
Capítulo 332
Casamento Predatório
Lágrimas escorriam pelo seu rosto, em meio a um prazer intenso. A saliva esguichava de sua boca, mas ela não conseguia fechá-la, incapaz de conter seus gemidos. Ishakan sugava seus lábios.
“Ahhh… Ishakan!”
Leah estava tão tomada pela paixão que mal conseguia falar direito. Sem parar, implorava que ele diminuísse o ritmo, mas Ishakan não parava. Ele a atormentava até que ela gemia como um animal selvagem, toda a sua vergonha esquecida.
“Ai, eu, eu amo…!”
Ishakan a beijou ao ouvir aquelas palavras, puxando levemente seus mamilos com os dedos. Mesmo sem a penetração forte, a sensação era deliciosa; suas estocadas firmes a faziam perder a cabeça.
Ela sentiu o membro dele pulsando dentro dela, e Leah se apertou nele, contraindo suas paredes internas para estimulá-lo. Sentiu o corpo dele enrijecer atrás dela, e seus dentes se cravaram na nuca.
Aquela pequena dor só acirrava seu prazer. Leah tremia à beira do orgasmo, e seu bumbum se movia involuntariamente contra ele. Seus braços fortes a envolveram, e Ishakan gemeu em seu ouvido.
“Leah…”
Dentro dela, um calor pegajoso explodiu de repente, e Leah gritou o nome dele.
“Ahhh… ahhh, Isha!”
Seu corpo estremeceu enquanto ela atingia o clímax.
“……”
Lembrando-se daquele momento, Leah tampou a boca com a mão. Depois daquele encontro, ela não conseguira se aproximar de um espelho por um bom tempo. Toda vez que olhava para um espelho, lembrava-se daquela visão de si mesma e do olhar nos olhos de Ishakan. A fazia tremer.
A lembrança também provocava uma sensação de formigamento em sua barriga, e Leah suspirou. Talvez ela também tivesse sangue de besta em suas veias. Era a única explicação para pensar tanto em sexo.
Vagando brevemente pelos seus aposentos, Leah passou pela porta de vidro que dava para a varanda, para se refrescar sem precisar sair para um passeio tão tarde da noite.
Mas nem isso a distraía. Só a fazia lembrar das visitas de Ishakan no meio da noite. O tilintar das pedrinhas arremessadas contra a porta de vidro, o homem que entrava em seu quarto como se fosse dele. O estranho intruso que havia ultrapassado todos os limites e acabava por tomar posse de seu coração.
Ela não conseguia parar de pensar nele. Sua ausência era insuportável, como um vento frio soprando em seu coração.
A mão pressionada contra o peito, Leah foi até o closet e pegou uma camisa de dentro. Era uma de Ishakan.
Leah a abraçou com força, depois se enfiou no closet, pegando mais roupas, faminta pelo cheiro dele. Empilhando-as na cama, deitou-se entre elas, respirando o leve aroma de tabaco, o cheiro inconfundível do corpo de Ishakan. O cheiro a fez arrepiar. Leah esfregou o rosto nas roupas dele.
Ishakan a tinha ensinado a se masturbar, mas ela nunca o fazia sozinha. Não apenas porque tinha vergonha, mas porque nem sentia vontade sem ele.
Como preferia reprimir o desejo sexual que Ishakan tanto se esforçara para despertar nela, Leah não teve escolha a não ser esperar por ele, e torcer para que ele voltasse para casa o mais rápido possível. Ela fechou os olhos.
“Ishakan…” Suspirou ela pensativamente.
E então ela congelou. Teve a sensação de que estava sendo observada, de algum lugar. Seu quarto era um dos lugares mais restritos do palácio. Nem mesmo Mura poderia entrar sem permissão depois que Leah ia para a cama.
Arrepiou-se toda. Rapidamente, Leah sentou-se e olhou ao redor, prendendo a respiração. Olhos dourados brilhavam no escuro. Ele a observava como se a estivesse saboreando com os olhos.
Ela soltou o ar que prendia.
“Oh…” Murmurou ela, enquanto seu coração começava a acelerar.
“Eu estava me perguntando o que minha esposa estava fazendo enquanto eu estava fora.” Ishakan sorriu. “Nunca teria imaginado uma recepção tão calorosa.”