
Capítulo 885
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
Jun se ocupava preparando macarrão instantâneo (ramyun) para toda a equipe. Eram apenas três pacotes para dez pessoas, então ele precisava esticar o máximo possível.
Felizmente, Jun sabia exatamente como fazer isso. Ele era um expert em transformar porções pequenas em farturas! Era uma característica que ele desenvolveu quando andava sem um tostão.
Os outros o observavam de boca aberta.
"O Jun também é um bom cozinheiro?", perguntou Uno, intrigado. Ele se sentia como se estivesse assistindo a um programa de culinária na TV, tamanha a destreza de Jun.
Casper assentiu enquanto esculpia uns palitinhos improvisados de um pedaço de madeira.
"É", disse Jisung. "Ele é muito bom. Ele consegue fazer comida de boteco parecer um prato gourmet!"
"A comida do Jun!", exclamou Pablo, animado. "Mal posso esperar para provar."
Jun ignorou a conversa e continuou a fazer sua mágica. Por sorte, eles encontraram cebolinha e raízes na volta. Ele não hesitou em usá-las.
Já era final da tarde, e quase todo mundo estava faminto. Eles ainda não tinham a menor ideia de como abrir a casa, então ele queria preparar uma refeição deliciosa antes que o céu escurecesse completamente.
— O Jun não é o marido perfeito?
— É. Ele cuida muito bem de mim e dos nossos três filhos.
— Não devia ter perguntado isso.
Até Joonie não conseguiu deixar de observar a cena diante de si com os olhos arregalados. Cozinhando sob o calor intenso, Jun ainda parecia ótimo. Além disso, o aroma do ramyun o atingiu, o deixando incapaz de desviar o olhar.
Felizmente, não demorou muito para Jun terminar. As meninas também tinham feito tigelas improvisadas com folhas de bananeira, para que todos pudessem comer com menos dificuldade.
"Se sirvam", disse Jun.
Os outros não hesitaram em comer. Eles se jogaram na comida ao mesmo tempo, parecendo que estavam famintos há dias. Mimi, que havia tomado um café da manhã reforçado, não estava com fome no início. No entanto, o cheiro da comida de Jun de alguma forma estimulou seu apetite.
Com isso, ela se atirou na comida, pegando alguns legumes com macarrão e caldo.
Ela deu a primeira mordida e sentiu como se estivesse no céu.
Mimi se voltou para Jun com os olhos arregalados. "O que você colocou nisso?"
Jun deu de ombros. "Nada muito. Apenas o tempero do pacote e algumas ervas que vi no jardim."
"Que diabos?", exclamou Pablo. "Por que isso é melhor do que alguns restaurantes cinco estrelas em que já estive?"
Jun balançou a cabeça. "Vocês estão só com muita fome."
Casper negou com a cabeça enquanto dava outra mordida. "Não, não estamos exagerando. Está realmente muito bom. Né, Joonie?", disse ele, cutucando-o.
Joonie cambaleou um pouco, mas rapidamente se recompôs.
Então, ele assentiu, incapaz de negar. "É", murmurou.
Mei, por outro lado, parou na primeira mordida. Mais uma vez, sentiu lágrimas nos olhos – uma sensação estranha que sentia sempre que Jun fazia algo inesperado.
O sabor.
Era tudo muito familiar novamente.
Jun percebeu sua hesitação, então cutucou seu ombro. "Você está bem?", perguntou.
Mei saiu de seus pensamentos e olhou para Jun. Então, franziu os lábios antes de acenar com a cabeça e voltar a comer.
— Só eu acho que esses dois estão muito próximos?
— Achei que era só eu que tinha percebido. Parece que o Jun se importa muito com ela.
— Talvez eles estejam namorando.
— Vocês são estranhos. O Jun é naturalmente carinhoso.
— Vocês estão delirando. Não tem como o seu oppa não estar namorando ninguém.
Jisung olhou para Jun com os olhos arregalados, os cantos da boca vermelhos de caldo. "Você não vai comer?"
Jun balançou a cabeça. "Já comi um pouco quando experimentei. Estou cheio."
Afinal, os três pacotes só podiam ser esticados até certo ponto. Ainda não era o suficiente para alimentar nove pessoas, muito menos dez.
"Continuem comendo", disse Jun, virando-se para o lado para evitar que seu estômago roncasse. Ele ainda estava com fome, mas não como antes.
— Por que isso é tão emocionante?
— Tipo uma mãe dizendo para os filhos que não está com fome quando na verdade está.
— Ah, Jun, você tem meu coração inteiro.
— Sério, como alguém pode odiá-lo?
Lena, que tinha colocado uma máscara de pepino no rosto, franziu a testa.
"Que diabos?", murmurou ela. "Por que ele está agindo tão altruísta agora?"
No entanto, ela não conseguia ignorar as batidas aceleradas do seu coração.
Ela colocou a mão sobre o peito e bateu com força. "Dane-se", murmurou. "Que homem mau e ardiloso."
Os outros continuaram comendo enquanto Jun olhava ao redor.
Ele lançou um olhar para a casa e estalou a língua. As luzes estavam todas acesas, mas as portas ainda estavam fechadas.
Jun se perguntou que tipo de lição isso lhes ensinaria. O calor do meio-dia já era suficiente para causar insolação. No entanto, ele sabia que eles iriam contrair hipotermia quando a noite chegasse.
Será que o produtor Ramil queria que eles experimentassem o extremo do clima para se acostumarem nos próximos dias?
Mas, novamente, Jun sentiu que sua razão não seria tão superficial assim.
Com isso, ele olhou para o outro lado, onde a mangueira se erguia imponente.
Então, seus olhos de repente captaram algo em uma das frutas – um papel verde que imitava
as folhas.
Ele franziu a testa e foi até lá sem hesitar.
"Jun, para onde você vai?", Haruki chamou.
Jun não respondeu e continuou caminhando em direção à árvore, ignorando seus olhares.
Então, ele parou embaixo do pedaço de papel verde, um pequeno sorriso aparecendo em seus lábios.
"Não acredito que perdi isso."
Com isso, ele pulou e pegou a folha com o papel preso a ela. Felizmente, não estava muito alto, então ele conseguiu pegá-la na primeira tentativa.
Os outros se levantaram e foram até onde Jun estava, seus olhos se arregalando ao ver o pedaço de
papel nas mãos de Jun.
"Isso estava lá o tempo todo?", perguntou Uno.
Jun assentiu e abriu o pedaço de papel, antecipando uma pista muito útil.
No entanto, mais uma vez, apenas uma frase os encarou.
"Sob o olhar de um estranho."