De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 142

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Jun se sentiu um pouco desconcertado.

Mas no fim, seu desespero transpareceu.

Sem hesitar, ele puxou a camisa por cima da cabeça, revelando o corpo por baixo.

Sentiu imediatamente o ar fresco do ar condicionado, o que o fez tremer.

Jun realmente odiava sentir frio, então aquilo o irritou ao máximo.

Choi Pablo, por outro lado, congelou ao ver Jun semi-nu à sua frente.

"Omo", exclamou Pablo, batendo palmas.

Jun esfregou as mãos nos braços, na esperança de se aquecer. A pele ficou vermelha com a fricção vigorosa, fazendo os olhos de Pablo brilharem de alegria.

Branco.

A pele de Jun era branco-leitoso, quase brilhando sob a luz.

E Choi Pablo amava a cor branca.

A pele branca-leitoso de Jun esticava-se como uma página em branco, esperando que histórias fossem gravadas nela. Ao longo da curva graciosa de sua escápula e descendo por seu peito, cicatrizes dançavam como versos enigmáticos, cada uma sussurrando segredos conhecidos apenas por ele. Seus músculos, embora não esculpidos como estátuas de mármore, possuíam uma poesia sutil própria. Eram definidos, porém suaves, como se a natureza tivesse usado um pincel mergulhado em aquarela para traçar os contornos de sua forma. Esse corpo, como um soneto, falava de uma vida vivida com graça, onde imperfeições se tornavam versos, e a suavidade, uma balada própria.

"Perfeito!", exclamou Choi Pablo. "Seu corpo é perfeito", continuou ele.

As sobrancelhas de Jun se franziram enquanto Pablo o cercava como um predador faminto.

"É exatamente o que estou procurando. Esses músculos", disse ele, cutucando o bíceps de Jun, fazendo-o se contrair.

"São o tipo de músculos que você consegue com as dificuldades da vida — não com o luxo da academia."

"E mesmo que seu corpo grite suas dificuldades, ele não perdeu sua forma pura!", exclamou Pablo. "Estou procurando um corpo como este desde que me tornei fotógrafo."

"Então, você vai tirar minhas fotos?", perguntou Jun.

"Sim, sim! Com algumas fotos semi-nuas aqui e ali."

Jun sorriu de lado e balançou a cabeça antes de colocar a camisa de volta, fazendo Pablo exclamar em decepção.

Pelo olhar nos olhos de Choi Pablo, Jun percebeu que ele faria quase qualquer coisa por ele naquele momento.

"Não vai rolar, Sr. Fotógrafo", disse Jun. "Você vai tirar minhas fotos de rosto hoje."

Um olhar triste passou pelos olhos de Pablo. Então, ele se atirou em Jun e se enrolou nele como um bicho-preguiça.

Jun estalou a língua. "Sai de cima. Precisamos fazer isso rápido."

"Mas você não pode ficar aqui mais tempo para que possamos tirar fotos do seu corpo?", perguntou ele.

Jun balançou a cabeça. Tinha sido há apenas alguns momentos que Pablo queria que Jun fosse embora; agora, ele era o desesperado dos dois.

"Como eu te disse, tenho coisas para fazer hoje."

"Então, no futuro?", perguntou Pablo com os olhos arregalados. "Preciso de você como meu modelo, por favor. Só assim eu poderei me sentir satisfeito com minha carreira."

"Tire minhas fotos de rosto", disse Jun firmemente, fazendo Pablo suspirar e soltá-lo.

"Tudo bem", disse Pablo. "Mas você precisa trocar essas roupas horríveis. Vá para o camarim e vista a primeira roupa da arara. Depois, volte aqui para que possamos tirar suas fotos."

Jun rapidamente seguiu suas instruções. Como esperado, as roupas lá dentro eram todas brancas. Jun pegou a primeira e vestiu. Era uma regata branca simples, mas um pouco baixa demais. Se Jun se inclinasse, seus mamilos definitivamente ficariam à mostra.

Com isso, ele pegou uma camisa polo branca de manga comprida na arara e vestiu por cima.

Depois que ficou satisfeito com a roupa, saiu do camarim e encontrou Choi Pablo já tirando fotos de teste.

Neste ponto, Choi Pablo era o desesperado.

"Você usou uma sobreposição?", perguntou ele em tom de decepção.

Jun estalou a língua. "Vamos acabar logo com isso."

Jun sentou-se no banquinho que Pablo havia preparado e olhou para sua câmera.

Choi Pablo tirou as fotos de Jun, mas começou a notar uma tendência em todas as fotos que tirava. Ele suspirou e olhou para Jun.

"Você não sabe posar para fotos, não sabe?", perguntou.

"Nunca fiz isso antes", disse Jun. "Eu só preciso olhar para a câmera?"

Pablo estalou a língua. "Você precisa fazer mais do que isso. Fotos de rosto capturam uma variedade de emoções, de feliz, triste a neutro. Precisamos desses tipos de expressões. Que tal começarmos com um sorriso?"

Aí estava o problema.

Jun tinha um sorriso estranho.

Ele contraiu os lábios em algo que parecia um sorriso, mas saiu apenas uma careta.

Choi Pablo riu alto. "Ah, meu Deus. Você é mais fofo do que eu antecipei. Eu deveria ter tirado suas fotos antes. No entanto, esse sorriso não vai funcionar… apenas sorria de verdade."

"Eu não sei como", disse Jun.

Pablo suspirou. "Então, pense em algo que você realmente gosta, algo que te deixa feliz."

Algo que deixava Jun feliz?

Mei Ling, claro.

Mas então, seria meio estranho sorrir tão significativamente para sua irmã. Além disso, tanto quanto Mei Ling fazia Jun feliz, pensar nela agora só o deixava… triste.

Então, ele procurou em sua mente algo que realmente o fizesse feliz.

Quando foi a última vez que ele sorriu de verdade?

Então, uma coisa vermelha e mole começou a se instalar em sua mente.

Um bala BenBen?

Com esse pensamento, um pequeno sorriso começou a aparecer em seu rosto.

Choi Pablo observou a cena diante dele com espanto.

Tão fofo! Jun parecia uma criança inocente quando sorria!

Pablo rapidamente capturou a cena, fazendo Jun sair de seus pensamentos.

"Bom", exclamou Pablo. "Isso foi bom. Posso fazer algo com essa foto."

Jun assentiu, aliviado por não ter que se forçar a sorrir mais.

"Vamos com uma emoção diferente agora. Faça uma cara feroz", instruiu Pablo. "Pense em alguém que você realmente odeia."

Agora, esse comando era mais fácil para Jun.

Havia muitas pessoas que ele odiava — Alex, Hyunwoo, Lin Zhi, Bo Wen.

Mas se estamos falando de um ódio profundo… então só poderia ser uma pessoa.

Seu chefe.

Enquanto seus pensamentos eram consumidos por seu chefe — aquele bastardo sem rosto —, ele olhou fundo para a câmera.

Choi Pablo ficou atordoado por um momento.

Essa expressão… ele nunca tinha visto antes.

Nas profundezas de seu olhar, uma tempestade se formava, e um abismo de emoções se desdobrava. Choi Pablo, cativado pela intensidade crua que emanava dos olhos daquele homem, ficou maravilhado. Ele havia testemunhado inúmeros rostos em sua carreira, mas essa era uma emoção que nunca tinha visto antes — um turbilhão de emoções girava dentro daqueles olhos. Não era apenas raiva; era a manifestação de um rancor profundo e antigo, enterrado há muito tempo.

Com mãos trêmulas e o coração de um artista em chamas, Pablo agarrou o momento. O clique do obturador, como a pincelada de um mestre pintor, capturou a obra-prima — gravada na raiva, pintada na dor e esculpida pelos recessos mais profundos da alma. Naquele instante fugaz, eles imortalizaram uma emoção que transcendia o ordinário, criando uma fotografia que para sempre sussurraria os segredos do olhar assombrado do homem.

"Mi perfecto", sussurrou Pablo.


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