
Capítulo 258
De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência
Em um vasto campo aberto ao lado do local da final, milhares de pessoas animadas, mas nervosas, se aglomeravam. A multidão se concentrava do lado de fora de um colossal domo translúcido, seus murmúrios de expectativa ecoando pelo ar.
A atmosfera estava carregada de ansiedade, com amigos e rivais reunidos. Risadas e conversas animadas formavam o pano de fundo para o grande evento que estava prestes a acontecer.
O Domo Celestial Gummy, com capacidade para 8.000 pessoas, era a escolha de Azure para todas as finais do Rising Stars. E nesta temporada não foi diferente.
No entanto, sem dúvida, havia mais gente esperando para entrar desta vez. Faixas vibrantes de cores variadas, cada uma com a imagem de um trainee querido, esvoaçavam na brisa suave.
Os fãs desses trainees documentavam cada detalhe, tirando fotos que seriam guardadas para sempre em suas galerias. Esses fãs haviam vindo de todos os cantos do país, e quase todos os continentes estavam representados.
Apesar do sol ainda dominar o céu da tarde, uma longa fila já havia começado a se formar, serpenteando pelo perímetro do domo. O tempo estava a favor, proporcionando um dia perfeito – nem muito quente, nem muito frio.
O sol dourado beijava a pele com um calor suave, e parecia ser um dia realmente abençoado. Ao redor do local, uma multidão de barracas havia ganhado vida, oferecendo uma variedade de guloseimas deliciosas.
O cheiro de pipoca com manteiga flutuava no ar, servindo como tentação para todos que passavam. Um vendedor girava algodão-doce fofo em nuvens açucaradas de diferentes formas e cores, capturando os olhares de crianças e adultos.
Uma barraca, porém, era particularmente popular. Uma dupla pai e filha trabalhavam incansavelmente, preparando novos lotes de sorvete enquanto os fãs lotavam seu caminhão. A música que tocava no caminhão, ecoando entre a multidão, era familiar, mas eles não conseguiam identificar de onde a conheciam.
"A gente vendeu tanto sorvete, pai", Lila sorriu. Seu pai retribuiu o sorriso brilhante, bagunçando o cabelo da garotinha.
Jia, com suas quatro amigas apaixonadas por ídolos, olhou para as pessoas na fila com as sobrancelhas arqueadas. "Para que eles estão esperando na fila?", perguntou Bora. "A gente tem lugares marcados."
"Não faço ideia", disse Jia. "Aqueles fãs lá na frente estão usando chapéus de cowboy. Acho que são fãs do C-Jay?"
Bora balançou a cabeça em desapontamento. "Bom, acho que os fãs também seguem os seus ídolos."
As quatro riram, continuando a caminhar pelas proximidades do domo. Jia olhou para sua roupa. Ela estava usando um vestido branco com orelhas de gato rosa combinando.
Ela estava envergonhada de usar aquilo em público, mas lembrar que June usou uma máscara rosa no início do show lhe deu uma injeção de confiança.
"Espera", disse Jia, tirando o celular. "Vamos sentar primeiro. Eu tenho que fazer uma coisa."
Suas quatro amigas a seguiram. "O que você vai fazer?", perguntou Soo-min.
"As estrelas", disse Jia freneticamente. "Minha mãe me deu mais dinheiro, então vou comprar algumas estrelas para o June."
Nari riu e balançou a cabeça. "O June é tão popular. Ele vai estrear com certeza."
"Você não sabe disso", disse Wei. "Ele está em décimo segundo lugar agora. Ele pode não conseguir."
Jia lançou um olhar furioso para sua amiga antes de comprar impressionantes 1.000 estrelas. "Ele vai conseguir. Ele tem que conseguir."
Enquanto isso, um grupo de senhoras idosas, todas vestindo uniformes temáticos de gatos rosas, se aglomeravam. Havia um jovem assustado no meio, tremendo de medo enquanto dava a elas um tutorial ao vivo sobre como enviar estrelas para June.
"Umm, você aperta este aqui", disse ele trêmulo, apontando para o botão de compra. "Aí, você especifica quantas e-estrelas você quer comprar."
"Ah, isso é tão difícil", reclamou uma delas. "Meu filho faz isso para mim toda vez."
"O meu também", disse outra. "Esse menino é um péssimo professor. Onde você o encontrou mesmo?"
"Eu... eu estava só passando...", gaguejou ele.
"Ensina mais", ele foi interrompido por outra senhora idosa.
"Quanto custa 10.000 estrelas?", perguntou uma delas.
"1.000 dólares", respondeu o rapaz assustado.
"Ah, ótimo. Deixa eu comprar 30.000."
"Vocês são ricas. Eu só vou comprar 10.000!"
"Eu só não vou comprar uma bolsa este mês. Vou comprar 20.000."
O adolescente assustado olhou para a multidão de senhoras que o cercava com os olhos arregalados.
"Assustador", murmurou ele por baixo da voz.
Enquanto isso, dentro do prédio da Azure, os familiares e amigos dos trainees já estavam esperando. Seus lugares ficavam perto do palco, e a Vovó estava orgulhosa por ter conseguido o lugar na primeira fila. Bem, tudo graças ao Minjun, que fez seus olhinhos de cachorrinho para as pessoas que também queriam sentar na frente.
"Nós temos uma ótima visão daqui", exclamou a Vovó com um sorriso.
"Claro", disse Minjun. "O irmão mais velho precisa nos ver bem."
Naquele momento, um grupo de trainees entrou no domo, sentando-se ao lado dos parceiros dos trainees.
"Meu Deus", disse a mãe de Jisung, batendo no peito do marido. "Tem tantos garotos bonitos aqui."
As irmãs de Casper estavam praticamente explodindo de alegria enquanto olhavam para o grande grupo de belos trainees sentados ao lado delas. Eram os trainees eliminados!
Jangmoon, que estava sentado mais perto dos lugares dos parceiros, acenou entusiasticamente ao ver Minjun.
No entanto, o jovem que estava em plena puberdade simplesmente estreitou os olhos para ele antes de desviar o olhar rapidamente.
Jangmoon franziu os lábios. 'O que eu fiz para aquele garoto?'
"Eu achei que seu pai viria com a gente assistir", disse a Vovó, chamando a atenção de Minjun.
"Ah, ele não pode vir agora", disse Minjun.
"Por que não? Aconteceu alguma coisa?"
"Não", disse Minjun. "Eu disse a ele para não vir."
A Vovó ergueu as sobrancelhas surpresa. "Por que não? Eu achei que você queria assistir com ele."
Minjun sorriu maliciosamente enquanto se encostava em seu assento.
"Bem, eu mudei de ideia. Agora, ele tem algo mais importante para fazer."
A Vovó olhou suspeitamente para o neto. "Você fez alguma coisa?"
"Eu não fiz", disse Minjun inocentemente. "O pai só tem um trabalho a fazer, é só isso."