De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 722

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Jia acordou no meio da noite por causa do toque alto do seu celular.

Era uma colagem de dez segundos com as partes de June em todas as músicas da EVE.

Imagine o caos que aquilo causou.

Apesar de tudo, Jia adorava – só não às três da manhã.

Ela apertou os olhos, parecendo um guaxinim desidratado com o cabelo bagunçado e olheiras profundas.

"Quem diabos?", resmungou ela, nem se dando ao trabalho de olhar o identificador de chamadas enquanto apertava o botão de atender e levava o celular ao ouvido.

De qualquer forma, ninguém a ligava a essas horas, exceto os amigos.

"Isso melhor ser bom", ela avisou.

"Juro, você melhor ter algo bom pra dizer, ou pode se despedir da sua capacidade de ficar em pé. Vou te amaldiçoar e as três gerações depois de você", continuou ela.

"Nossa, são muitas gerações", disse uma voz grave, porém suave, fazendo as sobrancelhas de Jia se erguerem em surpresa.

Bem, com certeza não era um dos amigos dela.

Ela afastou o telefone do ouvido e olhou para o identificador de chamadas. Os olhos ainda estavam embaçados de sono, mas assim que viu o nome na tela, tudo ficou cristalino.

June, Meu Ursinho, GatinhaEsperta, Ídolo Precioso, DevoProteger

"June?", exclamou ela com uma voz tão alta que seus vizinhos provavelmente conseguiram ouvir.

June riu divertido. "Bem, você parece bem acordada agora."

Jia sentou-se direito e arrumou o cabelo, mesmo que June não pudesse vê-la.

"Eu só quero fazer uma pergunta", começou June. "Sei que não é tão importante. Com certeza poderia ter deixado para amanhã de manhã, mas não consegui me segurar."

"Espero que você só me amaldiçoe e não minhas próximas três gerações", disse June, fazendo os olhos de Jia se arregalarem de surpresa.

"Ah, não", disse Jia. "Não é nada disso! Eu estava brincando. Você me conhece e minhas piadas. Sou bem engraçadinha, não sou?", riu nervosamente.

June riu junto com ela. "Bem, você é muito divertida."

As bochechas de Jia ficaram vermelhas enquanto ela se contorcia na cama como uma lagarta.

"Obrigada", murmurou ela. "O que você precisa?"

"Você pode me dar um número?", perguntou June, deixando Jia confusa.

"Um número? Só um?"

"É", disse June, coçando a nuca. "Qualquer um que lhe venha à mente quando pensa em mim."

"Ah", disse Jia. "Seis, acho."

June sorriu. "Nossa, que rápido. O que te fez pensar em seis?"

"É o que eu sempre associei a você", explicou Jia.

"Junho é o sexto mês do ano. Você entrou para as Rising Stars por volta de junho também."

"A primeira vez que te vi foi em junho", continuou ela.

"E nós nos encontramos pessoalmente pela primeira vez no dia seis", murmurou ela, fazendo June não conseguir ouvi-la.

"E sem falar que você é sexy", disse Jia antes que pudesse se impedir.

As sobrancelhas de June se ergueram surpresas.

"Ah", disse ele. "Obrigado, acho."

Os olhos de Jia se arregalaram mais uma vez. "Espera – esquece isso. Espera, não. Não é que você não seja sexy. Eu só..."

"Eu entendi", riu June. "Boa noite, Jia. Durma bem."

Com isso, June desligou a chamada, deixando Jia em estado de choque.

"Como eu vou conseguir dormir bem depois de tudo isso?", sussurrou ela.

Enquanto isso, June girou rapidamente o cadeado para o número seis, um pequeno sorriso surgindo em seu rosto assim que viu o painel ficar verde novamente.


June estava novamente no hospital para visitar a Vovó e Minjun.

Ele decidiu ligar para o "diabinho" para matar dois coelhos com uma cajadada só.

Com isso, chegou ao quarto da Vovó com um sorriso largo, sentindo-se renovado apesar da doença.

Às vezes, ele ainda se sentia em negação, pois se sentia tão saudável. No entanto, decidiu não questionar sua doença, pois ela poderia atingi-lo a qualquer momento.

"Por que você me fez vir tão cedo?", resmungou Minjun.

June balançou a cabeça e tirou uma caixa de sapatos para dar a Minjun.

Minjun estalou a língua enquanto olhava para os sapatos novos. "Eu já tenho esse. Minha mãe comprou pra mim", disse ele, fazendo June suspirar.

"Tudo bem, vou trocar por outra coisa", disse ele, tentando tirar os sapatos do menino.

No entanto, Minjun os pegou e colocou embaixo da cadeira.

"Mas eu realmente gostei. É bem confortável. Talvez eu queira dois pares", murmurou ele.

June balançou a cabeça divertido, bagunçando o cabelo de Minjun. "Não importa o quanto você cresça, você sempre vai parecer um menino de nove anos pra mim", brincou ele.

Minjun estalou a língua e afastou a mão de June. "Não bagunça meu cabelo, cara."

June riu. No entanto, parou quando viu que Minjun estava usando uma jaqueta universitária com o mesmo número que ele havia mencionado há pouco tempo.

Nove.

Minjun deve ter nove anos.

Com isso, ele voltou sua atenção para a Vovó, que parecia estar dormindo.

"Vovó", disse June suavemente, fazendo a velha mulher se mexer.

"Ah, June", disse ela com uma voz rouca e fraca. "Você está aqui de novo?"

"Hmm", June murmurou. "Tenho algo para te perguntar."

A Vovó assentiu, fechando os olhos novamente.

"Pode perguntar, filho. Deixa a Vovó fechar os olhos, pois a luz está machucando."

June murmurou, indo direto ao ponto.

"Qual o seu número favorito, Vovó?", perguntou ele.

Minjun se virou para June com as sobrancelhas arqueadas. "Você veio aqui só por isso?", perguntou ele. "Isso poderia ter sido uma mensagem de texto ou algo assim."

June estalou a língua e lançou um olhar feio para Minjun, que apenas mostrou a língua para ele.

A Vovó balançou a cabeça divertida. "Vocês dois são tão irmãos", disse ela.

"Esses momentos são os que mais vou sentir falta quando eu for", disse ela, fazendo June e Minjun se virarem para ela com os olhos arregalados.

"O que você está dizendo?", perguntou Minjun, com a voz um pouco trêmula.

A Vovó sorriu. "Eu só estou dizendo", disse ela. "Vocês não sentiriam falta também?"

June franziu os lábios. "Sentiria", murmurou ele. "Muito."

Minjun se virou para ele surpreso. "Por que você está falando no mesmo tom?"

June deu de ombros. "Nada", disse ele. "Eu só... gosto de como estamos agora."

A Vovó sorriu. "Eu também", disse ela.

"E para responder sua pergunta", continuou ela, voltando ao assunto.

"Acho que seria um", sorriu ela.

"Um?", Minjun sorriu. "Como esperado! Você sempre gosta de ficar em primeiro lugar no Mahjong."

A Vovó riu. "Você está certo sobre isso. No entanto, além disso, eu sempre achei um um número bonito. Na verdade, quando eu morrer, quero morrer no primeiro dia do mês!"

Os olhos de June e Minjun se arregalaram. Eles estavam prestes a reclamar, mas a Vovó os interrompeu antes que pudessem.

"E por último, mas não menos importante – é porque vocês dois são o número um no meu coração."

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