando-o tremer novamente. Aquele estava completamente dominado pelo medo dela.

Ela só precisava lembrá-lo de que ela era a única que ele conseguia ver naquele momento, a única em que ele deveria se concentrar.

Sua morte imediata seria iminente caso ele se recusasse a cooperar.

E ele pareceu entender isso pelo olhar feroz que ela lhe lançou.

No entanto, havia outro método que ela poderia usar...

Ela simplesmente não queria; preferia que fosse um último recurso.

"A passagem", pressionou ela, endurecendo a voz e o olhar.

O Caminhante Branco tremeu como se tivesse sofrido uma leve convulsão. Mancando de uma perna, ele se moveu lentamente para o lado, acariciando a superfície da rocha.

Sua mão parou em um ponto e pressionou o interior, causando um leve tremor na paisagem.

O Caminhante Branco pareceu hesitar novamente, mas o olhar de Raven ficou ainda mais terrível, fazendo-o continuar.

Ele começou a pressionar diferentes partes da rocha escondidas na superfície – que servia de base para a montanha.

Quando finalmente parou depois de pressionar umas dez delas, recuou e tremeu.

Toda a paisagem tremeu fortemente, e então a neve que cobria a superfície da rocha começou a cair, como se algo estivesse sendo movido.

Após algum tempo, uma entrada escura de uma caverna foi revelada diante dos olhos de Raven.

Esperando ter conseguido satisfazê-la, o Caminhante Branco se voltou lentamente para ela, seu rosto implorando desesperadamente por misericórdia.

No entanto, Raven girou a mão para o lado, separando sua cabeça com um corte limpo.

O corpo caiu lentamente no chão. Ela o olhou com desdém antes de voltar os olhos para a entrada da caverna.

A boca do túnel era uma fenda sinistra na face íngreme da montanha de gelo.

Um vento gélido assobiava pela estreita entrada, carregando consigo um sussurro misterioso.

Ao entrar no túnel, o mundo exterior pareceu lentamente desaparecer, engolido pela escuridão opressiva que se agarrava às paredes da caverna.

O ar ficou notavelmente mais frio dentro do túnel, a temperatura caindo a cada passo cauteloso para frente, mas ela ainda conseguia lidar graças à incrível capa resistente ao frio que os Caminhantes Brancos lhe haviam dado.

As paredes, esculpidas da própria montanha, eram lisas, mas brilhantes com uma fina camada de geada que cintilava como um campo de estrelas sob a luz fraca de cada tocha tremulante, a dez metros de distância uma da outra.

De tempos em tempos, um brilho azul fraco emanava de rachaduras profundas nas paredes, resultado de algum mineral luminescente desconhecido enterrado no gelo.

Esses brilhos ocasionais forneciam luz suficiente para revelar o chão irregular e acidentado do túnel, coberto de pedras soltas e manchas de gelo escorregadio que ameaçavam fazer o viajante desavisado cair. Assim, Raven conseguia ver bastante bem, mesmo estando escuro.

Ao descer mais fundo no túnel, o ar ficou denso com um cheiro mofado e úmido.

A temperatura continuou a cair, e o som fraco de água corrente tornou-se mais pronunciado, misturando-se ao baixo e distante estrondo que parecia emanar do próprio coração da montanha.

Raven, nesse ponto, estava começando a sentir o frio penetrando profundamente em seus ossos. Ela estava começando a tremer levemente.

Parecia que ela estava se aproximando do coração e da fonte do próprio frio.

E isso trazia consigo uma sensação sinistra.

Raven apertou o punho e franziu a testa, mas não parou de andar.

Após o que pareceu uma eternidade, o túnel abriu-se em uma vasta câmara cavernosa.

O teto elevava-se alto acima, perdido nas sombras, enquanto o chão era um labirinto de gelo irregular e antigas construções de pedra.

No fundo da câmara, a entrada para o palácio subterrâneo pairava como a boca de uma besta esquecida, suas portas entreabertas e convidativas de forma sinistra.

Raven respirou fundo, examinou os arredores com um olhar cauteloso e, ao confirmar que não havia mais nada, seguiu em frente.

O próprio palácio estava em estado de ruína, suas paredes outrora imponentes desmoronando e cobertas por grossas cortinas pretas.

A grande entrada, emoldurada por imponentes pilares de gelo, estava lascada e desgastada, as intrincadas esculturas quase indistinguíveis sob o gelo encrostante que se espalhava sobre tudo como uma maré lenta e inevitável.

Lá dentro, o palácio era um testemunho de sua antiga glória, agora reduzido a ecos fantasmagóricos e memórias silenciosas.

O grande salão, outrora cheio da luz de mil velas, era agora um vazio cavernoso, suas paredes alinhadas com nichos sombrios que pareciam sussurrar histórias esquecidas.

O piso de mármore, outrora polido até um brilho espelhado, estava rachado e cheio de buracos, sobreposto por uma traiçoeira camada de gelo que refletia os contornos fantasmagóricos dos lustres em decomposição acima.

Tapeçarias desbotadas pendiam em farrapos das paredes, suas cores ricas reduzidas a meras sombras de sua antiga vibração.

Estátuas de pedra, outrora orgulhosas e imponentes, permaneciam em silenciosa vigília, seus traços erodidos e suavizados por séculos de geada e negligência.

No centro do salão, uma grande escada em espiral subia, seu balaústre envolto em uma delicada renda de gelo.

Cada degrau era uma jornada traiçoeira, escorregadia com geada e repleta de detritos de alvenaria caída.

Os degraus levavam a uma série de corredores e câmaras, suas portas abertas como bocas escuras, convidando à exploração, mas prometendo apenas o abraço frio do horror.

Raven estava no meio de tudo isso, tremendo com o frio intenso que emanava daquele lugar. Sem dúvida, era isso.

Isso tinha que ser algum lugar muito importante para a fenda.

Tinha que ser o coração da fenda.

Tinha que ser... o núcleo da fenda.

Suas sobrancelhas se franziram com firme determinação quando essa percepção surgiu.

Naquele momento, porém, passos pesados começaram a ecoar em uma das câmaras, aproximando-se lentamente dela e ficando mais fortes.

Ela conseguia dizer, sem precisar confirmar, que algo forte e grande estava vindo atrás dela.

E ainda assim, seu rosto não traía emoções, nem mesmo o menor sinal de medo.

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