De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 193

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Jun esfregava as bochechas doloridas enquanto se sentava no pequeno sofá. Nem uma hora havia se passado desde que chegaram, e já tinham sido emboscados por um bando de velhinhas.

Parecia que a fama de Jun não tinha limites e havia alcançado até mesmo as regiões mais rurais da Província de Gangwon.

– Me desculpem por isso – disse a velhinha chamada Bok-soon, oferecendo aos dois rapazes um chá doce caseiro. – As senhoras estão apenas animadas por vê-lo de volta. Todas nós assistimos a "Estrelas em Ascensão" na minha casa às sextas-feiras, e somos suas grandes fãs. Ficamos tristes quando o acusaram de ser filho dos Chois, quando você não é. Estou muito feliz que tenha voltado.

– Tudo bem – disse Jun, apesar das bochechas doloridas. – Obrigado por me apoiar no programa.

– Todas nós estamos torcendo pela sua estreia! Embora não saibamos bem como te dar estrelas – admitiu ela.

Jun riu baixinho. – De novo, tudo bem. Só o fato de vocês me assistirem já é o suficiente.

– Então, por que você veio aqui? – perguntou Bok-soon. – Faz um tempão que não o vemos. Acho que já se passaram dois ou três anos? – ela se lembrou. – Teve até uma vez que você veio aqui com um rapaz e uma moça. A moça ficou famosa agora, se não me engano. Como era o nome dela mesmo? Hani? Hanbeom?

– Hana – disse Jun. – Hana Lim?

– Ah, sim, ela! Da última vez que você veio aqui com eles, ela riu e tirou fotos das suas fotos de infância.

Os olhos de Minjun se arregalaram com a menção das fotos de infância de Jun. – Posso ver elas também? – perguntou ele animado.

Bok-soon sorriu tristemente. – Infelizmente, elas se perderam no incêndio – disse ela. – Me desculpe, Jun. Não conseguimos proteger o santuário dos seus pais. Não sabemos o que aconteceu, mas algum tempo no ano passado, a casa foi queimada até o chão – levando embora as preciosas memórias da sua família.

Jun acenou com a cabeça em sinal de compreensão. – Não havia nada que vocês pudessem fazer – disse Jun. – Mas posso perguntar onde meus pais estão enterrados agora?

Bok-soon riu. – Já faz tanto tempo assim que você já esqueceu?

– Acho que sim – disse Jun suavemente.

– Eles estão perto da árvore de carvalho perto da sua antiga casa – disse Bok-soon. – Quer que eu te acompanhe até lá?

Jun balançou a cabeça enquanto se levantava. – Tudo bem. Vou visitá-los um pouco.

– Deixe-me ir com você – disse Minjun, a boca cheia de lanches que Bok-soon havia preparado.

– Vou estar esperando – sorriu a velhinha. Enquanto os dois saíam de sua casa, ela soltou um sorriso triste.

– Será que ele voltou para o Dia dos Pais? – perguntou a si mesma.

Minjun e Jun voltaram para o terreno vazio, e só então Jun viu a árvore de carvalho situada logo atrás do campo de lavanda.

– Você pode esperar aqui um minuto, garoto? – perguntou Jun.

Minjun viu a sinceridade nos olhos de Jun e acenou com a cabeça. – Vou brincar com as flores bonitas.

– Faça isso – disse Jun. Então ele começou a caminhar até a árvore de carvalho, onde viu duas cruzes brancas feitas de madeira fincadas no solo.

Ele suspirou e pegou um caule de lavanda antes de olhar para a inscrição na cruz.

Choi Dae-hyeon e Choi Chin-mae.

Um pai dedicado. Uma mãe amorosa.

Jun sentiu uma onda de tristeza o atingir. Ele não conhecia essas pessoas, nem conseguia se lembrar de nenhuma memória com elas. Mas ali, com o corpo de Choi Joon-ho, ele sentiu que estavam conectados de alguma forma.

– Umm, olá – disse ele cautelosamente, sentando-se na pequena porção de grama.

– Seu filho veio visitar, eu acho? – Jun riu, observando a flor em sua mão. – Mas vocês devem saber que eu não sou realmente seu filho, né?

– Seu filho está em um lugar melhor agora… espero – continuou ele. – Vim cuidar do corpo dele e do sonho dele.

– Vocês se conheceram? – Jun então perguntou, o som da brisa tornando seu coração ainda mais triste.

– Vocês devem ter se encontrado, hmm? Espero que todos vocês estejam em um lugar melhor agora. Seu filho tem me dado muito trabalho desde que cheguei aqui. Ele deixou tantas perguntas sem resposta. Por favor, dê uma palmada na cabeça dele por mim.

Jun riu do seu absurdo. – Mas falando sério, sinto que seu filho tem se sentido sozinho desde que vocês se foram. Ele deve estar feliz agora. Espero que ele esteja feliz agora – suspirou ele. – Ele vai poder passar este Dia dos Pais com os pais dele.

– Pelo menos um de nós consegue comemorar – sussurrou ele.

– Umm, se vocês tiverem tempo, por favor, visitem minha mãe e meu pai também. Pode dizer a eles que Mei Ling está bem. Eu também estou bem, acho. Tem sido difícil às vezes, mas não é tão ruim. Pelo menos, meu coração dá um pulo de alegria sempre que me apresento no palco. Isso é um bom sinal, certo?

Ele sorriu e traçou algumas formas no solo. – Seu filho tem me dado trabalho, viu? Eu não me sentia assim antes.

– Bem, melhor eu ir agora – disse Jun, finalmente se levantando. – Feliz Dia dos Pais.

Com isso, ele colocou o único caule de lavanda entre as duas cruzes. Ele ficou olhando para ela por um tempo, sentindo um alívio. É como se os pais de Choi Joon-ho estivessem agradecendo a ele por continuar o sonho do filho… e isso causou uma sensação estranha no estômago de Jun.

– Você já terminou? – perguntou Minjun, fazendo Jun sair de seus pensamentos.

– Sim – disse Jun, limpando a garganta. – Vamos voltar.

Minjun sorriu, um olhar significativo em seus olhos. Jun estreitou os olhos para ele suspeitosamente.

– O que foi? – perguntou o menino inocentemente.

– Parece que você fez alguma coisa.

– O que eu fiz? Eu só brinquei com as flores bonitas! – exclamou Minjun com os olhos arregalados.

– Eu conheço esse olhar – disse Jun. – É melhor você não ter feito nada.

– Eu não fiz! – disse Minjun. – Vamos voltar.

Os dois voltaram para a casa de Bok-soon.

– Ah, vocês voltaram? – perguntou Bok-soon. – Viu seus pais?

– Hmm – Jun murmurou. Então, ele de repente viu algo no canto da sala dela.

– Você se importa se eu usar aquilo? – perguntou Jun, apontando para o grande instrumento.

– O piano? Claro! Você sabe tocar? – ela perguntou.

Jun acenou com a cabeça, sentindo como se as teclas branco-quebradas estivessem chamando seu nome.

– Pode ir – disse Bok-soon. – Só vou dar alguns bolinhos de arroz que fiz para os vizinhos.

– Obrigado – disse Jun, sentando-se na cadeira de couro desgastada. Ele passou as mãos pelas teclas, sorrindo ao sentir as familiares peças de marfim frio. Fazia um tempo desde que ele tocava piano.

– Ei, garoto – disse ele, chamando Minjun. – Você pode me filmar tocando uma música?

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