Casamento Predatório

Capítulo 156

Casamento Predatório

A princesa de Estia havia sido sequestrada pelo rei bárbaro.

As desgraças de uma pessoa tão importante eram o tipo de fofoca que a sociedade mais apreciava. Todo mundo comentava sobre a princesa, os bárbaros e Byun Gyeongbaek, que havia perdido sua noiva.

Falavam sobre o quão humilhante devia ter sido o tratamento da bela princesa entre aqueles bárbaros grosseiros, cada boato mais escandaloso que o anterior. O caos no palácio real piorava a cada dia.

“Se as coisas continuarem assim, o país realmente vai quebrar”, suspirou o Conde Valtein. O Ministro das Finanças, Laurent, sentado em frente, ecoou seu suspiro, e a Condessa Melissa tomou seu chá em silêncio.

As três pessoas mais próximas da princesa haviam se reunido em seu antigo palácio para tomar chá depois de perderem sua "chefe". Embora já fizesse tempo que não se encontravam, o clima era sóbrio. Tudo estava em polvorosa.

No dia do sequestro, o Príncipe Herdeiro Blain imediatamente iniciou a perseguição com os cavaleiros reais. Mas a perseguição desorganizada e frenética só resultou na perda de um número considerável de cavaleiros quando foram atacados à noite.

Byun Gyeongbaek, enfurecido por ter perdido sua futura esposa, atacou a família real. Eles tiveram que devolver o dote que ele havia pago pela princesa, e se sentiram aliviados por ele não ter pedido uma indenização. Ele jurou nunca deixar os bárbaros em paz.

Surpreendentemente, no entanto, ele concordou que, se a princesa fosse resgatada dos bárbaros, ele ainda a desposaria. Foi chocante, considerando que ela certamente já havia perdido a virgindade. As pessoas o elogiaram por sua generosidade, mas aqueles que conheciam a princesa sabiam que ele estava fazendo isso apenas por si mesmo.

A Condessa Melissa pousou sua xícara de chá.

“Sinceramente, eu gostaria que a princesa ficasse com os Kurkans”, disse ela firmemente.

“Senhora…!” O Conde Valtein a encarou surpreso.

“Apesar da rudeza dos Kurkans, eles foram bons para a princesa”, ela disse firmemente. “Além disso, se a princesa voltasse para Estia…”

Sua voz se apagou em um murmúrio triste.

“Ela só carregará um fardo maior do que antes.”

“……”

Nenhum deles conseguiu contestar suas palavras. Por um tempo, os três se sentaram em um silêncio sombrio.

Os mecanismos políticos da família real mal funcionavam, e parecia que poderiam parar a qualquer momento. Byun Gyeongbaek estava causando problemas entre os nobres, aumentando a pressão sobre a família real a cada dia.

Parecia que a casa real inevitavelmente ruína. Sem os esforços da princesa, era apenas uma questão de tempo. O Ministro das Finanças, Laurent, balançou a cabeça.

“Mas não sei o que a Rainha está pensando”, disse ele de repente.

Todos eles conheciam sua astúcia e seu amor obsessivo por seu filho. A única coisa em sua mente era o dia em que o Príncipe Herdeiro ascenderia ao trono. Mas era estranho que ela ficasse parada enquanto o país estava desmoronando. E o Príncipe, conhecido por seu mau humor, não havia feito nada após a perseguição fracassada da princesa.

Todos eles não tinham feito nada, como se tivessem outros planos.

“Na verdade, acho que a Rainha tem se comportado de forma estranha. Vocês sabiam que todas as flores no jardim do Palácio da Rainha murcharam…”

A Condessa Melissa franziu a testa com suas palavras e baixou os olhos pensativamente.

“Pensando bem, ultimamente há muitos novos servos no palácio real”, disse ela. “Ouvi dizer que a Rainha os escolheu, mas ninguém sabe de onde eles vieram. Eles não têm nenhuma educação.”

As novas pessoas haviam virado a hierarquia do palácio real de cabeça para baixo. Era tudo o que as servas e damas de companhia estavam comentando. Ouvindo, o Conde Valtein tamborilou os dedos na mesa ansiosamente.

“Este ainda é um boato sem fundamento”, começou ele abruptamente. Ele olhou para ambos. “Dizem que a Rainha está deixando Tomari entrar no palácio…”

Os olhos de ambos se arregalaram ao pensarem o que isso significava, mas houve um barulho repentino lá fora e a porta se abriu com força. Uma dama de companhia de rosto vermelho estava gritando sem fôlego.

“Sua Majestade…!”

Os três se levantaram de suas cadeiras ao mesmo tempo, compartilhando o mesmo medo, a mesma terrível suspeita. A voz da dama tremia.

“Sua Majestade… está morto.”

O Rei havia morrido inesperada e repentinamente.

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