
Capítulo 497
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
—"Ela é minha?" Akira zombou. "Que criança escreveu essa ameaça na parede?"
Jisung balançou a cabeça. "Criança? Você estava tremendo de medo há pouco."
Akira apertou os lábios, pois não conseguia refutar as palavras de Jisung. Sentou-se no sofá e esperou Casper terminar a ligação.
Quando entrou, todos os membros na sala se viraram para ele.
—"E então?" Jaeyong perguntou. "O Luther está bem?"
Casper assentiu, aliviado. "Graças a Deus, ele está seguro em casa. Seria estranho se a pessoa que fez isso conseguisse entrar na nossa casa. Tem reconhecimento de pupila instalado na porta por um motivo."
—"Reconhecimento de pupila?" Ren perguntou. Mas, como era Casper, ele rapidamente descartou o pensamento.
Na verdade, seria mais estranho se Casper e sua família tivessem uma fechadura normal na casa deles.
Então, June chegou, limpando as mãos na calça ao sair da lavanderia.
—"Já limpei o sangue", disse ele. "Também limpei os lençóis de vocês. Usei sabão e água fria para sair sem problemas", virou-se para Casper.
June cruzou os braços sobre o peito, encostando-se no sofá como se já tivesse se deparado com esse tipo de situação várias vezes antes.
Notícia de última hora: ele definitivamente já se deparou. Ele teve que limpar muitas roupas manchadas de sangue em sua vida passada!
Akira se aproximou de Jisung.
—"Em momentos como este, eu realmente sinto que June era um psicopata em sua vida passada", sussurrou para Jisung.
No entanto, Akira definitivamente escolheu a melhor pessoa para dizer isso.
—"O que você quer dizer?" Jisung perguntou alegremente. "June é um poço de alegria e arco-íris!"
Os dois se viraram para June, que parecia perdido em pensamentos. Suas sobrancelhas estavam franzidas, seu cabelo loiro estava uma bagunça, e ele parecia estar tramando um plano maligno.
Akira sentiu um arrepio percorrer sua espinha. "Claro — alegria e arco-íris."
—"Vamos denunciar isso à polícia?" Jaeyong perguntou de repente. "Já avisei o Jay."
June estalou a língua antes de balançar a cabeça. Alertar as autoridades só os afastaria ainda mais do suspeito. Além disso, June tinha certeza de que as pessoas ainda iriam distorcer a história e mostrar a EVE de forma negativa.
June não queria isso, já que eles estavam se aproximando do primeiro comeback.
—"Não podemos denunciar um incidente do qual não temos provas", declarou como desculpa.
—"O Jay está entrando em pânico agora?"
—"Sim", disse Jaeyong. "Ele está a caminho."
—"Ótimo", disse June. "Devemos fazê-lo obrigar o segurança a nos mostrar as imagens de segurança do nosso dormitório."
Como se alguém no universo superior tivesse ouvido sua declaração, Jay invadiu o dormitório, ofegante como se tivesse acabado de correr uma maratona de 21 km.
—"Meu Deus. O que aconteceu com meus meninos?" exclamou, olhando para eles um por um com os olhos arregalados, chegando até mesmo a sacudir June para que ele respondesse.
—"Estamos bem", June suspirou. "Alguém invadiu o apartamento. Precisamos ir para a área de segurança para verificar as câmeras e descobrir o intruso."
Jay acenou fervorosamente enquanto levava os meninos para a área de segurança. Felizmente, eles tinham uma câmera de CFTV funcionando do lado de fora do dormitório dos meninos. O segurança deu a eles tempo para examinar as imagens e saiu por um tempo.
June sentou-se bem no meio e assistiu às imagens que o segurança havia exibido. A princípio, parecia que ninguém havia invadido sua casa.
—"Por que parece que ninguém invadiu, no entanto?" Jaeyong murmurou, sem encontrar nenhum sinal de arrombamento.
No entanto, June navegou habilmente pelas imagens até chegar a um momento suspeito.
Então, ele pausou assim que uma pessoa — uma mulher — entrou em seu quarto.
—"Aqui", disse ele, estreitando os olhos para a suspeita.
Os outros membros também se inclinaram para a frente.
—"A faxineira?" Ren perguntou.
June assentiu. "Ela é a única que entrou no quarto. Ninguém mais."
—"Mas alguém poderia ter subido pelas janelas", Akira apontou.
—"Essa é ainda mais razão pela qual poderíamos ter descoberto. Escalar nossos dormitórios vai fritar ela na hora", June rebateu.
Os outros membros concordaram com a lógica de June. Casos como esses não eram realmente incomuns em seu trabalho anterior, então ele tinha certeza de que era ela quem cometeu o crime.
June reproduziu o vídeo mais uma vez, e lá, eles viram a faxineira entrar no quarto.
June franziu a testa enquanto procurava mais imagens no computador do segurança. Então, seus olhos pousaram em uma paisagem familiar — o corredor do quarto deles.
Ele rapidamente reproduziu o vídeo e o avançou para o mesmo período de tempo que o das imagens anteriores.
—"Temos câmeras lá?" Akira exclamou, já pensando nas vezes em que andaram pelados por aqueles corredores.
—"Shh", todos seus membros o silenciaram, fazendo-o sentir-se ainda mais envergonhado.
No entanto, ele rapidamente voltou sua atenção para o vídeo enquanto a faxineira ia a todos os quartos para limpá-los.
Jisung sentiu um arrepio percorrer sua espinha. "Não acredito que ela foi até meu quarto também."
—"Você encontrou algo estranho no seu quarto?" June perguntou, sem desviar os olhos da tela.
Jisung balançou a cabeça. "Não que eu saiba. Eu verifiquei meu quarto e não encontrei nada de estranho."
—"Eu também", Sehun disse. "Isso me faz pensar — será que ela realmente foi quem fez aquilo no quarto do Casper?"
Naquele momento, a faxineira entrou no quarto de Casper e saiu com a mesma aparência que tinha quando saiu dos outros quartos.
Zeth estreitou os olhos. "Sim, isso me faz pensar. Realmente parece que ela está fazendo seu trabalho. Só não parece que ela tem alguma coisa contra algum de nós. Meu quarto também estava limpíssimo!"
June balançou a cabeça com a inocência de seus companheiros de equipe.
Claro, ela parecia normal.
A maioria das pessoas se safava de seus crimes porque sabia como agir com calma depois do ato.
—"Observem atentamente", disse June, fazendo com que todos se voltassem para o computador mais uma vez.
Lá, eles viram a mulher na frente da porta de June, parecendo estar pensativa. Então, ela colocou a mão na maçaneta e tentou abri-la. No entanto, ela não se moveu.
Seus membros agora se viraram para ele.
—"Você tranca suas portas?" Ren perguntou.
June assentiu. "Meu quarto está limpo, ao contrário de vocês. Eu não queria que outras pessoas tocassem minhas coisas, então tomei a precaução de trancar minha porta. Acontece que foi por um motivo maior", June sussurrou.
Na frente da porta de June, os movimentos da mulher eram desajeitados, quase mecânicos, como se ela fosse uma marionete sendo manipulada por mãos invisíveis. De repente, algo mudou em sua postura, uma mudança sutil que enviou um arrepio pelos que estavam assistindo.
Ela segurou ambas as maçanetas com as mãos enquanto seu corpo tremia rapidamente, forçando a porta de June a se abrir. Fios de cabelo escaparam de seu prendedor, emolduram seu rosto em desalinho. Nas imagens em preto e branco, ela parecia selvagem, descontrolada e não a mulher calma que era segundos antes.
Então, ela lentamente levantou a cabeça. O crepitar de estática encheu o ar, somando-se à atmosfera sinistra.
Seus olhos, pretos como o vazio, fixaram-se na câmera.
—"Tá, eu retiro o que eu disse", Zeth disse, fechando os olhos, pois sentiu um pouco de xixi escapar.
—"Essa mulher é maluca."