Casamento Predatório

Capítulo 249

Casamento Predatório

Ishakan mostrou os dentes ao ouvir as palavras e seus olhos escureceram friamente. Leah não sabia o que fazer, enquanto os sons ficavam cada vez mais explícitos.

“Ah, ali, hmm… Vossa Majestade…”

“Leah… ahh, Leah…”

Os sons se intensificaram rapidamente do lado de fora da porta, e ficou claro que Blain e a mulher estavam fazendo sexo no corredor.

Agora Leah entendia por que não havia nenhum servo vagando pelos corredores da mansão do Conde Weddleton. Se houvesse a chance do Rei estar fazendo essas coisas, eles não seriam permitidos lá fora.

Os gemidos altos ecoavam pelos corredores silenciosos, e Leah queria tapar os ouvidos. Era horrível ouvir outra mulher fingindo ser ela enquanto fazia sexo com Blain.

“Ah, vadia, aperta mais forte, Leah…!”

Blain disse as palavras vulgares usando o nome de Leah para outra mulher, e pela primeira vez, ela percebeu o que Blain sentia: uma mistura de amor e ódio, e um profundo sentimento de inferioridade, envolto em um desejo de subjugá-la. Era tudo o que ele queria: tê-la sob seu controle.

“Leah… hmm, ahh…”

O som de seus gemidos a deixava com uma intensa repulsa. Mas não havia tempo para isso a atormentar. Quanto mais alto Blain ficava lá fora, mais feroz ficava a expressão de Ishakan. Ele parecia furioso o suficiente para arrombar a porta a qualquer segundo, mas se fossem descobertos, não haveria sentido em ameaçar o Conde. Leah agarrou a barra da camisa dele, olhando-o suplicante.

Seus olhos dourados amoleceram um pouco, mas Blain não tinha intenção de facilitar as coisas.

“Ahh, inferno, Leah…”

A mulher gritou descontroladamente.

“Ahh, mais, Vossa Majestade… entre, Leah!”

O corpo de Ishakan tremeu, e Leah acariciou sua mão. Suspirando, ele retirou a mão que cobria sua boca.

“Eu nunca fiz nada com Blain”, sussurrou ela. Ela estava preocupada que ele pudesse interpretar mal, e pensar que ela havia feito sexo com Blain. Ishakan apenas sorriu para a explicação.

“Eu sei. Se ele tivesse te tratado daquele jeito…” Seus olhos queimaram na direção da porta, um olhar que deixava claro que, em sua mente, ele já havia arrancado a garganta de Blain. “…ele não estaria vivo.”

“……”

Os lábios de Leah se comprimiram, e enquanto Ishakan a abraçava mais forte, ela se agarrou a ele. Parte de sua mente ainda estava presa a Blain, e a vontade de correr para ele quando ele a chamava ainda estava lá. Mas ela conseguia suportar, porque estava com Ishakan. Mesmo naquele lugar apertado e escuro, seus olhos irradiavam uma luz tão brilhante.

Quando ela ouviu os gemidos altos lá fora, e o som de carne batendo uma na outra, Leah só se imaginou na cama com Ishakan. Ela não conseguia se lembrar das coisas que havia feito com ele, durante aquele período que não conseguia mais lembrar. Agora, ela não conseguia se lembrar de ter tido relações sexuais de verdade. E todo o sexo que ela tinha visto até agora era tão nojento, até mesmo a cena acontecendo logo ali do lado de fora da porta era repugnante para ela, e tudo o que ela conseguia fazer era suportar.

Mas com Ishakan, tudo era diferente. Ela ansiava por tocá-lo de uma forma que nunca tinha sentido antes, mesmo quando estava obcecada por Blain. Ela não sentia repulsa ou desconforto quando fazia coisas sexuais com Ishakan. Tudo parecia bom, e se eles realmente fizessem sexo…

Com certeza seria ainda melhor.

“No que você está pensando?”, Ishakan murmurou, seus olhos se estreitando. “Com uma expressão tão safada…”

Leah hesitou.

“Estou pensando em você”, respondeu ela francamente, e passou a mão pelo pescoço dele e se ergueu na ponta dos pés para beijá-lo. Ela foi a primeira a pressionar sua língua entre os lábios dele, entre seus dentes afiados, como os dentes de uma fera.

Seus olhos se fecharam enquanto suas línguas se acariciavam. Ela amava tanto que seu corpo inteiro tremia de prazer. Ela realmente teve que sufocar o gemido que quase escapou, para que Blain não os descobrisse do outro lado da porta.

Mas ela queria fazer mais do que isso. O desejo por ele a atormentava. Ela devia ter se tornado pervertida. Leah lambeu seus lábios úmidos, sentindo o gosto de sua saliva.

“Eu só quero fazer isso com você”, murmurou ela, sua voz tremendo de nervos. “Eu não quero que ninguém mais me toque. Sempre… só com você.”

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