De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

Capítulo 103

De Bandido a Idol: Transmigrando para um Reality de Sobrevivência

"Que nome ridículo", retrucou Akira. "Que diabos é um FlufferNutter? E você acabou de dizer que a June vai 'gozar'?"

"Quero ver isso", disse Jangmoon.

"Aê?", exclamou Jisung.

"Cala a boca", disse C-Jay. "Não é como se você conseguisse inventar um nome melhor. Você gosta, né, June?"

"Não", respondeu June secamente.

"Eu imaginava", C-Jay sorriu. "Então, vamos ao que interessa. Como vamos fazer isso?"

Enquanto Jisung, C-Jay, Jangmoon e Akira se reuniam em volta de June, a conveniência se tornou repentinamente um centro de sugestões absurdas.

C-Jay gesticulava dramaticamente, os olhos brilhando de entusiasmo. "Eu digo que os desafiamos para uma batalha de dança! Mostramos a eles que não podemos ser intimidados na pista de dança!"

Jangmoon levantou uma sobrancelha, sua expressão cética. "Batalha de dança? Estamos em um filme brega dos anos 80?"

Jangmoon se inclinou, sua voz conspiratória. "E se contratarmos uma equipe de pombos treinados para voar em formação, soletrando 'June é inocente'?"

Akira não conseguiu deixar de rir do absurdo da ideia. "É, porque nada grita 'inocência' como pombos com faixas."

Jisung, sempre o otimista sentimental, bateu as mãos. "Eu tenho! Vamos escrever uma balada comovente sobre a injustiça da situação e apresentá-la no Navel Live!"

Akira inclinou a cabeça, um sorriso divertido nos lábios. "Você quer que a gente vire ativistas cantores agora?"

"Vocês são impossíveis", disse June, massageando a ponte do nariz.

Akira riu, batendo nas costas de June. "Acho que a melhor coisa que podemos fazer é encontrar mais informações sobre o que realmente aconteceu. Você tem certeza de que não se lembra do que aconteceu?"

"Eu apaguei", disse June, sem revelar nada. "Deve ter sido um momento traumatizante."

Parecia que eles estavam convencidos, já que pararam de fazer mais perguntas.

"Tudo bem", disse C-Jay. "Então, você conhece alguém de antigamente que possa te ajudar a se lembrar do passado?"

"Não", disse June secamente. "Não tenho nada agora."

Um suspiro coletivo foi ouvido na loja, e C-Jay se deixou cair no balcão.

"Então, eu também não sei por onde começar", disse ele. Ele viu um vislumbre da garrafa verde cintilante e a pegou rapidamente. "Por que a gente não bebe para esquecer?"

"To dentro", disse Jangmoon. "Mas tem alguma outra marca de soju por aqui? A atriz dessa garrafa acabou sendo parte dos nossos inimigos. Bem, ela *era* parte deles... mas o sangue dela ainda corre com os genes deles!"

June franziu a testa, pegando a garrafa da mão de C-Jay. Era Hana, a mulher que ele já tinha encontrado duas vezes.

"Hana?", perguntou June. "Ela é atriz?"

Os quatro o olharam como se ele tivesse crescido três cabeças.

"Não, a palhaça de circo", riu Akira. "Sim, a atriz! Como você pode saber o nome dela, mas não a profissão?"

June deu de ombros. "Não sei. Achei que ela era só uma modelo de soju, já que ela aparece aqui de vez em quando."

Novamente, ele não obteve resposta do grupo de rapazes.

"O quê?", perguntou June.

"É oficial", Jangmoon riu, incrédulo. "Você pirou, mano. Hana Lim é uma celebridade A-list. Por que ela estaria parada em um lugar como este?"

"É verdade", disse June. "Ela até passou aqui hoje de manhã e conversou comigo."

Todos se aproximaram em meio a risos, lágrimas escorrendo pelos rostos.

"Certo. Não se empolgue muito, irmão", disse Jangmoon, batendo nos joelhos. "Sabemos que você é bonito, mas alguém como Hana Lim nem olharia na nossa direção."

June suspirou cansado. "Tudo bem. Acredite no que quiser acreditar. Mas por que o C-Jay disse que a Hana tem o sangue do inimigo?"

"Você tá por fora", disse C-Jay. "E você quer que a gente acredite que você realmente a conheceu?"

"Só me diga."

"Antes de Hana Lim se tornar atriz, ela treinou como ídolo... em Phoenix."


Depois de um longo dia de trabalho, Hana finalmente se jogou no sofá macio de seu luxuoso apartamento. Hana estava vestindo shorts desgastados, uma camiseta larga promocional e óculos de leitura grossos. A lingerie também estava velha.

Discuta o quanto quiser, mas roupa íntima nova é uma droga.

Um sorriso surgiu em seu rosto enquanto sua mente se detinha no encontro na conveniência.

O jovem, que parecia bonitinho e rebelde ao mesmo tempo, continuou a tratá-la com uma atitude despreocupada. Era revigorante encontrar alguém que não a reconhecia como a famosa atriz que ela era.

Hana não sabia por que se sentia tão atraída pelo funcionário, cujo nome ela nem sabia. No entanto, antes mesmo que percebesse, ela se viu voltando à conveniência de tempos em tempos, na esperança de encontrá-lo novamente. Além disso, a conveniência vendia produtos por um preço muito menor do que o supermercado.

Então, sua mente divagou para a pessoa do seu passado — aquela de quem ela se lembrou quando falou com o cara da conveniência pela primeira vez —, a pessoa que trazia profunda tristeza sempre que pensava nele.

Era estranho. Os dois eram tão diferentes. Mas Hana conseguia sentir a sinceridade em suas atitudes.

Ela tentou afastar esses pensamentos, já que não o via há muito tempo. O dia de hoje era para ser sua fuga do mundo implacável da fama e do trabalho sem fim.

Ela estava atualmente filmando um drama de época, e tinha sido o processo de filmagem mais exaustivo que ela já havia feito.

Esta semana era uma chance rara para ela relaxar e fazer o que quisesse antes de ser escravizada pela exigente agenda de filmagens, então ela queria aproveitar ao máximo.

Enquanto colocava batatas fritas gordurosas na boca, ligou a TV e passou por inúmeros canais. No entanto, para sua decepção, nada parecia ser atraente para assistir.

Um concurso de confeitaria, mas com crianças.

Um concurso de modelos, mas com crianças.

Um filme de simulação de zumbis... estrelado por crianças.

Hana suspirou frustrada, já que todos eles envolviam crianças de alguma forma.

Suspirando, Hana pegou o controle remoto e começou a navegar pelos canais que normalmente não assistia; ela hesitou ao chegar em um canal que geralmente apresentava programas relacionados a ídolos — Azure.

Desde que deixou Phoenix e se aposentou de ser trainee de ídolo, ela havia se distanciado propositalmente de tudo que se assemelhava à sua vida anterior.

No entanto, a curiosidade a dominou, e ela se acomodou no canal.

'Estrelas em Ascensão' estava escrito no canto. Hana estava familiarizada com o programa. Claro que estava. Ela teria que estar vivendo debaixo de uma pedra para não reconhecer o famoso programa.

Ela também sabia que estava no ar, mas ficou longe do programa porque sabia do envolvimento das duas trainees da Phoenix — Alex e Hyunwoo.

Hana fez uma careta ao se lembrar daqueles dois. Até mesmo seus nomes deixavam um gosto amargo em sua boca.

Seu humor piorou ainda mais quando Alex apareceu na tela, aparentemente escolhendo uma música para esta missão em particular.

Hana clicou a língua e estava prestes a desligar a TV quando de repente viu uma pessoa de aparência familiar.

Ela parou e entreabriu os olhos, esperando que a câmera focasse novamente naquela pessoa.

Então, aconteceu.

Iluminado em sua televisão de alta definição estava June com uma expressão indiferente no rosto.

"Choi Joon-ho?"

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