
Capítulo 739
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
A plateia silenciou enquanto o último grupo subia ao palco.
A respiração de todos prendeu na garganta quando June se posicionou no centro, com um pequeno sorriso. A multidão queria gritar, mas com um gesto de June – o indicador sobre os lábios – mantiveram-se em silêncio.
O palco era banhado por uma luz suave, daquelas que prometem um recomeço e infinitas possibilidades. Um tom rosa claro envolvia os artistas, dando à cena uma atmosfera aconchegante e calorosa.
As meninas vestiam roupas adoráveis, quase de colegiais: saias xadrez, meias até o joelho e blusas brancas com golas Peter Pan. Os cabelos presos em rabos-de-cavalo arrumados, com fitas vibrantes que saltavam a cada movimento. June, com sua camisa polo impecável e um charmoso lenço de marinheiro, parecia a própria imagem da juventude. Ele parecia um irmão mais velho confiável para as garotas, o que só aumentava seu charme.
Todo o conjunto emanava uma aura de inocência – como o primeiro dia da primavera.
Diferentemente dos outros palcos, que começavam com as luzes apagadas, este palco específico iniciou com todas as luzes brilhando sobre os artistas, o que, sem dúvida, intensificou o impacto.
Quando a câmera focou June, as pessoas na sala de espera exclamaram de espanto.
"Ah, a cara dele é uma verdadeira arma secreta."
"Que aura é essa, pelo amor de Deus?"
"Ele é tão gato. Vou votar nele só pela beleza."
"Você não acha que ele não ia gostar disso?"
"Ah, quem se importa? Eu gosto da cara dele! Que se dane!"
"Eu queria que ele me desse uns amassos."
Finalmente, a música começou, e uma melodia animada e otimista instantaneamente elevou o ânimo de todos na sala.
A melodia era contagiante, com uma energia efervescente que tornava impossível não sorrir.
Jia agarrou o braço de Bora e apertou com força.
"June fofo. June fofo. June fofo", ela murmurou, quase em transe.
Bora, tão maluca quanto Jia, simplesmente aceitou a força do aperto e manteve o olhar fixo na tela.
Elas teriam o "June Fofo" de novo depois de um tempo!
A coreografia, embora simples, era deliciosamente sincronizada. Cada movimento era uma expressão divertida, fácil de acompanhar e ainda mais fácil de apreciar. Elas batiam palmas, giravam em círculos e balançavam ao ritmo da melodia encantadora.
"Aos quatro anos, nosso maior problema era a comida,
A gente brigava e lutava numa guerra sem fim.
Você roubava minhas batatas fritas, eu pegava sua torta,
Mamãe ria, balançava a cabeça e revirava os olhos."
June começou a música, elevando o nível. Para a maioria da plateia, era a primeira vez que ouviam June cantar ao vivo, e com certeza não decepcionou.
"Então, é por isso que as astras OG estão tão animadas."
"A voz dele ao vivo é ainda melhor que a gravação."
"Ninguém estava exagerando quando disse que a voz dele era angelical."
"Só tinha ouvido ele em gravações. Que bom que posso ouvi-lo ao vivo."
"Meninas, esse é um momento raro. Vamos aproveitar ao máximo."
"Vocês estão agindo como se fosse a última vez que vocês o ouviriam ao vivo."
"Com o massacre que é a venda de ingressos dos shows deles, eu estou confiante de que pode ser mesmo a última."
Os mentores nos bastidores, já cientes dos talentos brutos de June, focaram na letra.
Eles conheciam June como o mestre dos conceitos – e parecia que ele havia se superado mais uma vez.
Imediatamente, a atenção de Lee Sik foi capturada.
"Esse garoto realmente nasceu para ser uma estrela", murmurou ele. June transformou um título tão estranho em algo que equivalia a uma obra-prima.
No primeiro verso, as meninas e June imitaram brigas por porções imaginárias de comida, com as caras franzidas em desagrado exagerado. Eles puxavam pratos invisíveis, fingindo contar e comparar, suas brincadeiras divertidas arrancando risadas da plateia – especialmente daqueles que tinham irmãos. O segmento foi repleto de brincadeiras leves e disputas inocentes, capturando perfeitamente as preocupações triviais da infância.
"Aos cinco, eu fui para a escola, você chorou, disse que tinha se machucado,
Mas nós dois sabíamos a verdade, embora nenhum mostrasse.
Você sentia falta do seu cúmplice, seu amigo disfarçado,
Eu prometi voltar com histórias para te surpreender."
Yeri cantou o próximo verso, mostrando a complexa relação entre um irmão e uma irmã – onde um sentia falta do outro, mas preferia esconder isso do que dizer em voz alta.
Novamente, os membros da plateia conseguiam se identificar com a apresentação, o que os fez prestar ainda mais atenção.
À medida que a música mudava, a história também mudava.
As notas alegres ficaram um pouco mais complexas, refletindo as mudanças nas vidas dos irmãos.
A atmosfera alegre tomou um tom mais triste.
"Aos oito, mamãe e papai se separaram, nossos mundos divididos em dois,
Mas encontramos força um no outro, como irmãos costumam fazer.
A gente sussurrava no escuro, compartilhando sonhos e medos,
Encontrando conforto em nosso laço, enxugando silenciosamente as lágrimas."
Os olhos de Gun se estreitaram enquanto sentia lágrimas se formando. Seus pais haviam se separado quando ele era mais novo, então ele conseguia se identificar profundamente com o que eles estavam tentando retratar.
Os artistas agora retrataram a separação dos pais através de movimentos expressivos e sinceros. Eles se alcançavam, as mãos se agarrando, mas nunca se encontrando completamente.
Seus rostos refletiam a confusão e a tristeza de crianças tentando entender uma família desfeita. A coreografia permaneceu simples, porém profunda, cada gesto ressoando na plateia.
"Nossa", murmurou Bora. "Essa música é sobre mim ou o quê?"
"Você não tem irmão", respondeu Jia, sem emoção.
"Mas meus pais são divorciados!", exclamou ela. "Quem diabos escreveu isso?", murmurou.
June.
Era nada menos que June.
As outras meninas ajudaram também, mas ele curou a progressão da história.
No entanto, se você perguntasse a ele, ele diria que não foi uma tarefa difícil.
Por quê?
Porque não era apenas uma música.
Era a história da sua vida.