
Capítulo 158
Casamento Predatório
Ela dormiu profundamente, sem pesadelos. Leah acordou sentindo-se revigorada, embora tenha se assustado um pouco ao abrir os olhos. O ambiente era desconhecido, mas havia também um par de braços envolvendo seu corpo, abraçando-a por trás. A respiração suave do homem lhe fazia cócegas na orelha e, embora estivesse apenas com um fino camisolão e parcialmente coberta pelo cobertor, ela não sentia frio.
“……”
Leah abriu a boca para falar, mas reconsiderou. Após um momento de incerteza, mordeu o lábio e tentou cautelosamente se afastar. Suas mãos pareciam muito brancas em comparação com a pele bronzeada dos braços dele.
“……!”
Assim que ela ia se afastar, as mãos que a envolviam pela cintura e barriga subiram por seus seios. Ao suspiro de espanto de Leah, ele acariciou seus seios e beijou a nuca. Sua voz grave falou:
“Você já está acordada?”
Ishakan estava sorrindo para ela quando ela se virou, os olhos levemente travessos.
“Quanto… tempo eu dormi?”
“Um pouco mais de um dia.”
Felizmente, ela não havia dormido por vários dias dessa vez. Lentamente, ela assentiu. Seus olhos dourados a fitavam, avaliando-a. Ela ainda parecia um pouco sonolenta.
Ishakan lambeu os lábios. Seu olhar se moveu para seus seios, seus mamilos se projetando através do fino camisolão. Quando ela o viu olhando, Leah os cobriu com as mãos.
Resmungando descontente, ele se levantou, pegou um cântaro próximo para beber um pouco de água e, em seguida, ofereceu a Leah. Era uma coisa inconcebível, beber diretamente de um cântaro, contrário a todas as maneiras estianas, mas Leah levou-o aos lábios. Essas coisas não importavam. Ela não estava mais em Estia.
O fluxo de água descendo por sua garganta seca foi refrescante. Assim que terminou, Ishakan a beijou e abraçou, mordendo seus lábios.
“A partir de hoje, temos que nos beijar cinco vezes por dia”, sussurrou ele.
“Cinco vezes…?”
“É obrigatório, Leah”, disse ele suavemente. Leah assentiu automaticamente, ainda um pouco atordoada. “Parece que meus fluidos corporais ajudam em seus feitiços.”
“……?”
“Você não pode fazer isso todos os dias, certo? É por isso que temos que nos beijar.” Ele passou os dedos suavemente sobre seus lábios. “Claro, se você quiser, posso fazer isso todos os dias para te ajudar.”
Não ia ser legal, ela ainda estava dolorida da última vez. Se eles fizessem sexo todas as noites, ela realmente poderia morrer. Ishakan sorriu para sua expressão de reprovação. Naquele momento, houve uma batida educada na porta.
“Mestre Ishakan. É urgente.” O som da voz fez Ishakan franzir a testa, e ele estalou a língua ao se levantar da cama.
“Não poderei tomar café da manhã com você. Mandarei comida com o Genin, você precisa comer. Se quiser, podemos almoçar juntos mais tarde.”
Ishakan vestiu um roupão e então se abaixou para beijar sua testa, depois seu nariz e, finalmente, seus lábios.
“Eu queria ficar com você.” Seus olhos se arregalaram, e ele sorriu. “Mas não pode ser evitado.”
Ele segurou suas bochechas com as duas mãos.
“Estou ocupado preparando um presente para você.”