Escravo das Sombras

Volume 11 - Capítulo 2983

Escravo das Sombras

Traduzido usando Inteligência Artificial



“Acabou. Não há mais sentido em resistir, Canção dos Caídos. Não seria mais fácil simplesmente desistir?”

As palavras de Asterion ecoaram pela extensão escura do salão vazio, refletindo nas paredes que continham as verdades proibidas esculpidas por Nether, o Demônio do Destino.

Cassie ergueu uma mão trêmula, a ponta afiada de sua adaga apontada para o inimigo. Ela sabia onde o Dreamspawn estava porque ele havia falado, permitindo que ela mirasse sua arma na origem daquela voz calma e arrepiante.

Caso contrário, tudo o que Cassie conseguia perceber era escuridão.

Seu corpo estava machucado e coberto de hematomas, e seu rosto ensanguentado. Ela estava coberta de inúmeros cortes… estava exausta. A fadiga a pressionava contra o chão, e sua mente queimava com a dor terrível e pulsante aninhada nas profundezas de sua órbita ocular vazia.

E parecia não haver mais esperança.

O Domínio do Anseio estava perdido. O Domínio do Espelho também estava perdido. Sua única opção era fugir, mas já não havia mais para onde correr. Ela estava encurralada.

Tudo terminaria ali, naquele salão escuro, com apenas as runas proibidas espalhadas pelas paredes restando para testemunhar sua derrota.

Então… talvez Asterion estivesse certo. Talvez realmente fosse mais fácil desistir.

Mas, contra toda a razão, Cassie manteve a adaga erguida e se preparou para um último e desesperado ato de resistência.

Sua voz soou sombria e firme:

“O que fazer? Resistir é o objetivo.”

Essa era a vida. A vida era um desejo… era o desejo de permanecer vivo, e como o mundo sempre se esforçava para acabar com isso, viver era uma luta constante.

Era guerra.

Asterion deu uma risada baixa.

Desta vez, quando sua voz ressoou na escuridão, ela pareceu mais próxima.

“Como desejar…”

Ele se preparou para subjulgá-la, enquanto ela se preparava para se defender.

Mas então…

Algo mudou.

Algo mudou no mundo.

Foi como se uma rajada de vento etéreo soprasse pelo salão escuro, e de repente algo imperceptível estivesse diferente nele.

Em tudo.

Cassie congelou.

Asterion pareceu sentir também. Ele olhou ao redor, franzindo a testa, então perguntou em um tom sombrio:

“O que foi isso? O que você fez?”

Mas Cassie não respondeu. Ela não conseguia responder, porque naquele momento sentiu incontáveis memórias novas inundarem sua mente de repente.

Não… não exatamente. Era como se elas sempre estivessem ali, mas ela não tivesse consciência delas — até agora. A maioria das pessoas não perceberia isso imediatamente, mas ela era sensível às memórias. Sabia na mesma hora quando as suas próprias eram alteradas.

‘O quê…’

Uma torrente de sons, aromas e sensações familiares inundou sua mente.

O murmúrio de vozes no auditório da Academia dos Despertos… e uma presença silenciosa ao seu lado.

A sensação da corda dourada amarrada à sua cintura ficando frouxa.

A voz de um jovem ressoando baixinho na escuridão, perguntando por que alguém se daria ao trabalho de mantê-la viva.

Aquela voz…

Cassie vacilou.

Sunny… era Sunny. O Lorde das Sombras. Era Perdido da Luz.

Como ela pôde esquecer?

Como se tivesse sido invocado por seu Nome Verdadeiro, as memórias preencheram a vasta vacuidade de sua mente fragmentada, tornando-a inteira novamente. A Costa Esquecida, onde ele cuidou dela como um irmão mais velho… e tudo o que veio depois. O tormento de ter que abandonar um de seus amigos para salvar outro. A agonia de ter escolhido errado — de estar errada por ter escolhido.

E então, todos aqueles anos observando em silêncio, preparando-se e planejando. Empurrando e puxando para ver como as correntes do destino mudavam, mas permaneciam as mesmas…

Até que o destino foi quebrado.

As Ilhas Acorrentadas, a gaiola sufocante no Templo da Noite, o esplendor de sua tranquilidade passada no Reino da Esperança, os dias radiantes passados no Santuário de Noctis, a batalha pela Torre de Marfim.

O terror gelado da Antártica, o horror incinerante do Deserto do Pesadelo, a extensão infinita do Grande Rio… a Tumba de Ariel. O local de descanso final do Demônio do Esquecimento.

Onde suas memórias de Sunny haviam sido enterradas.

Essas memórias estavam sendo desenterradas agora.

‘Foi… o…’

Da Costa Esquecida até Túmulo de Deus, e além… eles sempre caminharam lado a lado — às vezes por vontade própria, às vezes contra ela.

Mas eram eles.

Era Cassie e Sunny… eles haviam quebrado o destino.

Sunny era a lâmina que o cortou, e Cassie era a mão que guiou a lâmina.

“O que você fez?!”

Cassie se moveu levemente, virando-se na direção do grito de Asterion.

Ele também devia ter conhecido a existência de Sunny um dia. E agora, o homem que construiu seu reino manipulando mentes humanas estava confrontando a verdade de que sua própria mente também havia sido manipulada.

Cassie abriu a boca, pretendendo dizer algo — qualquer coisa. Mas nenhuma palavra saiu. Ela estava sobrecarregada demais pela magnitude da revelação… e pela carga emocional que ela trouxe, explodindo todas as portas que havia construído em sua mente.

Lágrimas escorriam de seu único olho restante, misturando-se ao sangue que cobria seu rosto.

…Foi então que o Feitiço sussurrou em seu ouvido, fazendo Cassie estremecer.

Sua voz parecia satisfeita.

Triunfante, até.

O Feitiço sussurrou:

[Você realizou um ato de desafio.]

[Você desafiou o destino.]

[O quinto selo foi quebrado.]

O olho de Cassie se arregalou, mas antes que ela pudesse processar a proclamação do Feitiço do Pesadelo, a voz vagamente familiar falou novamente.

[Você recebeu um Legado de Aspecto.]

[Canção dos Caídos! Prepare-se para receber o legado…]

‘Um Legado de Aspecto? O quê…’

Naquele instante, o Feitiço do Pesadelo lhe concedeu uma dádiva — uma digna de seu Aspecto.

Uma dádiva aterradora que Cassie não estava preparada para receber.

Seu Legado de Aspecto…

Eram memórias.

Era uma crônica ilimitada de memórias pertencentes a pessoas diferentes, seres diferentes, tanto grandiosos quanto insignificantes. Uma crônica do mundo conforme havia sido testemunhado por aqueles que povoaram sua vasta e aterradora extensão ao longo de incontáveis eras — desde o alvorecer dos tempos na Era dos Deuses… até hoje.

Até o que estava acontecendo naquele exato momento, em outro lugar.

E se Cassie havia pensado que o retorno de suas próprias memórias era avassalador demais…

Então essa dádiva catastrófica era simplesmente devastadora.

Era um fardo que nenhuma mente humana — nem mesmo uma mente Transcendente — poderia suportar. Apenas a mente de um semideus Supremo conseguiria. Cassie queria gritar, mas se viu paralisada.

Ela queria fechar sua mente contra a torrente obliteradora de memórias, mas não conseguiu.

E então…

Sua mente se despedaçou.

Essa foi a última coisa de que Cassie se lembrou antes de se encontrar no oceano de memórias fragmentadas. Antes de tentar remontar a si mesma a partir dos incontáveis fragmentos.

‘Certo.’

Foi assim que aconteceu.

Foi assim que ela foi quebrada. Vagando no oceano de memórias, Cassie finalmente soube quem era, como havia acabado naquele estado…

E o que precisava fazer.

Os tentáculos de sua Vontade mergulharam no vasto redemoinho de fragmentos de memória, absorvendo todos eles.

Montando-a novamente em uma criatura capaz de suportar o peso de seu Aspecto… de seu Domínio.

Tornando-a Suprema.

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