Casamento Predatório

Capítulo 161

Casamento Predatório

Uma brisa morna soprava suavemente sob a luz do sol enquanto Leah esperava por sua resposta, com o perfume fresco das peônias próximas perfumando o ar.

Ishakan a observava em silêncio, os olhos arregalados, e a ansiedade a consumia. O coração batia forte com o medo de que ele a recusasse. Agora que ela havia dito, não conseguia entender como Ishakan conseguira lhe dizer algo tão assustador, e várias vezes. Estava tão nervosa que sentia como se o coração fosse explodir. Leah franziu os lábios.

“…Ahh.” Ishakan suspirou. “Realmente…você é muito imprevisível…”

Sua mão acariciou seu rosto e ele tomou a peônia de sua mão trêmula. O olhar dele era firme enquanto ele se inclinava lentamente para beijá-la. Os olhos de Leah se fecharam enquanto ela prendia a respiração inconscientemente em antecipação. Seus lábios tocaram os dela. Ele os roçou levemente e, lentamente, aprofundou o beijo, deslizando brevemente a língua na boca dela para saboreá-la, depois se retraindo para beijá-la apaixonadamente.

Leah se agarrou ao corpo dele, aceitando-o por inteiro. Um gemido suave escapou dele enquanto ele a beijava, tão apaixonadamente que ela se inclinou para trás, como se fosse cair. Ofégante, Leah se afastou.

“Oh, espera…”

Ela estava preocupada que alguém pudesse vê-los, mas assim que ele teve certeza de que ela havia recuperado o fôlego, Ishakan a beijou novamente, suas mãos acariciando-a por todo o corpo. Parecia que eles iam completar a cota de beijos agora.

Leah afastou os lábios novamente.

“Isha, Ishakan…!”

Ishakan pareceu se recompor um pouco, mas não a largou. Ele virou a cabeça, esfregando o rosto em seu pescoço até que ela ficou toda arrepiada.

“Nós deveríamos ter um casamento”, murmurou ele. “Convidar todo mundo do deserto e fazer uma festa realmente animada…”

Lentamente, ele levantou a cabeça, seus olhos dourados tão cheios de felicidade que Leah não pôde deixar de sorrir. Ela ficou feliz por conseguir fazê-lo tão feliz.

Quando foi a última vez que ela sorriu assim? Ela nem conseguia se lembrar. Surpreso, Ishakan tocou seus lábios sorridentes com a ponta dos dedos. Ele nunca a tinha visto com um sorriso tão radiante.

Ele não conseguiu resistir a beijá-la novamente.

“Minha noiva”, sussurrou ele.

Ele tinha o direito de chamá-la assim agora, mas ela ainda se sentia envergonhada. Em vez de falar, ela mordeu levemente seu lábio inferior. Ele se abaixou sobre ela novamente, mordendo seus lábios levemente, mas parou rapidamente, preocupado que seus lábios pudessem inchar.

“Vamos almoçar.” Ele segurava Leah em um braço e a peônia no outro. “Para ter uma cerimônia de casamento, você precisa comer como uma Kurkan hoje.”

Leah inclinou o rosto para o céu. Pela posição do sol, parecia um pouco cedo para o almoço, e muito cedo para alguém que deveria estar trabalhando. Ishakan a olhou de soslaio, os olhos semicerrados.

“Ahh, foi um dia de muito trabalho”, disse ele irônico. E, já que eles se encontraram cedo, ele se ofereceu para mostrá-la seu escritório. Leah disse estar muito curiosa.

A caminhada até o escritório foi muito mais tranquila. Quando ela estava com Genin, havia Kurkans realmente se escondendo nos arbustos, mas agora ela não via nenhum deles. Parecia que todos haviam fugido, com medo de Ishakan. Amanhã, ela deveria cumprimentá-los, pensou Leah, abraçando Ishakan enquanto ele a carregava para o escritório.

Parecia completamente diferente do quarto. Não havia cortinas dividindo o espaço; era completamente aberto e decorado de forma esparsa, exceto por uma grande espada curva em exposição. A bainha era decorada com ouro e jóias.

Diante de uma série de janelas arqueadas ficava uma mesa, e Ishakan se sentou ali, segurando Leah em seu colo e afastando grosseiramente todos os papéis espalhados. Todos eles estavam escritos em Kurkan. Leah pegou um pedaço de papel em branco.

“Como você escreve seu nome?” ela perguntou.

Ishakan pegou uma pena para escrever, e Leah olhou atentamente para o nome, escrito cuidadosamente em letras grandes. Sua pena era grande demais para sua mão pequena, mas ela copiou seu nome desajeitadamente.

“Originalmente, meu nome era Isha”, disse Ishakan de repente enquanto a observava escrever.

Ela nunca tinha sabido disso. Leah pousou a pena e o olhou.

“O Kan que recebi depois de me tornar Rei.”

Rei era uma sílaba adicionada ao final do nome, uma espécie de título honorífico. Suavemente, Leah pronunciou seu nome original.

“Isha…” Ele riu. “Agora ninguém pode me chamar por esse nome.”


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