
Capítulo 730
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
"Junho! É Junho!"
"Que que ele tá fazendo aqui?"
"Será que ele tá reclamando do programa?"
"Nossa, ele é realmente gato. Achei que estavam zoando."
"Você vê ele todo dia na tela! Como pode duvidar da beleza dele?"
"Achei que vocês estavam só de sacanagem."
"Além disso, a Cindy gosta muito dele, eu acho. Quem sabe se ela não coloca uns filtros nele?"
"Sério? Frame a frame?"
Junho chegou à sede da Rising Stars, determinado a encontrar apenas uma pessoa.
Ele acreditava que ela finalmente poderia determinar se ele estava ficando maluco ou não.
Cindy.
Com isso em mente, Junho ignorou todos os funcionários e foi direto para o escritório de Cindy.
Ele nem se deu ao trabalho de bater e simplesmente entrou, fazendo a mulher mais velha pular na cadeira.
Ela estava prestes a repreender quem quer que tivesse interrompido seu precioso trabalho, mas parou quando viu que era Junho.
Suas sobrancelhas se ergueram em surpresa.
"Junho? O que você está fazendo aqui?", perguntou ela.
"Preciso da sua ajuda", disse Junho, sentando-se na cadeira em frente a ela.
Cindy, sentindo a urgência em sua voz, decidiu pular as perguntas.
"O que foi?", perguntou ela.
"Você guarda os vídeos brutos do programa no seu computador, certo?", perguntou ele.
Cindy estalou a língua e estreitou os olhos.
"Por que você quer as imagens brutas das meninas?", perguntou ela, desconfiada.
Junho suspirou. "Imagens da temporada passada", esclareceu ele.
"Ah", disse Cindy, seu olhar relaxando. "Nossa. Isso foi há tanto tempo. Eu nem era editora naquela época."
"Eu sei", disse Junho. "Mas você ainda tem?"
"Bem, alguns provavelmente se perderam. No entanto, acho que o editor anterior salvou algumas imagens aqui mesmo", disse ela, clicando em um arquivo mestre.
"Ahá", ela sorriu. "Alguns clipes dos primeiros episódios estão aqui. Chegue mais perto para você ver."
Junho levantou-se e foi até ela, rolando pelas miniaturas dos vídeos.
Ele clicou naqueles em que sentia que poderia ser visto, reproduzindo-os em ritmo acelerado.
"Ele deveria estar aqui", murmurou Junho, esperando que o Sr. Klin aparecesse depois da transmissão ao vivo.
No entanto, para seu desânimo, ele não apareceu.
Felizmente, ele viu outro clipe.
Era na sala de ensaio — quando ele estava praticando seus atos fofos e falhando miseravelmente.
O Sr. Klin deveria estar lá, guiando-o na direção certa.
No entanto, o clipe inteiro de 15 minutos era apenas de Junho praticando seus atos fofos no espelho.
Cindy não pôde deixar de rir.
"Você parece que só está falando sozinho aí", ela apontou.
Junho inclinou-se para examinar melhor.
A câmera estava filmando apenas a parte de trás de sua cabeça; mas em seu reflexo borrado no espelho, parecia que ele estava, de fato, falando consigo mesmo.
Junho sentiu como se algo tivesse se quebrado em seu cérebro.
Ele sempre estava sozinho quando encontrava o Sr. Klin.
Agora, seu rastro não podia ser encontrado em lugar nenhum.
Nem mesmo seus colegas de treinamento sabiam quem ele era.
Junho ficou de pé, seus ouvidos zumbindo mais uma vez.
"Você viu o que precisava ver?", perguntou Cindy, mas Junho parecia não poder ouvi-la.
Cindy franziu a testa e estava prestes a perguntar novamente quando a porta se abriu.
"Aí está você!", exclamou Jay, sem fôlego, pois ele correu pelo prédio para encontrar Junho.
"Por que você veio aqui?", perguntou ele.
Junho ainda não respondeu, permitindo-se internalizar tudo o que estava acontecendo.
Tudo era apenas uma mentira.
"Desculpa pelo incômodo, Cindy", disse Jay, segurando o pulso de Junho. "Vamos agora."
Com isso, ele arrastou Junho para fora da sede e para o estacionamento subterrâneo.
Junho ainda parecia atordoado enquanto sentava no banco da frente.
Jay olhou para ele preocupado.
"Está tudo bem?", perguntou ele. "Você simplesmente saiu correndo de lá."
Junho assentiu, sem realmente estar com vontade de se explicar.
"Tudo era mentira", murmurou ele assim que Jay ligou o motor.
Sr. Klin...
Será que ele não existiu em primeiro lugar?
Se sim, então quem era ele?
Naquele instante, Junho teve uma revelação.
Klin.
K.
Será que o Sr. Klin era a peça que faltava em tudo isso?
Junho sentiu o coração acelerado enquanto olhava para fora dos vidros escuros do carro.
Ele viu que já estavam perto, mas ainda não conseguia deixar de se sentir impaciente.
Ele precisava testar a nova combinação.
Assim que chegaram ao dormitório da Azure, Junho saiu correndo do carro, deixando Jay mais uma vez confuso.
Ele entrou no dormitório deles, ignorando seus membros enquanto seguia para seu quarto.
Ele certificou-se de trancar a porta antes de pegar a maleta debaixo da cama.
Junho suspirou aliviado ao ver que os outros painéis ainda estavam brilhando em verde.
Ele só precisava do último número — a peça que faltava.
No entanto, ao estender a mão para girar a roda, percebeu que não sabia qual número estava associado ao Sr. Klin.
"Merda", murmurou ele.
Ele pensou que finalmente tinha encontrado a resposta!
Junho gemeu e deitou na cama, sentindo-se perdido mais uma vez.
"É definitivamente o Sr. Klin", murmurou ele, fechando os olhos de aborrecimento.
"Nessa hora, alguém já teria me ajudado", continuou ele.
"Fu, onde você está quando preciso de você?", perguntou ele, rindo ao perceber que sentia muita falta de Fu.
"Fu", murmurou ele mais uma vez.
"Fu..."
Então, ele se levantou imediatamente, os olhos arregalados quando teve outra revelação.
"Fu, é você?", perguntou Junho. "É sua dica?"
Junho sabia que parecia louco. Fu nem apareceu diante dele, mas, por algum motivo, ele sentiu que tinha uma conexão com o Sr. Klin.
"Fu tem duas letras", murmurou Junho, chegando a uma conclusão.
Com isso, ele estendeu a mão para o cadeado mais uma vez, preparando-se para inserir o último número do código.
Ele fechou os olhos assim que girou para o número dois, sem saber o que esperar.
Depois de um tempo, ele finalmente teve coragem de abrir os olhos.
Naquele momento, ele só viu a cor verde.
E assim, um clique foi ouvido no quarto.
A maleta finalmente estava aberta.