
Volume 3 - Capítulo 291
I Can Copy and Evolve Talents
Capítulo 291: A Arte da Linguagem
Northern observou o jovem rei à sua frente. Os olhos de Ulzred brilhavam com curiosidade e entusiasmo.
O entusiasmo do garoto era quase palpável.
"A linguagem é muito parecida com a esgrima", começou Northern, sua voz calma e serena. "Ambas exigem graça, prática e uma profunda compreensão de movimentos sutis. Hoje, iniciamos uma nova jornada."
Enquanto falava, Northern percebeu que o que acabara de dizer aprofundava ainda mais sua compreensão da esgrima.
O rosto juvenil de Ulzred se contraiu em concentração. "Será difícil?"
Northern riu baixinho. "Não tão difícil quanto parece, se você ouvir atentamente e confiar em suas próprias habilidades."
Ele fez um gesto para Ulzred se sentar em uma pedra plana próxima, cuja superfície estava lisa pelo tempo. O jovem rei se acomodou, os olhos fixos em Northern.
Northern caminhou lentamente na frente dele, escolhendo cuidadosamente suas palavras.
"A linguagem", disse ele, "é construída sobre sons e símbolos. Seu povo e o meu usam símbolos diferentes para representar sons semelhantes. O truque é encontrar a ponte entre eles."
Ulzred assentiu lentamente, sua expressão uma mistura de determinação e confusão. Northern respirou fundo e continuou.
"Pense em nossas runas como o esqueleto de nossas palavras. Cada runa tem um som específico, uma parte da palavra inteira. Sua língua, a língua dos monstros, usa blocos de construção semelhantes, mas os organiza de forma diferente."
Ele se abaixou, traçando uma runa simples na neve com um graveto.
"Esta", disse ele, "é a runa para 'A'. Em sua língua, seria mais ou menos assim." Ele alterou o símbolo levemente, mesclando as curvas e linhas em uma forma mais familiar para Ulzred.
Ulzred inclinou-se para frente, seus dedos traçando o novo símbolo.
"Parece com a runa para 'Ah' em nossa língua."
Northern assentiu.
"Exatamente. E essa semelhança é o que usaremos para aprender. Muitas de nossas runas têm contrapartes em sua língua. Só precisamos mapeá-las e praticar."
Ele recuou, deixando Ulzred absorver a informação.
Os olhos do garoto se moviam entre os símbolos, seus lábios se mexendo silenciosamente enquanto ele tentava memorizá-los.
"Agora, vamos começar com algo simples", continuou Northern. Ele desenhou outra runa ao lado da primeira, depois uma terceira, formando uma palavra. "Esta é 'Gelo'. Em sua língua, seria assim." Ele modificou ligeiramente as runas, simplificando-as em formas que Ulzred reconheceria.
"Olhos", disse Ulzred lentamente, juntando os sons.
"Sim, está perto", encorajou Northern. "Mas ouça como eu digo: 'gelo'. Os sons fluem juntos, se misturando suavemente."
Ulzred tentou novamente, mais próximo da pronúncia correta desta vez. Northern sorriu, orgulhoso da rápida aprendizagem do garoto.
"Muito bem. Agora, vamos tentar outra." Ele desenhou as runas para 'terra', explicando cada símbolo enquanto prosseguia. Ulzred observava atentamente, seus dedos se contraindo como se quisesse agarrar os sons e retê-los firmemente.
Na hora seguinte, eles continuaram assim. Northern apresentou novas palavras, e Ulzred as repetiu, sua voz ganhando confiança a cada tentativa.
O progresso do garoto foi notável; seu talento natural para a linguagem brilhava.
Mas Northern, é claro, sabia que o verdadeiro desafio viria em preencher a lacuna entre as duas línguas.
Não se tratava apenas de traduzir em sua mente, mas de pensar diretamente na nova língua.
Isso levaria tempo, paciência e uma profunda compreensão de ambas as línguas.
Enquanto trabalhavam, Northern notou algo fascinante.
A capacidade de Ulzred de compreender os novos sons e símbolos parecia quase instintiva, como se ele estivesse descobrindo algo que sempre soubera, mas nunca compreendera completamente.
"Seu progresso é impressionante", disse Northern finalmente, sua voz cheia de admiração genuína. "Mas há mais em aprender uma língua do que apenas palavras. Você também deve entender o fluxo, o ritmo e a cultura por trás dela."
Ulzred inclinou a cabeça, seus olhos indagando.
"A linguagem", explicou Northern, "é mais do que apenas sons. É como expressamos nossos pensamentos, nossos sentimentos, nosso próprio ser. Para realmente aprender uma língua, você também deve aprender sobre as pessoas que a falam, seus costumes, suas histórias."
Ele fez uma pausa, considerando a melhor maneira de transmitir esse conceito abstrato. Então, uma ideia o atingiu.
"Vamos contar uma história", disse ele. "Uma simples, usando as palavras que aprendemos."
Os olhos de Ulzred brilharam de excitação. "Uma história! Sim, por favor!"
Northern sorriu e começou, falando lenta e claramente.
"Era uma vez, um 'rei menino' que vivia em uma 'terra de gelo'. Ele governava um 'assentamento' de 'Caminhantes Brancos'."
Ele fez uma pausa, deixando Ulzred absorver as palavras. Os lábios do garoto se moviam silenciosamente enquanto ele as repetia para si mesmo.
"'Os Caminhantes Brancos' amavam o 'rei menino'..." continuou Northern, "...porque ele é seu 'governante' e eles são seus 'súditos'."
Northern observou a expressão de Ulzred e notou uma leve expressão séria no rosto do garoto.
Depois de repetir as palavras de Northern, Ulzred pegou o graveto e escreveu no chão enquanto pronunciava cada palavra.
Ele escreveu 'súdito', depois 'governante', e olhou para Northern com uma expressão sombria.
Ele balançou a cabeça e desenhou uma seta entre as palavras, indicando que deveriam ser trocadas.
Uma pequena expressão séria marcou as sobrancelhas de Northern.
"O que isso significa?", ele se perguntou. Então seus olhos se estreitaram quando ele sentiu a aproximação dos Caminhantes Brancos.
Um sorriso triste cruzou seus lábios enquanto ele falava para o garoto.
"Acho que nossa aula termina aqui por hoje. Continuaremos amanhã... com sorte."
Ele apagou toda a escrita no chão nevado e olhou para sua esquerda, onde três Caminhantes Brancos se aproximavam.
Eles se curvaram levemente para Northern e mais profundamente para o jovem rei.
Northern observou enquanto o jovem rei se levantava, sem mostrar alegria, e era escoltado para longe. Ele não pôde deixar de ponderar o que o garoto acabara de tentar comunicar.
Quanto mais ele pensava sobre isso, mais preocupações nublavam sua mente.
Ele se sentou cansado na pedra plana que Ulzred havia ocupado minutos atrás e refletiu profundamente.
Em vez de retornar ao assentamento para desfrutar da atenção e do respeito das pessoas, Northern decidiu ficar e praticar mais com sua espada.
Northern continuou a praticar, os ensinamentos da voz ecoando em sua mente.
Ele se concentrou na interação entre sua respiração e seus movimentos, buscando uma conexão mais profunda com a espada.
Horas se passaram enquanto ele balançava a lâmina, cada movimento mais preciso que o anterior, seu corpo tornando-se um vaso de poder disciplinado.
Ao aproximar-se do crepúsculo, lançando longas sombras violetas pela paisagem gelada, Northern parou para recuperar o fôlego.
Ele olhou para o horizonte enquanto o céu começava a brilhar com aquelas cores familiares novamente. n/ô/vel/b//jn dot c//om
Ele suspirou e guardou sua espada.
"Acho que devo descansar..."
Ele realmente precisava, e não havia comido nada o dia todo.