De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 980

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Akira se levantou do chão, massageando a nuca enquanto cambaleiava em direção à cama.

– Que diabos eu tô fazendo no chão? – exclamou, gemendo mais uma vez ao estalar as juntas. – Tô todo dolorido.

Jun ignorou Akira e apenas olhou para a mensagem de Mei. Então, levantou-se da cama para procurar seus fones de ouvido.

Enquanto isso, Akira o olhou de um jeito estranho. – O que você tá fazendo? – perguntou. Jun não respondeu, então ele deu de ombros e voltou a mexer no celular.

No momento em que abriu sua conta no Navel, seus olhos se arregalaram e ele pulou da cama, animado.

– Omo! – exclamou, indo até Casper para acordá-lo.

– Isso é grande! Isso é enorme! Não, isso é gigantesco! Isso é tipo o ego do Zeth!

Casper finalmente acordou e viu imediatamente a tela do celular de Akira. Seus olhos também se arregalaram, e ele estava alerta, olhando para a tela com as pupilas dilatadas.

– A gente precisa contar isso para todo mundo! – disse Akira, animado.

Os dois saíram do quarto de Jun para acordar os outros membros.

Enquanto isso, Jun tinha acabado de encontrar seus fones de ouvido, suspirando aliviado.

Ele foi até sua cama, sentou-se e encostou-se na cabeceira enquanto colocava os fones.

Soltou um suspiro profundo e reuniu coragem para clicar no áudio. Ele não sabia por que achava tão difícil – principalmente porque já fazia um tempo que os dois não se viam. Eles nem conversavam muito ultimamente, porque estavam ocupados com suas próprias vidas.

No entanto, mesmo assim, Jun considerava Mei sua irmã de verdade – embora ela nunca o reconhecesse como irmão.

Houve uma pequena pausa no começo antes de Mei finalmente falar. Jun não conseguiu deixar de rir por causa das duas primeiras palavras. Era muito apropriado para alguém como Mei.

– E aí, loser.

Ele balançou a cabeça divertido e encostou a cabeça na parede, sem saber o que esperar da mensagem de voz de três minutos que ela havia enviado.

– Você pode achar estranho eu mandar um áudio. É que eu tenho muita coisa na cabeça e não estava afim de escrever um parágrafo quilométrico, então estou fazendo isso.

Ela soltou um suspiro profundo antes de continuar.

– Parabéns pelas suas conquistas, eu acho. Não se acostume a ouvir isso de mim. Não vou fazer disso um hábito.

Jun riu mais uma vez. Parecia que ela estava sendo apontada com uma arma quando gravou o áudio. No entanto, em suas próximas declarações, seu tom mudou drasticamente, fazendo Jun franzir as sobrancelhas em concentração.

– Sinceramente, quando nos conhecemos, eu realmente não gostava de você. Tenho certeza de que você já sabe disso. No entanto, eu nunca te contei o motivo.

Jun ouvia atentamente.

– Você me lembrava alguém do meu passado – não alguém que eu odiava, mas alguém por quem acho que me importei demais. Isso me assustou, tá? Eu não gostei da facilidade com que eu queria gostar de você. Isso me deixou furiosa porque eu estava convencida de que você era só mais um ídolo metido, acostumado a ter tudo de mão beijada. Eu estava errada. Você não é assim.

Jun ficou surpreso com o raciocínio dela. Ele nunca teria pensado que ela se sentia assim.

– Eu realmente não queria mandar isso, mas o Fu fica me enchendo o saco para fazer isso. Ele faz isso com você? Sinto que ele está ficando cada vez mais atrevido. Por que um sistema reclama tanto? Eu achava que eles nem eram sencientes! Enfim, estou saindo do assunto agora – resmungou, fazendo Jun rir.

Ela soltou outro suspiro profundo.

– Você fez mais por mim do que eu jamais conseguiria expressar em palavras. Quer dizer, você nos tirou daquele inferno de empresa, só para começar. E isso é só uma coisa em uma longa lista de tudo o que você fez. Você não precisava fazer nada disso, mas fez. Por mim. Por todos nós. E não me entendam mal, isso não significa que vou começar a te tratar de forma diferente. Eu ainda vou te chamar de nomes e te provocar, então não espere nada diferente.

Jun sorriu de lado. Sentiu os olhos arderem. Era bom que Mei não estivesse falando tão seriamente e ainda estava adicionando provocações aqui e ali. Caso contrário, Jun sentia que ia começar a chorar.

No final das contas, era apenas sua irmã que conseguia evocar tais emoções nele. Ela era, de fato, a razão pela qual ele fez tudo isso em primeiro lugar. No entanto, ele estava feliz por ter continuado por si mesmo e não por mais ninguém.

– A questão é – continuou ela – que eu me sinto diferente quando estou perto de você. Mais leve, de algum jeito. Como se, talvez, só talvez, você sempre estivesse me protegendo. Não é algo a que estou acostumada, sabe? Me sentir segura. Então, sim, não deixe subir à cabeça, mas eu confio em você. Eu confio.

– E antes que você tenha ideias estranhas – não, eu não gosto de você assim. Nojento.

Jun fechou os olhos e balançou a cabeça. Nossa, ele nem conseguia imaginar Mei sentindo isso por ele.

– Isso nunca vai acontecer. Sinceramente, sinto muito pelo seu futuro parceiro. Aposto que ele viveria sob pressão constante, tentando estar à altura da sua perfeição. Enfim, estou saindo do assunto de novo.

– O que eu realmente quero dizer é que estou feliz – disse ela, o sorriso em sua voz sendo ouvido pelos alto-falantes.

– Estou feliz por ter te conhecido, por ter conhecido o seu verdadeiro eu. E eu espero – realmente espero – que você também esteja

feliz.

– Então, parabéns por todas as suas conquistas. Vocês todos merecem.

– E obrigada. Obrigada por sempre estar lá por mim. Você é a primeira pessoa em quem penso quando estou em apuros – e de alguma forma, você é sempre a primeira pessoa a me ajudar.

– A que me protege.

– Então – disse ela, suspirando resignada.

– Se eu vivesse outra vida, eu queria que você fosse meu irmão. O tipo de verdade.

– E eu sei que pode parecer estranho, mas eu quero dizer isso. Eu realmente quero…

…irmão.


Comentários