De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 828

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

"Caramba! Deu certo!", exclamou Jisung, sentado na calçada enquanto a adrenalina o abandonava.

Ele foi o último a sair do hotel junto com Ren, e parecia que as pessoas começaram a desconfiar quando chegou a vez deles. Felizmente, a multidão não fez nada e apenas os deixou passar.

"Eu te disse que ia funcionar!", exclamou Casper, ainda empolgado por ter usado as roupas de June.

Enquanto isso, alguém deixou uma nota de dinheiro na frente de Jisung, fazendo com que todos congelassem.

"Alimente a si mesmo e seus amigos, jovem", disse a velha mulher com uma voz gentil e preocupada.

Assim que ela se foi, Jisung sentiu vontade de chorar.

"Mas a que custo? Me confundiram com um mendigo!", reclamou.

"Ei", disse Akira, pegando a nota e vendo quanto era. "Não fala assim de mendigos. Eles também são pessoas."

Jisung apertou os lábios e não disse mais nada.

"Além disso, são 100 yuans!", exclamou Akira animado. "Dá pra comprar uma refeição com isso, June?"

June pegou a nota e assentiu. "Dá sim. Vamos a um lugar barato."

"Deve encher logo", continuou ele. "Vamos lá."

Com isso, June começou a andar na direção do restaurante.

Enquanto isso, os outros garotos se olharam com olhos inquisitivos.

"Um restaurante barato?", perguntou Akira.

"Talvez seja um daqueles lugares bem simples, tipo buteco", disse Jaeyong animado. "Eu adoro restaurantes assim!"

"É, eles têm a melhor comida", acrescentou Ren.

"Você disse que era perto, né?", perguntou Jisung.

June assentiu. "Dez minutos de caminhada", murmurou.

"Não é tão ruim", sorriu Jisung. "Estou tão faminto que comeria um mamute inteiro."

"Por aqui", disse June, apontando para um beco estreito com pontas de cigarro espalhadas pelo chão.

June sorriu enquanto caminhava pela trilha familiar. Embora não estivesse ali há muito tempo, ainda se lembrava dela.

Parecia memória muscular, nesse ponto.

No entanto, ele parou no seco quando não sentiu mais ninguém o seguindo.

June se virou, arqueando as sobrancelhas, ao ver os outros garotos com expressões hesitantes na entrada do beco.

"Você tem certeza de que é aqui?", perguntou Jisung cautelosamente, já sentindo medo.

June franziu a testa e olhou ao redor antes de assentir. "Sim", disse ele. "Estamos quase lá."

"Ah, deve ser um atalho!", disse Ren.

"Ah", os outros suspiraram aliviados. "Verdade. Eu gosto de atalhos."

Com isso, eles seguiram June novamente.

No entanto, quanto mais fundo entravam no beco, mais percebiam que, talvez, só talvez, não fosse apenas um atalho.

Jisung sentiu um arrepio percorrer sua espinha ao ver um homem musculoso e careca cortando carne na lateral da rua.

"Esse cara é fera com facas, então virou açougueiro", disse June, guiando seus amigos como se estivessem em uma aventura de safári.

Eles desviaram rapidamente o olhar quando o açougueiro golpeou a carne com toda a força, e um pouco de sangue espirrou em seu avental.

"Agora, esse cara é craque com motosserras, então ele trabalha com metal", riu June, lembrando-se de uma história engraçada que envolvia o sujeito.

Mais uma vez, os meninos ficaram nervosos quando o cara soldou o que parecia ser uma moldura de janela sem usar óculos de proteção.

"Vocês estão vendo isso?", gritou Zeth em um sussurro. "Ele tá usando a máquina de solda sem proteção nenhuma!"

"Por favor, nunca mais diga essa palavra", sussurrou Ren de volta. "Mas você está certo. Isso é insano."

Akira se virou e engoliu em seco. "Você acha que já passou da hora de voltarmos?"

"Ah, não posso voltar sem o June", disse Zeth.

"Por que diabos não?", perguntou Akira. "Você é o maior aqui!"

Zeth balançou a cabeça. "O June é o mais durão aqui, se você pensar bem."

"Ah, aquele cara", riu June, referindo-se a outro homem. "Ele costumava ser um pistoleiro, então decidiu trabalhar com funerais."

June continuou rindo, achando a ironia engraçada.

No entanto, os meninos continuaram em silêncio.

"Como ele sabe todas essas coisas?", sussurrou Sehun, com medo de June também.

"E-E-Está longe ainda?", gaguejou Jisung.

"Não, chegamos!", exclamou June alegremente ao ver o restaurante familiar no final do quarteirão.

Os meninos suspiraram aliviados. No entanto, seu alívio desapareceu rapidamente quando viram o restaurante

à sua frente.

"E-Esse... é o lugar?", piou Jisung.

June se virou e assentiu. Seus rostos estavam cobertos por capuzes, então June nem percebeu que seus amigos já estavam em desespero.

"É, chegamos", confirmou June. "Eu disse que estaria lotado. Menos mal que ainda tem uma mesa vaga ali."

June guiou seus amigos hesitantes para dentro, onde se sentaram no meio da sala.

Os garotos continuaram olhando ao redor, engolindo em seco quando seus olhos se cruzaram com um grupo assustador de

velhos.

Os garotos não podiam acreditar que June os havia levado para um lugar assim. O pequeno espaço estava cheio de

pessoas que pareciam ter um passado conturbado!

Jisung manteve o olhar na mesa enquanto os outros pareciam visivelmente desconfortáveis.

"Ah, deixa eu ver", disse June, pegando o cardápio. "Vocês não se importam se eu pedir para todos nós,

certo?"

"C-Claro", disse Akira, ainda apreensivo.

"Eles aumentaram os preços também", sussurrou June. "A inflação tá um absurdo. Menos mal que esses ainda são acessíveis."

Enquanto isso, os garotos sussurravam entre si enquanto June estava ocupado examinando o

cardápio.

"Talvez devêssemos ter ficado no hotel", sussurrou Jaeyong.

"É, a multidão foi uma benção disfarçada", disse Zeth.

"Pensando bem, a culpa é do Casper. Ele não devia ter sugerido que a gente se vestisse assim!", acrescentou Akira.

"Vocês aprovaram a ideia", retrucou Casper.

"Vamos lá, gente. Não briguem. Já tá assustador como está", disse Jisung.

Ele olhou ao redor, mas rapidamente voltou seu olhar para a mesa.

Os garotos estavam em um dilema.

Eles confiavam em June para levá-los a um bom restaurante.

E embora o pequeno espaço cheirasse incrivelmente bem com diferentes especiarias, carnes e vegetais,

eles não conseguiam se livrar da sensação de desconforto.

Zeth olhou ao redor, sem conseguir conter sua curiosidade. Então, congelou quando fez contato visual com um homem grande e corpulento.

Zeth era forte, mas o cara à sua frente era outra história.

"Zeth, para de olhar!", exclamou Ren. No entanto, era tarde demais.

O homem já estava se aproximando deles com os punhos cerrados e uma expressão ameaçadora.

"Oh, não", murmurou Zeth. "Ele vai nos espancar!"

"Você não devia tê-lo encarado!", gritou Ren em um sussurro. "June, June, ajuda a gente", disse Jaeyong, mas June estava muito ocupado com o cardápio.

"Estou com saudade de comer tudo isso", riu ele, seus amigos parecendo poeira. Então, o homem finalmente chegou à mesa deles e bateu com o punho na madeira velha. "O que você está olhando, hein?"

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