
Capítulo 487
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
Junio olhou para cima, para uma árvore alta no meio de um bairro, suspirou fundo antes de lançar um olhar furioso para Casper, que estava com os olhos cheios de lágrimas.
"Você disse que o perdeu!", exclamou Junio, percebendo a mancha preta sentada em um dos galhos da árvore, aparentemente julgando os dois belos ídolos de baixo.
"Eu disse!", se defendeu Casper. "Bem, tecnicamente, minha irmã o perdeu. Mas isso não vem ao caso. Ele ainda se perdeu!"
"Ele está literalmente ali", suspirou Junio, apontando para o suposto Luther.
"Bem, ele sempre foi um gato bom. Desde pequeno, ele ficou na nossa casa, tomava banho duas vezes por semana com shampoo que cheirava a biscoito e comia ração crua premium de um veterinário famoso! Nada disso já tinha acontecido antes", disse Casper.
"Achei que você o tinha perdido para sempre", suspirou Junio.
"Oh, não. Nem comece. Eu talvez não consiga funcionar por uma semana inteira se isso acontecer", disse Casper. "Talvez... até pelo resto da minha vida."
Junio suspirou frustrado, passando os dedos pelos cabelos.
"Meu Deus. Por que a gente não chama os bombeiros para tirá-lo de lá?", perguntou ele.
"Não podemos!", argumentou Casper. "O Luther é muito sensível a outras pessoas. Ele só é amigável comigo e com gatos bonitos."
"Nem com suas irmãs?", perguntou Junio.
"Não", Casper balançou a cabeça. "Por que você acha que minhas irmãs me chamaram aqui? Ele realmente não gosta de ninguém, exceto de mim."
"E gatos bonitos?", esclareceu Junio.
"E gatos bonitos", confirmou Casper.
Junio franziu os lábios e fechou os olhos, se perguntando por que havia levado Casper a sério.
Deveria ter sido mais esperto e escutado melhor a história dele antes de prometer a Casper que o ajudaria.
[Ahh, que amigo fofo!]
'Amigo fofo, meu olho.'
Junio teria continuado a quebrar a cabeça para a produção da música se não fosse por Casper.
[Você nem tem ideia de como começar.]
'Por que você está tão barulhento de repente? Você não tem nada para fazer?'
[Fui chamado por um gatinho fofo! Olha ele.]
Junio suspirou e olhou para o galho da árvore onde Luther estava relaxando.
Ali, o gato preto com olhos redondos, igualmente pretos, e um nariz rosa estava sentado elegantemente na ponta de um galho de árvore.
Se ele não estivesse tão alto, Junio o deixaria em paz, já que parecia muito confortável — como se estivesse sentado em seu próprio trono.
Olhando para ele agora, ele realmente parecia bonitinho.
Mas ele não contaria isso para Casper.
Casper poderia pedir que ele criasse o gato preto junto com ele se ele o elogiasse.
"O que vamos fazer agora?", perguntou Casper. "A gente nem tem uma escada."
Junio suspirou frustrado.
"Aqui, gatinho!", chamou em voz alta, até estalando a língua repetidamente para chamar o gato preto fofo.
Casper tampou a boca de Junio, olhando para ele com os olhos arregalados.
"O que você está fazendo?", exclamou Casper.
Junio olhou feio para Casper e tirou a mão dele da boca.
"Estou chamando ele para descer!", disse Junio, obviamente. "Não é isso que você quer?"
"Não", Casper disse secamente. "E se ele pular e morrer?"
"Ele é um gato!", exclamou Junio. "Ele provavelmente subiu sozinho, então ele com certeza consegue descer. Além disso, ele provavelmente ainda tem nove vidas."
"Ele não consegue", insistiu Casper. "Precisamos ir buscá-lo."
Junio suspirou frustrado antes de massagear as têmporas.
"Como vamos subir lá? Como você disse, a gente nem tem uma escada", disse Junio.
Casper mordeu o lábio e pensou por um tempo.
"Eu vou subir", disse Casper.
Junio abriu a boca para argumentar, mas quando percebeu que não tinha uma ideia melhor para propor, ficou quieto.
Além disso, uma pancada na cabeça poderia fazer Casper agir mais normalmente.
[...]
Talvez isso tenha sido um pouco demais.
[Ah, quem você está enganando? O Casper agindo como uma pessoa normal seria assustador.]
Junio sacudiu a cabeça para se livrar das notificações de Fu.
"Então vá lá", disse Junio, cruzando os braços na frente do peito e dando um passo para trás.
Casper ficou diante da árvore e engoliu em seco ao ver o quão alta ela era.
Ele era uma pessoa bastante destemida. Ele não tinha problemas em nadar em águas profundas e até conseguia dormir em um quarto cheio de aranhas se quisesse.
Na cabeça dele, as aranhas também eram amigas — amigas incompreendidas.
No entanto, altura era outra história.
Cair era provavelmente seu maior medo na vida, e uma árvore tão alta quanto uma casa de dois andares era definitivamente um pesadelo para escalar.
Junio estalou a língua e olhou para o relógio.
"Bem, a gente não tem o dia todo", disse Junio secamente.
Casper colocou a mão na árvore e hesitou em subir.
No final, ele não conseguiu.
Ele soltou o tronco da árvore e deu um passo para trás.
"Tudo bem, eu não consigo", disse Casper, derrotado.
Junio suspirou e se virou. "Vamos então. Ele parece feliz aí."
"Não!", exclamou Casper, prendendo Junio no lugar agarrando seus ombros.
"Junio, me ajuda! Você prometeu que ia me ajudar. Vou ficar tocando músicas emo no dormitório se você não me ajudar."
Ah, isso ia ser muito irritante.
Junio bateu a mão na testa e afastou a mão de Casper.
"Depois disso, não peça mais minha ajuda nunca mais", avisou Junio.
Casper acenou com a cabeça em silêncio.
Junio suspirou fundo enquanto calculava como ia subir na árvore.
Escalar coisas era muito fácil para ele. Ele até escalou prédios de concreto sem nenhum equipamento de segurança.
Felizmente, a árvore tinha galhos pequenos a apenas um metro do tronco, então Junio não teve dificuldade em usar a força dos braços e do core para se levantar.
Os olhos de Casper se arregalaram quando ele viu como Junio subiu a árvore com rapidez e destreza, parecendo que já havia feito isso muitas vezes antes.
"Uau! Vai, Junio!", Casper vibrou no pé da árvore enquanto Junio se aproximava de Luther.
Junio sacudiu a cabeça enquanto olhava para Casper, se perguntando por que estava se esforçando tanto para ajudar seu colega de equipe.
"Luther!", Junio chamou cuidadosamente o nome do gato ao chegar ao galho onde ele estava sentado.
O gato preto permaneceu no lugar, nem se dando ao trabalho de olhar para Junio.
Junio estalou a língua e chamou seu nome novamente. Luther miou, fazendo o coração de Junio se encher de esperança. No entanto, como antes, ele permaneceu na mesma posição.
Junio estava ficando impaciente.
No entanto, naquele momento, ele ouviu outro miado que não parecia ser o de Luther.
As sobrancelhas de Junio se ergueram surpresas, ele se aproximou de onde Luther estava para ver melhor o que estava realmente acontecendo.
Ali, ele viu outro gato — quase tão branco quanto a neve, sentado no galho ao lado de Luther.
"Gato bonito", sussurrou Junio, lembrando-se das palavras de Casper.
Casper, que estava esperando pacientemente no chão, de repente teve uma epifania, fazendo-o arfar alto.
Ele estava tão desesperado para tirar Luther da árvore que mandou Junio para cima sem considerar o comportamento passado de Luther.
Luther quase atacou um homem que tentou acariciá-lo em seu carrinho de bebê!
Casper olhou para a árvore e colocou ambas as mãos na boca.
"Junio! O Luther vai atacar!"
"Repito — o Luther vai atacar!"