
Capítulo 698
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
—"Pega o martelo", disse June, incentivando Minjun a ajudá-lo a abrir a temível maleta.
Ele achava que finalmente teria as respostas para suas perguntas, mas outro desafio surgiu.
Um código de seis dígitos era necessário para abrir a maleta.
Minjun estalou a língua enquanto lhe entregava o martelo.
—"Por que você está tão surpreso que tem um código?", perguntou ele. "É uma maleta! Claro que vai ter uma senha."
June balançou a cabeça enquanto segurava o martelo.
—"Esqueci, tá bom?", perguntou June.
—"E não é como se eu soubesse a senha desde o início."
Minjun franziu a testa. —"O que você quer dizer?", perguntou ele. "Não é sua?"
June deu de ombros, finalmente atingindo a maleta com força. Ele não queria se esforçar muito, pois algo poderia quebrar lá dentro.
No entanto, quem quer que tivesse feito a maleta devia ter se dedicado bastante.
O material nem sequer se mexeu!
—"Ei, responde", disse Minjun. "Essa maleta é sua, certo?"
—"Tecnicamente", respondeu June, vagamente.
—"Se afasta", disse June, preparando-se para bater na maleta com mais força.
Minjun suspirou e se afastou, tampando os ouvidos para o que estava prestes a acontecer.
June bateu com toda a sua força. No entanto, o material não se moveu novamente.
—"Que diabos?", exclamou ele antes de bater repetidamente na maleta.
—"Para com isso!", gritou Minjun.
June, sem fôlego, largou o martelo e desabou no chão.
—"As pessoas vão achar que estamos cometendo algum crime aqui", reclamou ele.
June balançou a cabeça. —"Do que diabos essa maleta é feita?"
—"Provavelmente da cara do Zeth", disse Minjun, abaixando-se para bater no material duro. "Isso parece à prova de tudo, quase como os cofres são feitos. Você deveria simplesmente fazê-la explodir", continuou.
—"E arriscar perder o conteúdo de dentro?", perguntou June. "Não, obrigado. Eu só preciso continuar tentando."
Com isso, ele se levantou novamente e começou a bater nela mais uma vez, sentindo que aquele era o oponente mais difícil que ele havia enfrentado em toda a sua vida.
Naquele momento, a Vovó Bok-soon saiu de sua casa com uma expressão confusa.
—"O que vocês dois meninos estão fazendo aqui?", perguntou ela, parecendo assustada ao ver June segurando um martelo com uma expressão determinada.
June suspirou e largou o martelo. —"Só tentando abrir isso."
A Vovó Bok-soon franziu a testa e inspecionou a maleta.
—"Ah, querido. Essa é uma maleta-cofre. É feita de material inquebrável. É até à prova d'água e de fogo! Onde você achou uma coisa dessas? Deve ter sido cara", disse ela.
June apertou os lábios. —"Bem, você sabe como posso abri-la?"
—"Com a senha, claro", respondeu ela. "Ou faça-a explodir. Embora isso provavelmente comprometa o conteúdo de dentro, já que parece tão compacto."
June suspirou derrotado e novamente desabou no chão.
—"Então, o que estou entendendo é—eu preciso encontrar a senha?", perguntou ele.
—"Sim!", exclamou ela. "Essa é a única maneira."
June balançou a cabeça, sem se importar que a sujeira estivesse manchando suas roupas.
Claro, ele deveria ter sabido que não seria tão fácil quanto parecia!
Fu nunca lhe daria uma tarefa tão simples!
—"Bem, levante-se agora. Eu preparei o almoço. Você não conseguiu comer da última vez que veio, então preparei um banquete!"
June suspirou e se levantou novamente, sentindo-se um pouco confortado com a ideia de comida caseira.
—"Tudo bem", disse ele, pegando a maleta e entrando junto com Minjun.
Ele limpou a maleta e a colocou na sua mala.
Ele pensaria na senha mais tarde. Por enquanto, ele se sentia mais seguro, já que a maleta já estava em suas mãos.
June já podia ouvir os talheres tilintando na cozinha, então ele rapidamente lavou as mãos e foi para fora.
Seu estômago roncou assim que o delicioso cheiro de comida flutuou em suas narinas.
Ele seguiu a fonte do cheiro, mas parou quando viu que Minjun e a Vovó Bok-soon não estavam sozinhos.
—"Velhinhas", resmungou ele, sentindo um medo percorrer seu corpo.
Claro, June ainda estava ciente de sua popularidade entre as velhinhas.
Em uma pesquisa feita para senhoras mais velhas, ele era o ídolo mais popular!
Ele estava definitivamente honrado, mas uma pequena parte dele também estava assustada.
Na última vez que ele encontrou casualmente velhinhas, ele foi perseguido pela rua enquanto elas estavam em suas scooters!
—"Omo", exclamou a vovó de cabelo cacheado, largando o prato e correndo até onde June estava. —"É realmente o Joon-ho! Como você está tão bonito agora?", perguntou ela animada.
June riu sem jeito. —"Cremes, acho."
Outra velha se levantou, agora com um corte de cabelo joãozinho. —"Eu assisti a todas as temporadas de Estrelas em Ascensão por sua causa! Quase não acreditei quando a Bok-soon disse que te conhecia, mas você está realmente aqui."
June coçou a nuca.
—"Acho que estou", murmurou ele.
—"Você pode cantar e dançar para nós?", outra velha, que estava vestida toda de rosa, juntou as mãos na frente do peito.
June apertou os lábios e se virou para Minjun em busca de ajuda. No entanto, as bochechas do jovem adolescente estavam sendo atacadas por outras duas velhas.
No entanto, apesar disso, ele tinha uma expressão maligna no rosto, quase como se estivesse feliz que June estivesse sendo torturado junto com ele.
—"Vamos, querido. Não seja tímido", disse Cabeçudo, beliscando também suas bochechas. —"Omo! Suas bochechas são tão lisas—como a bundinha de um bebê. Não admira que seus fãs o adorem tanto."
—"Canta Oasis! Ah, espera, não. Luster! Meus netos adoram essa música", sorriu Rosinha.
—"Deem espaço para ele", exclamou Cacheada.
As três avós recuaram e bateram palmas enquanto esperavam June se apresentar.
O sorriso de Minjun se alargou ao ver o quão sem jeito June parecia.
June balançou a cabeça. Ele não podia acreditar que ia fazer isso de graça!
No entanto, ele não conseguia recusar o pedido das avós, já que elas pareciam genuinamente interessadas nele.
Com isso, ele fechou os olhos e se livrou de qualquer vergonha em seu corpo.
—"Porque estou sem palavras e estou surpreso
Toda vez que olho nos seus olhos.
Sabe? Você é a pessoa que eu quero para a vida.
No meu coração…aqui…agora."