De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 702

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Jun não estava ameaçado.

Nem um pouco.

O Sr. Ong era fofo demais para ser intimidador. Além disso, depois de sua viagem a Gangwon, ele decidiu que deveria exigir melhores condições da empresa.

Então, em vez de correr para a empresa, Jun tomou seu tempo.

Minjun coçou a nuca enquanto Jun saía do carro.

—"Você tem certeza de que isso está certo?", perguntou o garoto mais novo.

Jun assentiu. —"Não se preocupe com isso", disse ele.

—"Além disso, estou bombando nas redes por todos os motivos certos agora."

Minjun sorriu maliciosamente e balançou a cabeça. —"Cheio de si", disse ele.

—"Tchau, garotinho", disse Jun, acenando a mão. "Mantenha contato e sempre se cuide."

Minjun fez o sinal de "ok".

—"Cuide-se também."

Com isso, Jun entrou no prédio da Azure, o sorriso desaparecendo rapidamente de seu rosto.

Ele viu pessoas olhando na sua direção enquanto ele seguia para o escritório do Sr. Ong. No entanto, ele não deu atenção a elas.

Com isso, Jun invadiu o escritório do Sr. Ong, fazendo o CEO pular de susto.

O Sr. Ong colocou a mão no peito e se virou para Jun com um olhar severo.

Enquanto isso, Jun sentou-se no sofá e esperou o Sr. Ong começar a falar.

Ele sabia que não estava sendo respeitado pela empresa, então decidiu retribuir a mesma energia. Jun percebeu que havia se tornado muito gentil desde que se tornou um ídolo, e a principal razão era porque ele se importava muito com as pessoas ao seu redor.

No entanto, ele percebeu que, se quisesse dar um tratamento melhor aos seus membros e facilitar as coisas para seus fãs, precisava voltar às suas raízes.

O Sr. Ong estalou a língua enquanto Jun tomava um gole de sua garrafa de água.

—"Onde você esteve?", perguntou calmamente.

—"Estou de folga", disse Jun. "Isso significa que tenho o privilégio de descansar na minha cidade natal."

—"Você se apresentou em um festival", exclamou o Sr. Ong. "De graça, ainda por cima! Felizmente, as imagens não revelaram nada suspeito. Caso contrário, estaremos enfrentando grandes perdas."

—"Na verdade, está viralizando por todos os motivos certos", Jun respondeu com um pequeno sorriso.

—"Parece-me que você está apenas um pouco chateado porque me apresentei de graça", observou.

O Sr. Ong apertou os lábios. —"A Azure se preocupa com seu bem-estar."

—"Se vocês realmente se preocupassem com meu bem-estar, vocês parariam de me dar tantas agendas e dariam aos meus outros membros a oportunidade de brilhar sozinhos", Jun disse secamente, finalmente revelando o que estava em sua mente desde o momento em que seu grupo começou a bombar.

O Sr. Ong franziu a testa antes de rir alto.

—"Parece-me que você é ingrato por todas as oportunidades que a empresa lhe proporcionou", disse ele.

—"Eu criei essas oportunidades", Jun sorriu. "Você só as aceitou para mim."

O rosto do Sr. Ong ficou progressivamente mais vermelho à medida que a conversa continuava.

O CEO observou o rosto convencido de Jun e franziu a testa.

Ele não era assim no começo.

Ele sempre foi teimoso — até mesmo desde a época em que ingressou nas Rising Stars.

No entanto, parecia que ele havia ficado mais teimoso desta vez — alguém difícil de controlar.

O cenho do Sr. Ong se aprofundou.

Ele não gostou nem um pouco.

Os melhores artistas eram os artistas que ele conseguia controlar.

Ele havia feito isso com o GIRLS' EVOLUTION e o BOYMYSTIC. Ele não tinha medo de fazer isso com o EVE novamente.

Ele havia sido bem-sucedido até agora, mas Jun estava se mostrando um candidato complicado.

O Sr. Ong sorriu maliciosamente.

—"Entendo", disse ele. "Agora que você ficou grande, está se rebelando contra a empresa."

—"Não vou me rebelar se eu acreditar que vocês estão fazendo um bom trabalho", Jun observou.

O Sr. Ong respirou fundo. Ele estava perdendo a paciência lentamente!

Como as palavras de Jun pareciam tão afiadas?

O CEO balançou a cabeça. —"Seja o que for que você queira, apenas me diga. Podemos fazer as coisas funcionarem contanto que sejam razoáveis."

Jun se encostou no sofá e sorriu maliciosamente.

Era isso que ele estava esperando!

—"Primeiro", disse Jun. "Preciso que vocês adicionem outra data para o nosso mini...

...concerto."

O Sr. Ong estalou a língua. —"A empresa já pensou nisso. Sabemos que a demanda é alta, então estamos planejando conseguir uma segunda data no mesmo local."

Jun balançou a cabeça.

—"Encontre um local maior — um que possa comportar pelo menos 11.000 pessoas."

O Sr. Ong franziu a testa. —"Isso é um estádio inteiro!"

Jun assentiu. —"Baixem os preços também."

O CEO balançou a cabeça em descrença.

—"Por que você não senta na minha cadeira também, hein?", exclamou ele.

—"Com prazer", disse Jun. "Mas eu não quero prejudicar meu crescimento como você."

A boca do Sr. Ong caiu. De todos os assuntos do mundo, sua altura era o mais delicado.

Ele não podia deixar ninguém falar sobre sua altura!

Aproveitando o choque do Sr. Ong, Jun continuou a exigir melhores condições.

—"Reduza meus contratos publicitários também. Não ficaria muito bom se eu endossasse tudo. Isso diminui minha credibilidade", disse ele.

—"Em vez disso, foquem em marcas que são realmente ótimas."

—"Então, deem para meus membros primeiro em vez de mim. Tenho certeza de que a maioria das marcas também os quereriam."

O Sr. Ong nem conseguia falar, pois ainda estava preso no comentário sobre a altura.

Naquele momento, ele percebeu que Jun era ousado demais.

—"Jun", disse ele, interrompendo o ídolo.

—"Eu não pedi para você vir aqui para exigir", continuou ele. "Se você quiser manter sua posição como ídolo, continue seguindo o que a empresa quer."

Mesmo após o comentário ameaçador, a expressão de Jun não mudou.

Em vez disso, seu sorriso ficou ainda maior, sentindo-se mais confiante.

—"E daí?", perguntou Jun. "Vocês vão arriscar perder sua galinha dos ovos de ouro?"

O Sr. Ong congelou.

—"A razão pela qual vocês estão aumentando os preços dos ingressos e me dando a maioria dos contratos publicitários é por causa do dinheiro, certo?", perguntou Jun.

—"Vocês estão cientes do meu valor."

O Sr. Ong não conseguiu responder, pois sabia que Jun estava certo.

A partir daquele momento, Jun era sua posse mais valiosa — aquele que trazia a maior parte de seu dinheiro.

—"Eu sei que vocês não podem se dar ao luxo de me perder", Jun sorriu.

—"Então, pensem no que eu disse."

Com isso, Jun se levantou do sofá e caminhou até a saída.

Mesmo assim, o Sr. Ong não conseguia falar ou se mover. Em vez disso, seus punhos simplesmente se fecharam, sentindo a frustração consumi-lo.

—"Se vocês não atenderem..."

..."então eu posso simplesmente fazer algo para arruinar ainda mais a reputação da empresa."

Ao dizer essas palavras finais, Jun fechou suavemente a porta e se afastou do escritório.

No entanto, ele não perdeu o grito frustrado que veio do Sr. Ong.

Ele continuou andando com um largo sorriso.

—"Que bom dia para estar vivo."

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