
Capítulo 167
Casamento Predatório
Os bárbaros haviam dito descaradamente que sequestrariam a Princesa Leah. Parecia perfeitamente possível. Eram seguidores do antigo Rei bárbaro e conheciam a estrutura interna do palácio real. Eles haviam sugerido que Byun Gyeongbaek levasse seus homens ao deserto para encontrá-los, enquanto os outros kurkans perseguiam os sequestradores da Princesa. Eles os levariam para uma armadilha.
Byun Gyeongbaek, tolamente, concordara em fazer exatamente isso. Ele não sabia que os sequestradores tinham um motivo oculto. Eles levariam seus perseguidores até Byun Gyeongbaek, mas depois continuariam fugindo com a Princesa.
Ele reunira o máximo de tropas possível para marchar imediatamente para o deserto. O comandante de seus cavaleiros se opusera veementemente à ideia, mas Byun Gyeongbaek insistira. Ele tinha certeza de que soldados civilizados derrotariam facilmente os bárbaros se os enfrentassem adequadamente.
Mas ele se arrependeu quase assim que começaram a marcha. Ele queria ter a Princesa em seus braços o mais rápido possível, mas a natureza selvagem era cruel. Era a primeira vez que ficava no deserto por dias seguidos, e embora fosse carregado por seus atendentes, as rápidas mudanças de temperatura eram insuportáveis.
Naquela noite não foi diferente. No céu noturno, as estrelas fluíam como um rio, uma visão magnífica, mas Byun Gyeongbaek estava encolhido em sua tenda.
Ele estava de saco cheio do deserto. Ele nem mesmo queria olhar para ele novamente. Adormeceu murmurando impropérios.
“……?”
No final da noite, ele acordou sobressaltado. Estava muito frio dentro de sua tenda. O braseiro havia se apagado, e a lamparina estava apagada. Sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Na tenda escura, ele se levantou e tentou sair às pressas, mas…
Algo o atingiu na nuca, e ele caiu na escuridão.
Quando recobrou a consciência, estava sentado em uma cadeira de madeira dura, amarrado tão firmemente que sentia como se seu sangue não estivesse circulando corretamente. Seus olhos estavam vendados, mas ele não estava amordaçado. Enquanto se contorcia, tentando desesperadamente se libertar, sentiu a presença de outra pessoa.
“Quem é você?” Ele gritou desesperadamente. Seus lábios estavam secos. “Eu lhe darei todo o dinheiro que quiser…”
Quando a venda sobre seus olhos foi removida, ele ficou atônito.
“Faz tempo, Byun Gyeongbaek”, disse o homem arrogantemente. “Você deveria ter agradecido por não ter tido notícias minhas. Por que está fazendo coisas desnecessárias? Está me fazendo notar você.”
“Você, Ishakan…!” Byun Gyeongbaek olhou rapidamente ao redor. Ele não reconhecia aquela tenda. Ele havia partido para sequestrar a Princesa e acabava de ser sequestrado. Ele não conseguia acreditar. A fúria o consumia.
“Mas não é comigo que você vai falar hoje”, continuou Ishakan calmamente enquanto Byun Gyeongbaek puxava suas amarras. A porta de lona da tenda se abriu e uma mulher entrou.
Os olhos de Byun Gyeongbaek se arregalaram.
Seu rosto era fresco como uma flor em plena floração. Seus olhos pareciam mais vívidos do que nunca, brilhantes como ametistas. Ela estava cheia de vitalidade, e suas bochechas tinham cor, como pêssegos.
“Byun Gyeongbaek.” Ela disse lentamente.
“Princesa…?” Ele murmurou, perplexo.
***
Ishakan falara sobre sequestrar Byun Gyeongbaek como se fosse uma excursão noturna. Seu comportamento era inacreditável.
“Qual o sentido de sequestrá-lo…?”
“É um presente”, respondeu Ishakan com naturalidade. “Posso matá-lo ou mantê-lo vivo, como quiser…” Ele sussurrou com um sorriso. “Vou fazer isso.”
Olhando em seus olhos dourados e brilhantes, Leah compreendeu suas intenções. O que ele pretendia alcançar era bastante simples. Ele queria a confiança dela.
Embora ele a tivesse levado para o deserto, ele sabia que ela estava ansiosa e instável. A Rainha era o maior problema, mas isso não podia ser resolvido ainda. Então, Ishakan estava dando um exemplo com Byun Gyeongbaek para provar que ele podia protegê-la.
Ishakan nunca hesitou. Se ela pedisse que matasse Byun Gyeongbaek, ele cortaria sua garganta e lhe traria a cabeça.
Mas ela não o queria apenas morto. A morte não era suficiente para pagar por tudo o que ele havia feito. Antes de morrer, ela o faria pagar.
***
“……”
Byun Gyeongbaek olhou de Ishakan para Leah e vice-versa.
“Você não tem um relacionamento com esse bárbaro, tem?” ele perguntou de repente.
Leah não precisava responder. Seu silêncio falava por si.
“Com uma besta inferior?!” Ele gritou furiosamente. A cadeira de madeira rangeu com sua luta violenta, mas as cordas apertadas não se afrouxaram. Elas apenas arranhavam sua pele. “Você nem sabe”, disse ele através dos dentes cerrados. “Ele era um escravo!”
“……!”