
Capítulo 179
Casamento Predatório
A voz dele estava diferente do normal. Leah apertou a mão sobre a dor no peito. Para lhe dar uma resposta, ela precisava primeiro lhe dar a flor que estava em seus lábios.
Ajoelhada diante de Ishakan, ela inclinou a cabeça como Mura havia lhe dito, aproximando a boca da dele. Ele inclinou levemente a cabeça e tomou a flor em uma só mordida, engolindo-a em seguida. Então, ele se lançou sobre ela.
“Ah…”
Finalmente ela conseguiu falar, e o primeiro som que produziu foi um gemido ao receber o beijo apaixonado dele. Mas ele não podia fazer mais nada por causa das correntes. Seus lábios se separaram, mostrando os dentes em descontentamento, e ele descansou a cabeça no pescoço de Leah.
Ele cheirava fortemente a álcool.
“Você bebeu muito?” Leah perguntou, tomando seu rosto cuidadosamente em suas mãos.
“Ha…” Ishakan suspirou fundo. “Os Kurkans me fizeram beber. Como se quisessem que eu ficasse bêbado…” Como anfitrião, ele não podia recusar as bebidas alcoólicas oferecidas por seus convidados, então havia bebido tudo o que lhe ofereceram. Ele havia aguentado bastante tempo antes de ficar bêbado.
Leah o examinou cuidadosamente. Sua túnica vermelha era da mesma cor que seu vestido e lhe caía bem. O rosto de Ishakan se moveu em direção ao dela, interrompendo sua admiração.
“Vamos fazer de novo.”
Sentada sobre suas coxas, eles se beijaram profundamente. Eles poderiam ter continuado para sempre se Leah não tivesse sido distraída pelo constante barulho das correntes.
“Ishakan, espera um minuto…” Leah respirou fundo, inspecionando as correntes que o prendiam. “Você está bem? Não está te machucando?”
Ele não estava apenas amarrado, mas também vendado. Sua boca se abriu ao ver todas as amarras. Era mesmo necessário tudo isso? Ela não queria que ele sofresse.
Mas mesmo enquanto pensava nisso, ele riu baixinho. Com certeza ele havia permitido que o amarrassem. Mesmo bêbado, eles não teriam conseguido amarrar Ishakan assim se ele não tivesse permitido.
Ishakan sacudiu a cabeça como se estivesse tentando limpá-la e lambeu os lábios.
“Você está usando o vestido vermelho?”
“Sim. É da mesma cor da sua túnica.”
“Entendo. Consigo ouvir os sinos.”
“Os sinos… estão nas joias.”
“Onde? Nos pulsos?”
“Nos pulsos e nos tornozelos.”
“Deve ficar lindo.”
Leah tocou o tecido vermelho que cobria os olhos de Ishakan.
“Se eu tirar isso…”
“É melhor não,” Ishakan disse secamente. Sua voz amoleceu. “Também sinto sua falta, Leah. Mas quero que nossa primeira noite de núpcias seja segura.”
As palavras a fizeram corar. Hesitando, Leah envolveu os braços em seus ombros, e Ishakan soltou um suspiro.
As nuvens se afastaram. O luar clareou. Ela se lembrou da outra noite que passou com ele quando a lua estava cheia. Suas lembranças daquela noite estavam tão cheias de paixão que a envergonhava pensar nela.
E Ishakan parecia ainda mais excitado do que naquela noite. Sua masculinidade estava firmemente ereta, sobressaindo-se no tecido de sua túnica.
Eles a haviam avisado que ele não fumava tabaco há uma semana. Era para aliviar temporariamente seus efeitos, para que ele permanecesse mais fiel aos seus instintos. Entre a lua cheia e o álcool, sua tolerância estava drasticamente reduzida.
Pelo bem de Ishakan, ela precisava fazer algo.
Ela já havia se decidido e agarrou a bainha do seu corpete quando ele falou.
“Você pode tirar suas roupas?” ele perguntou, como se já soubesse o que ela ia fazer, mesmo vendado. “Pelo menos a parte de cima. Vou lamber seus seios.”
Afrouxando as fitas e os pequenos botões que suas damas de companhia haviam tão habilmente prendido, seu corpete caiu. As joias tilintaram ao atingirem o chão. Ela se sentiu nervosa com o ar batendo em sua pele nua, e seus mamilos enrijeceram com o leve frio.
Sentada em suas coxas, ela segurou seus seios em suas mãos para facilitar para Ishakan, que estava amarrado, embora fosse embaraçoso tocar sua própria carne macia dessa maneira. A cabeça de Ishakan se inclinou enquanto ele lentamente lambia seu pescoço. Ele esfregou o rosto contra seu seio e seus mamilos endureceram em antecipação. Ela podia sentir-se ficando molhada, mesmo que ele não a tivesse tocado ali.
Ruidosamente, ele começou a lamber e chupar seus mamilos, seus dentes afiados mordendo a ponto de doer. No quarto escuro e silencioso, não havia outro som a ser ouvido além do ruído de seus lábios e língua.
“Agora, a roupa de baixo,” ele sussurrou.