
Capítulo 310
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
- Já começou e eu tô toda molhada.
- Calma, garota.
- O June ficou ainda mais gato.
- Eles usam filtro pra caramba. #OCTA, reis naturais.
Casper cantou o próximo verso, com um sorriso brilhante no rosto.
"Levanta como o sol. Levanta com as marés.
Se segura firme nessa aventura quente e selvagem."
Era um pouco estranho ver o Casper com um conceito fofo, mas não ficou ruim não. Mostrou a experiência do Casper como um ídolo bem treinado e como ele conseguia incorporar vários conceitos.
"Sob a lua, compartilhamos nossas histórias.
No abraço azul, memórias inesquecíveis.
Experiências que compartilhamos, guardadas pela praia de areia.
Nosso oásis, para sempre adoramos."
A melodia animada de verão preencheu o ar, um acompanhamento perfeito para as cenas vibrantes que se desenrolavam na praia. As cenas se desdobravam como memórias preciosas.
O brilho vacilante das fogueiras pintava seus rostos sorridentes com um tom quente. Dormidas em cabanas aconchegantes, cheias de risos, transitavam de uma cena para outra.
"Oh, oh, oásis
Oh, oh, minha vida é
Onde as águas se entrelaçam...
Onde o amor é profundo, como a linha infinita do oceano.
Com os amigos ao meu lado, sob a cúpula azul,
Neste refúgio, encontrei meu verdadeiro lar."
A câmera dançava com o grupo enquanto eles arrasavam nos passos com expressões despreocupadas.
Com a chegada da batida, a melodia brilhante foi acentuada pelo som de ondas distantes.
Os membros correram em direção às águas convidativas, seus pés salpicando água refrescante que os fãs sentiam vontade de beber.
- Caramba, tô vendo os "grippers" [1] deles de graça. Ganhei na loteria.
- Eu amo esses meninos tanto. Eu faria qualquer coisa por eles.
- Olha os sorrisos preciosos deles :).
- Essa música me leva de volta a um tempo que eu nem sei. EVE, nossos líderes da quinta geração.
Nas águas rasas, eles começaram a dançar. O refrão se tornou uma demonstração de respingos, como se estivessem refrescando a audiência com a água da praia azul.
Por mais alegre que a primeira parte da música fosse, o segundo verso se desdobrou como uma narrativa de arrependimento.
A música diminuiu um pouco, as camadas percussivas suavizando.
Os rostos dos meninos apareciam um a um, fundindo-se uns nos outros com uma transição suave.
Eles tinham sorrisos nos rostos, mas era um pouco agridoce. Parecia que seus sorrisos eram um reflexo da passagem do tempo.
Eles ficaram juntos na praia, olhando para o sol poente. Um a um, começaram a ir embora, sombras do passado se dissipando como grãos de areia levados pela brisa suave.
"Mas um lar se torna um estranho em algum momento.
O amor parte, e as amizades decepcionam.
A vida atrapalha; não há nada que possamos fazer.
A não ser aceitar a verdade amarga de que todos crescemos."
A música, outrora animada, parou de repente, deixando apenas os sussurros do mar.
Em meio à música que ia desaparecendo, apenas uma figura permaneceu.
June, com um olhar cheio de saudade, olhava para o horizonte.
"O sol quente fica frio.
A água fria fica quente.
As memórias ficam velhas.
Os verões viram tempestade."
A câmera aproximou-se dos olhos castanhos-claros de June, capturando a profundidade das emoções em seu interior. Naquele momento, pareceu que os espectadores foram transportados para o seu mundo, sentindo o peso do tempo e a importância de suas memórias.
Até mesmo Ocho, que inicialmente não queria se envolver na música, assistia atentamente, curioso para saber o que aconteceria a seguir.
Assim que a música cessou, a tela mergulhou em uma pausa silenciosa, permitindo que o som das ondas e o anseio silencioso envolvessem a cena.
Então, a luz voltou aos olhos de June, e a música voltou à vida.
"Oh, oh, oásis
Oh, oh, minha vida é
Onde as águas se entrelaçam...
Onde o amor é profundo, como a linha infinita do oceano.
Com os amigos ao meu lado, sob a cúpula azul,
Neste refúgio, encontrei meu verdadeiro lar."
A cena explodiu em uma explosão de cores e movimento. Mais uma vez, o grupo apareceu, cada membro irradiando a alegria do dia anterior.
Enquanto a ponte se desdobrava, a nostalgia envolveu a cena. Memórias de sua infância começaram a ressurgir, cada quadro uma recriação de seus momentos compartilhados. Sorrisos enfeitavam seus rostos enquanto a montagem continuava, capturando não apenas as alegrias, mas também os momentos de desespero que forjaram laços ainda mais fortes.
Daqui para frente, tudo foi escrito e produzido por June. Então, já dava para imaginar que ia ser icônico.
"Mas a água permanece no oásis que compartilhamos.
E um lar é um lar, mesmo que tenha mudado.
O riso ecoa no oásis do nosso passado.
Um devaneio atemporal, para sempre durar."
A tela piscou com vislumbres de suas primeiras bebidas, bem como outras celebrações de marcos e experiências compartilhadas que falavam de sua jornada da inocência à maturidade.
Apesar dos desafios que enfrentaram, todos eles usavam sorrisos. O riso e a amizade duradoura persistiram, transcendendo as provações do crescimento.
"Oh, oh, oásis
Oh, oh, nossa vida é
Onde as águas se entrelaçam...
Onde o amor é tão profundo, como a linha infinita do oceano.
Com os amigos ao nosso lado, sob a cúpula azul,
Neste refúgio, encontramos nosso verdadeiro lar."
- Aww, eu amo essa música <3.
- Essa é a música mais fresca e única do ano. Eu amo tanto.
- OCTA arrasou.
- Não acredito que acabou!
- Mas não parou, né? Tem mais?
Os espectadores pensaram que o último refrão marcaria o fim da música. No entanto, um final emocionante tocou, o clima tomando uma reviravolta inesperada e perturbadora.
O clima brilhante foi completamente cortado, e eles se encontraram em uma cabana mal iluminada.
Inicialmente, os membros do EVE desviaram o olhar, uma evasão coletiva da câmera.
"Lar... onde passamos a maior parte dos nossos dias.
Lar... onde ninguém vai embora.
Lar... onde fazemos uns aos outros ficarem."
Então, um a um, eles se viraram para encarar a câmera.
Nesta parte, June incorporou o som das ondas à noite, mais arrepiante do que o da manhã. Junto com isso, ele também empregou um som de caixa de música que, embora soasse fofo e nostálgico, também soava assustador.
Seus olhares continham um pedido silencioso, um chamado desesperado por algo indefinido.
O ar ficou pesado enquanto as cenas anteriores eram reproduzidas, cada uma agora contendo apenas a silhueta de uma pessoa.
Uma figura solitária em meio aos ecos do passado.
Como se ele fosse o único ali depois que todos os seus amigos foram embora.
Como se tudo isso fosse apenas parte de sua ilusão.
"Oh, oh, oh, oásis
Oh, oh, oh, tudo o que posso dizer é..."
Efeitos especiais semelhantes a sangue adornavam o chão e as paredes, marcas de mãos e poças de vermelho escondidas na escuridão. O som da caixa de música, embora brilhante e nostálgico, apenas aumentava o clima assustador da cena.
"Cuidado com o Oásis no deserto da necessidade.
Pois em suas águas aparentemente refrescantes reside o perigo do afogamento.
No calor, ninguém perece, mas no abraço de um santuário enganoso...
O verdadeiro perigo se desdobra."
A câmera se moveu lentamente para a frente da cabana, onde apenas uma pessoa permaneceu — June.
O último quadro revelou June, seu olhar fixo na câmera, agora com olhos negros que pareciam perfurar a tela.
"Oásis, o lar que percebemos.
Oásis, nosso lar, onde ninguém parte."
Então, um pequeno sorriso surgiu em seus lábios antes que a tela ficasse preta.
[1] - "Grippers" refere-se a uma expressão usada por fãs de K-pop para descrever a forma como os ídolos se movem e interagem, especialmente suas mãos, gerando uma sensação de atração e charme. Não há uma tradução direta equivalente em português, mas a expressão foi mantida para preservar o contexto da cultura fã.