De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 591

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

—"Jun… Choi Joon-ho?", Risa entrevistou Jun enquanto examinava seus documentos.

—"Você já atuou antes?", ela perguntou.

—"Sim, senhora", respondeu Jun. "É uma adaptação de webtoon de quatro episódios que foi lançada no YouWatch."

Hanlim se aproximou da esposa. "Acho que já vi aquele clipe… a 'coisa'."

Os olhos de Risa se arregalaram em reconhecimento. Ele era o cara do infame vídeo da "coisa"!

Risa tossiu e continuou olhando o papel, tentando esconder as bochechas coradas. Pessoalmente, ele era muito mais bonito.

De repente, o Diretor Bong falou, surpreendendo a banca e os candidatos. Era a primeira vez que o velho falava em uma entrevista preliminar.

—"Vejo que você ainda é um ídolo novato", começou ele, olhando nos olhos de Jun.

Jun se voltou para ele e retribuiu o olhar, sem se intimidar pelos olhos de peixe do diretor.

—"Diz aqui que você estreou apenas em novembro passado. Parece também que seu grupo está indo bem. Minhas netas ouvem a música de vocês", continuou ele. "Você está definitivamente no auge da sua carreira como ídolo."

—"Por que você decidiu participar de um projeto como este?"

Jun pensou por um segundo. Bem, depois de ter um pouco de experiência em atuação, ele percebeu que era realmente divertido. Ele não achava que conseguiria uma audição fechada em uma produção grande como essa e, honestamente, inicialmente ficou intrigado porque estava fazendo o teste para o papel de um vilão.

No entanto, ver Lin Zhi concorrendo ao mesmo papel acendeu ainda mais sua paixão.

—"Por que o senhor se juntou a este projeto?", Jun perguntou, sem responder à pergunta do diretor.

As sobrancelhas do Diretor Bong se ergueram surpresas. Ele não esperava ser questionado de volta hoje.

O ambiente ficou silencioso por um tempo antes de Jun falar novamente.

—"A resposta que está na sua cabeça… provavelmente é a mesma que a minha razão", concluiu ele.

Hana balançou a cabeça divertida assim que Jun disse essas palavras.

—"Esse cara é realmente demais", murmurou ela.

—"Droga", sussurrou Lin Zhi. Que resposta genial.

Risa e Hanlim também ficaram agradavelmente surpresos com sua resposta.

—"Ele é bem esperto, não é?", perguntou Risa. "Sua altura e porte também são perfeitos para o papel."

Hanlim concordou com a cabeça. "Só estou preocupado com o rosto dele."

Hana olhou para o editor com os olhos arregalados. "O rosto dele? O que tem de errado com o rosto dele?"

Pelo que sabia, Jun era o homem mais bonito da sala naquele momento.

—"Não há nada de errado com o rosto dele", disse Hanlim. "E esse é o problema. Acho que ele seria bonito demais para o papel."

—"Hmm", Risa murmurou enquanto observava o rosto de Jun. De fato, o jovem não tinha nenhuma imperfeição na pele. Suas feições eram perfeitamente simétricas também, e ele não emanava a vibe meio "feia" que o Yian tinha.

—"Mas vamos ver", continuou ela.

—"Comece sua audição", disse ela finalmente.

Jun assentiu e foi até a cadeira que parecia um trono. Respirou fundo antes de se sentar, preparando-se para o que havia ensaiado com afinco na noite anterior.

No entanto, assim que se sentou, uma notificação apareceu.

[Você recebeu uma missão com sorte!]

[Fu prevê que este projeto será um grande sucesso.]

[Consiga um papel na produção.]

[Conclua a missão e tenha a oportunidade de melhorar suas habilidades de atuação em um nível.]

Jun sorriu ao ler rapidamente o conteúdo da nova missão. Ele recebeu mais uma razão para se dedicar ainda mais ao papel.

—"Comece", disse o Diretor Bong impacientemente, fazendo Jun voltar à realidade.

Ele olhou para Hana, que proferiu sua primeira fala.

—"Yian, você causou isso. Sua sede insaciável de poder o cegou para a devastação que você deixou em seu rastro. Nunca desejamos sua queda, mas a justiça exige responsabilização", Hana começou, arrasando na fala como sempre.

A sala ficou surpresa ao ver a expressão calma no rosto de Jun. Ao contrário de todos os outros candidatos, que retrataram Yian como um vilão furioso e sem controle, Jun o retratou frio como pedra, quase em paz.

Seus olhos examinaram a sala, causando arrepios na espinha daqueles que ousaram encontrar seu olhar.

Hanlim inclinou a cabeça para o lado, confuso. "Que tipo de interpretação é essa?", murmurou ele.

—"E você?", perguntou ele enquanto examinava as unhas. "Você se deleita com minha queda? Isso te traz satisfação, me ver reduzido a isso?"

Hana suspirou trêmula, sentindo-se um pouco enjoada com o jeito que Jun a encarava.

—"Não buscamos satisfação, mas um fechamento. Por todos aqueles que você prejudicou, por todos aqueles que sofreram sob o peso de sua ambição. Você sabe no fundo do seu coração que sua queda é o preço de suas próprias ações."

—"Você não pode culpar ninguém além de si mesmo", acrescentou Hanlim.

—"Vocês falam de justiça", respondeu Jun, sua voz baixa e medida. "Mas o que vocês sabem sobre justiça? Vocês, que estão diante de mim agora, julgando como meros mortais, têm o direito de condenar um deus?"

A mão de Hana se fechou com raiva. A forma como Jun falava era como se estivesse olhando para ela de cima.

—"Você não é um deus, Yian. Você é um tirano que pisou na vida de inúmeros inocentes em sua busca por domínio."

Um leve sorriso surgiu no canto dos lábios de Jun, sua expressão mostrando um toque de divertimento. "Inocentes, vocês dizem? Digam-me, quem entre nós é realmente inocente? Ninguém neste mundo é inocente."

A firmeza de Hana vacilou por um momento. "Eu talvez não seja inocente…"

No roteiro original, Hana deveria dizer mais três falas. No entanto, Jun a interrompeu na primeira, o que aumentou o impacto da cena.

O riso de Jun ecoou pelo corredor. "A retidão é um luxo concedido apenas aos fracos."

Jun continuou rindo alto, sem nenhuma ternura. Ele parecia um maníaco apesar do rosto bonito.

—"E o quê? Redenção? Perdão? Tais conceitos são apenas ilusões passageiras, destinadas a confortar os fracos de espírito. No final, só existe poder e aqueles que o exercem."

Com uma última risada arrepiante, Jun levantou-se de seu trono, sua figura se erguendo sobre aqueles que estavam diante dele como um deus vingativo. "Talvez", disse ele, sua voz um baixo ronco, "mesmo na derrota, eu permanecerei. Porque eu não sou simplesmente um homem. Eu sou a personificação de todos os seus medos, todos os seus desejos, todos os seus impulsos mais sombrios. E enquanto houver escuridão nos corações dos homens, eu nunca serei verdadeiramente derrotado."

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