
Capítulo 466
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
— Não conheço nenhuma Jenny — respondeu Junho, seco, ainda apontando para a saída para deixar claro que ela não era bem-vinda no prédio do dormitório.
— Tudo bem, sou eu, Garam, sua prima mais velha. Mas mudei meu nome legalmente para Jenny porque eu sou muito parecida com aquela integrante famosa do grupo — ela se gabou. — Então, me chama de Jenny a partir de agora.
Junho estreitou os olhos, desconfiado.
Com certeza não era a Jenny em quem ele estava pensando, certo?
Ela não se parecia nada com ela!
— E eu ainda não te conheço — repetiu Junho. — Agora pode ir embora antes que eu chame a segurança.
— Nossa — disse Jenny. — Desde quando você ficou tão sisudo? Eu me lembro de você sendo tão quietinho quando éramos mais novos.
— Você ainda está brava porque eu não pude ir ao enterro dos seus pais? — perguntou ela, fazendo Junho franzir a testa.
— Você sabe que meus pais são uns monstros. Eu queria ir, mas eles não me deixaram.
Junho soltou um suspiro profundo. — O que você está fazendo aqui? — perguntou ele.
Jenny sorriu maliciosamente. — Não posso visitar meu primo bebê sem motivo? Talvez eu só tenha sentido sua falta.
Junho olhou para ela com as sobrancelhas arqueadas. Pelas declarações dela há pouco tempo, parecia que suas famílias tinham um relacionamento complicado.
Não tinha como ela ter vindo aqui para cumprimentá-lo casualmente.
Junho se sentiu aliviado ao saber que a pessoa que o seguia nos últimos dias era uma parente, e não uma estranha.
— Seja honesta — disse Junho, cruzando os braços na frente do peito.
Jenny manteve a fachada por alguns momentos. No entanto, logo desmoronou.
— Na verdade, não tem muito segredo — começou ela.
— Eu só queria dizer que finalmente me mudei para Seul.
Os olhos de Junho se estreitaram, se perguntando como isso poderia lhe interessar de alguma forma.
— Essa é a primeira vez que me mudo da casa dos meus pais, então é um grande passo. Eles me jogaram pragas e insultos para todos os lados antes de eu ir embora, mas já superei — ela riu.
— Por que você está me contando isso? — Junho suspirou.
Jenny apertou os lábios antes de pegar a câmera pendurada no pescoço e mostrá-la a Junho.
— Finalmente realizei meu sonho de ser fotógrafa — disse ela. — Bem, tecnicamente, eu faço parte do grupo de paparazzi, mas é melhor do que nada, certo?
Jenny riu, mexendo na câmera em suas mãos.
— Honestamente, eu não tinha planejado me aproximar de você. Sei que faz muito tempo que nós não conversamos, então seria estranho se eu me aproximasse do nada.
— Mas aí eu tive a oportunidade de ir à sua coletiva de imprensa, e lembrei de como você sonhava em ser um ídolo quando era mais novo. Nossos parentes não acreditavam em você… e em algum momento, eu também comecei a achar seu sonho ridículo — ela sorriu tristemente.
— Você trabalhou tanto. Você perdeu tanto, e todo mundo, menos seus pais, realmente achava que você não conseguiria. Mas aqui está você, brilhando como a estrela mais brilhante. Você foi o centro das atenções na coletiva de imprensa outro dia — ela elogiou enquanto Junho escutava atentamente.
— Seu sonho sempre foi incomum, mas de alguma forma você conseguiu realizá-lo. Enquanto eu te assistia no Rising Stars, lembrei do meu sonho incomum também. No final, comecei a persegui-lo novamente por minha própria felicidade.
— E agora estou aqui — ela sorriu radiantemente. — Acho que só queria te agradecer por ter me inspirado a retomar meu sonho.
— Ah, e também quero te parabenizar por estar indo tão bem — ela acrescentou rapidamente. — Todo mundo está falando de você! Meus colegas nem acreditaram quando eu disse que éramos primos.
Junho olhou para o relógio e acenou com a cabeça.
— Já acabou? — perguntou ele.
Jenny estalou a língua e balançou a cabeça.
— Nossa, eu estava sendo sentimental à toa. Você realmente mudou muito… Mas isso é bom — disse ela. — Você sempre foi muito gentil demais para o seu próprio bem.
— Eu escutei tudo direitinho — disse Junho. — Agora vá. Não queremos que outras pessoas te vejam aqui.
— Nossa. Não precisa ter pressa. Vamos tirar uma foto juntos primeiro, para eu mostrar aos meus colegas — disse ela, ligando a câmera.
No entanto, Junho balançou a cabeça, não querendo tirar uma foto.
Jenny estalou a língua e levantou a câmera, tirando uma foto rápida do ídolo loiro.
Os olhos de Junho se arregalaram quando ela olhou para a foto que havia tirado.
— Você ficou muito bonito — ela murmurou.
— Bem, seus pais sempre foram o casal mais bonito de toda a nossa família. Talvez seja por isso que nossos parentes foram tão duros com eles — continuou ela.
— Mas, de novo, eu senti que seus pais saírem da família foi para melhor. Aquela árvore está cheia das pessoas mais racistas, coloristas, gordofóbicas e, em geral, discriminatórias da Terra. Se eu quisesse que minha autoestima fosse obliterada, eu só participaria de um jantar de família uma vez — ela desabafou.
— Mas sua transformação ainda é incrível — disse Jenny, ainda observando a foto de Junho. — Você está praticamente sem poros! E seu nariz ficou mais fino também — disse ela, ficando na ponta dos pés para visualizar melhor o nariz dele.
— Você fez cirurgia plástica? Melhor me indicar seu cirurgião, porque ficou muito natural — ela disse.
Junho suspirou e segurou o nariz antes de movê-lo para frente e para trás. — Eu não fiz — resmungou ele.
Jenny arqueou as sobrancelhas surpresa. Então, antes que Junho pudesse reagir, ela estendeu o braço e segurou seu nariz, dando-lhe uma boa apertada.
Os olhos de Junho se arregalaram, e ele tentou empurrá-la. No entanto, ele congelou rapidamente quando viu seus membros no final do corredor, olhando para os dois com os olhos arregalados.
Do ponto de vista deles, parecia que os dois estavam muito próximos um do outro.
Jenny tinha as mãos no rosto de Junho, enquanto Junho tinha ambas as mãos em seus ombros, tentando empurrá-la.
No entanto, não parecia assim para seus membros.
— Não é o que parece — Junho tentou explicar, mas os membros já estavam fazendo suas próprias especulações.
— J-Junho está namorando alguém? — gaguejou Jisung, sem acreditar no que via.
— Não acredito nisso — Jaeyong sussurrou baixinho, sentindo-se um tanto traído.
Enquanto isso, Casper encarava o vazio, parecendo o mais deslocado de todos.
Então, seus olhos rolaram para trás da cabeça e seu corpo ficou mole.
Um baque alto ressoou nos corredores, e eles se viraram para o membro desmaiado no chão.
— Acho que o Casper acabou de morrer.