
Capítulo 148
Casamento Predatório
Ela sabia disso. Também tinha certeza de que se recuperaria.
“Mas você disse que levaria dez anos…”, sussurrou ela. Teria que viver dez anos com a angústia de saber que poderia matá-lo.
Ishakan se abaixou lentamente, seu corpo grande a cobrindo completamente, ilustrando a diferença no tamanho de seus corpos. Instintivamente, ela tentou se encolher, mas as algemas em seus pulsos a impediram de se afastar.
“Nesses dez anos?”, perguntou Ishakan, sorrindo maliciosamente. “Você está preocupada que eu morra em suas mãos?”
Ela piscou. Agora entendia o que ele quis dizer quando a chamou de ingênua. Leah examinou o homem à sua frente. Ela estava pálida e magra, mas ele era bronzeado e musculoso. O medo cravado em seu coração como agulhas desapareceu. Leah o olhou com olhos trêmulos.
“Eu…”
Então ela pediu algo a mais a ele.
“Me dê um beijo.”
Os olhos de Ishakan se curvaram.
“Eu ia mesmo.”
Lentamente, seus lábios se tocaram. Ele mordeu seus lábios suavemente e deslizou sua língua para dentro. Um calor que ela havia esquecido surgiu em sua barriga. Ela soltou um pequeno gemido, seus braços se levantando para tentar abraçá-lo, mas em vez disso, suas correntes tilintaram.
Era o mesmo som que assombrava seus sonhos e até mesmo sua realidade em alucinações auditivas, mas agora não a assustava. Ela estava com Ishakan.
Eles se beijaram, compartilhando seu calor. Se encarando sem desviar o olhar, esfregando e sugando as línguas um do outro. À medida que o beijo se intensificava, seu corpo esquentava completamente.
Seus lábios se separaram com um barulho úmido, suas respirações quentes ofegantes juntas. Ishakan olhou para ela com os olhos semi-cerrados.
“Eu quero…” Leah sussurrou hesitante, e os cantos de sua boca se curvaram.
“O quê?” Ele perguntou com um sorriso.
“Eu quero fazer isso com você.”
Ela queria estar completamente em seu domínio. Ela queria se sentir protegida ao seu lado, como Leah, não como a marionete de Cerdina. Ela não conseguia abraçá-lo com as mãos, então, em vez disso, tentou beijar suavemente sua bochecha. Mas como seus lábios não alcançavam, ela mordeu o lado de seu queixo.
Nem mesmo uma mordida marcou sua pele dura. Ela delicadamente lambeu seu queixo.
“Coloque dentro de mim…”, disse ela hesitantemente. Ela se sentiu muito envergonhada ao dizer isso. Ela gostaria de poder falar com mais fluência, mais sedutoramente, mas não tinha talento para isso. Leah mordeu o lábio.
Mesmo enquanto se envergonhava de sua própria ousadia, Ishakan ficou imóvel, olhando intensamente para ela, seus olhos dourados brilhando tão intensamente que ela sentiu uma onda de déjà vu.
“…Eu sempre penso nisso.” Ele sussurrou. “Se o sangue animal dentro de mim fosse mais denso, você estaria em apuros.”
Lentamente, suas mãos percorreram seu corpo. Passando por seu decote, ele acariciou levemente seus mamilos, visíveis sob sua fina camisola. Suas mãos deslizaram por suas coxas até suas panturrilhas e agarraram seus tornozelos, levantando seus tornozelos algemados. Ishakan deslizou um travesseiro sob sua cintura e lambeu os lábios.
“Se eu seguisse meus impulsos, você estaria dolorida agora”, murmurou ele.
A parte de baixo de sua camisola estilo Kurkan deslizou para baixo, uma peça fina com um cordão na cintura que a deixava completamente descoberta. Atrasadamente, ela se lembrou de que não estava usando roupas íntimas.
Olhando entre suas pernas, Ishakan mordeu seus tornozelos em volta das algemas, deixando marcas em sua pele branca.
“Vamos fazer isso antes de colocar para dentro”, disse ele, e empurrou sua masculinidade entre suas coxas.