
Capítulo 683
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
Minjun cantarolava alegremente enquanto saía do restaurante.
Será que ele tinha acabado de gastar uns 700 dólares em uma única refeição?
Sim, tinha.
Os garçons ficaram surpresos ao ver um garoto do ensino fundamental, ainda com o uniforme escolar, fazendo um pedido casual para viagem?
Sim, ficaram.
E, no final das contas, estavam prontos para chamá-lo de "jovem mestre".
E, por último, os dois atrapalhados perceberam que tinham tropeçado em ouro?
Com certeza.
"Esse moleque é rico pra burro", Stan sussurrou, os olhos brilhando.
"Você está certo", disse Steve, ainda mais animado que antes. Eles tinham a chance de ganhar mais de 5.000 dólares nessa missão!
Esse pensamento se fortaleceu quando chegaram ao bairro do garoto.
Quase todas as casas pareciam estar na Rua Hollywood!
"Você tem certeza que estamos na Coreia agora?", exclamou Stan, olhando para o bairro.
Então, quando chegaram à casa, ele percebeu que o garoto podia ser o moleque mais rico da cidade inteira!
Na frente deles havia uma casa de dois andares com uma fonte na entrada. Carros de marcas europeias de luxo estavam estacionados além do portão.
"Nossa. Queria um desses", disse Stan, feliz. "Você acha que a gente consegue roubar um hoje à noite?"
"Foca no objetivo primeiro", disse Steve. "Ameaça ele. Deixa ele um pouco marcado, e entrega essa carta aqui", disse ele, mostrando o bilhete rabiscado que Lin Zhi lhes dera.
"Beleza", disse Stan. "E depois disso?"
"A gente pode fazer o que quiser", Steve sorriu maliciosamente.
***
"A segurança deles é uma piada", Stan riu enquanto conseguiam passar pelo portão e pelo guarda dorminhoco que o vigiava.
"Eu te avisei", disse Steve. "Pessoas ricas não levam a segurança a sério."
"Agora, nosso único problema é como vamos entrar na casa", resmungou Steve.
"Acho que vai ser fácil", disse Stan. "Os pais dele estão fora da cidade — em uma viagem a Paris para o aniversário deles."
"Bem, parece que você não é tão inútil assim", Steve sorriu de canto. "Vamos para os fundos."
Enquanto isso, Minjun esquentava sua lagosta no microondas enquanto observava as imagens das câmeras de segurança em seu iPad.
Ele clicou a língua e balançou a cabeça divertido, um pequeno sorriso brincando em seus lábios.
"Eu sabia", disse ele. "Então, tinha alguém me seguindo."
"Eles até foram para os fundos depois de verem a câmera na frente", riu ele, sentado em sua cadeira giratória e girando como o verdadeiro chefe bebê que ele era.
"Eles não sabem que tem câmeras por todo o lugar."
O cachorro latiu enquanto Minjun ria maliciosamente. Ele se voltou para o pequeno e fofo Maltês, seus olhos amolecendo enquanto o pegava no colo.
"Não se preocupe, Malt", disse Minjun. "A gente nem precisa fazer nada — nem uma única coisa."
Stan suspirou frustrado ao não conseguir encontrar a abertura da porta.
"Que tipo de porta é essa?", resmungou ele. "Nem maçaneta ela tem."
Steve também suspirou frustrado. "Essas casas modernas, viu."
"Deveríamos arrombar?", perguntou Stan.
Steve balançou a cabeça. "Não. Isso vai alertar os vizinhos e o guarda na frente."
"Então, o que vamos fazer?", perguntou Stan.
"Deve ter algum tipo de mecanismo", disse Steve, olhando para a porta e percebendo que havia um botão bem na altura da fechadura.
"Aqui", exclamou Steve. "Acho que deveríamos apertar."
"Uau!", disse Stan. "Chique. Quero tentar. Sempre gostei de apertar botões."
"Claramente", disse Steve, dando espaço para seu parceiro idiota abrir a porta.
Stan olhou para o botão antes de apertá-lo animado.
"Nada está acontecendo", disse Stan depois de um tempo.
Eles esperaram e esperaram até que algo finalmente aconteceu.
Naquele instante, um raio laser saiu do pequeno botão, aparentemente escaneado o rosto de Stan.
"Que diabos é isso?", perguntou Steve incrédulo.
Ele continuou olhando para o laser antes de finalmente perceber o que poderia ser.
"Reconhecimento facial?"
Assim que ele disse essas palavras, algo saiu da fechadura — um odor tóxico envolvendo os dois.
Stan recuou rapidamente, mas a substância ainda conseguiu tocar seu olho direito. Enquanto isso, o ombro de Steve foi atingido, e ele instantaneamente sentiu uma sensação de queimação.
"Ahhh!", Stan gritou alto, alertando os guardas que estavam circulando pelo local.
Steve também não conseguiu se controlar enquanto agarrava o ombro. "Que porra é essa?", exclamou ele, sentindo a brisa queimar sua pele.
Então, ao olhar para sua mão, ele a viu ficando vermelha.
"Ácido?", murmurou ele.
Naquele instante, ele ouviu passos se aproximando, então os olhos de Steve se arregalaram em alerta enquanto ele agarrava o braço de Stan.
No entanto, seu parceiro estava em muita agonia para pensar direito.
"Seu filho da mãe! Vamos, vamos embora!"
"Steve! Meus olhos!", disse Stan com dor insuportável.
Minjun, que nem conseguia ouvir a confusão lá fora, continuou acariciando a pelagem de Malt enquanto assistia à cena em seu iPad.
"Eu sabia que sugerir a coisa do reconhecimento facial era uma boa escolha! Agora, não precisamos nos preocupar com os intrusos!"
Naquele instante, ele ouviu passos frenéticos se aproximando.
"Jovem mestre", alguns guardas exclamaram, suspirando de alívio ao verem que Minjun ainda estava dentro, um prato de lagosta na frente dele.
"Você está bem?"
"Estou ótimo!", Minjun exclamou com um joinha. "Só peguem aqueles caras pra mim."
Eles acenaram obedientemente antes de correrem para onde Stan e Steve estavam.
Steve, sentindo que eles seriam pegos, segurou a parte de trás do suéter de Stan e começou a arrastá-lo para longe da casa.
"Stan, vamos!", exclamou ele em pânico, virando-se e vendo vários guardas os seguindo.
Stan, finalmente sentindo a dor no olho diminuir, acelerou o passo. No entanto, sentiu que ainda havia algo estranho.
"Steve", disse ele. "Eu não consigo ver com o olho direito."
"Você quer ficar completamente cego?", exclamou Steve. "Acelera o passo! Eles estão nos alcançando."
Stan suspirou frustrado enquanto seguia Steve, perguntando-se em que se meteram.
Felizmente, com sua pequena competência, eles conseguiram despistar os guardas em um beco escuro, e finalmente tiveram a oportunidade de recuperar o fôlego.
"Steve, acho que meu olho direito está completamente cego."
"Cala a boca", disse Stan. "Agradece que saímos de lá vivos."
Naquele instante, eles sentiram que não estavam sozinhos e que o beco escuro ficou mais escuro que o normal.
Steve levantou a cabeça e viu três homens desconhecidos parados diante deles.
Sua respiração parou na garganta ao encontrar seus olhares assassinos.
"Tem certeza disso?"