
Capítulo 171
Superstar From Age 0
Park Young-jin olhou nervosamente para os lados.
Estava no meio de uma estrada rural, onde carros e pessoas eram raridade.
Não fazia ideia de para qual direção ir.
O cinegrafista e o estagiário mais novo da produção riram da situação de Park Young-jin.
— Não acredito que fiquei para trás! Fiquei para trás!! — exclamou ele.
Park Young-jin, que nem conseguia começar a andar, parecia lastimável.
Ou talvez aquilo fizesse parte do plano.
O estagiário logo lhe disse a direção do local de filmagem.
Park Young-jin começou a caminhar naquela direção.
Uma estrada sem carros nem pessoas.
Park Young-jin suspirou com a desolação do lugar.
— Quanto tempo vai levar? — perguntou-se.
— Mais ou menos duas horas a pé.
— Por favor, alguém, passa por aqui! — suplicou.
Park Young-jin juntou as mãos e fez uma prece.
Depois de caminhar um pouco, sua oração pareceu ser atendida.
Ele ouviu o barulho de um carro vindo de trás.
Ao contrário de Park Young-jin, que se animou, o estagiário pareceu desapontado e se virou.
— É um carro! Posso pedir uma carona?
— Sim.
— Vocês não estão muito tristes?!
Park Young-jin e os outros dois pararam na beira da estrada e esperaram pelo carro.
— Por favor, que haja um lugar vago.
Park Young-jin arregalou os olhos ao ver um carro bem grande.
Um ônibus de turismo, que ele nunca esperaria ver nessa estrada de interior.
E parecia que tinha mais de um.
Ônibus de turismo e carros os seguindo.
Os três piscaram os olhos, confusos.
Então, a janela do banco do motorista do primeiro ônibus de turismo desceu.
— O que vocês estão fazendo aqui? Oh? Você não é o Park Young-jin?
— Sim. Olá. Estou filmando para o Walking Man agora. Posso pegar uma carona?
— Espere um minuto.
O motorista parou o carro e levantou-se do banco para ir para o fundo.
O estagiário sussurrou para Park Young-jin:
— Você acha que é um tour de grupo?
— Talvez.
Enquanto isso, o cinegrafista filmava os carros atrás do ônibus de turismo com sua câmera.
Dois ônibus e um micro-ônibus, e um carro preto que parecia caro mesmo à primeira vista.
— Hyung, aquele carro não é um carro de luxo?
— Hã?
Park Young-jin se virou ao chamado do cinegrafista.
O carro parecia familiar. Onde ele tinha visto aquilo? Enquanto Park Young-jin estava prestes a se lembrar, o motorista disse:
— Tudo bem.
— Nossa! Obrigado! Onde eu devo entrar?
— No ônibus de turismo, no micro-ônibus atrás dele, ou no último carro.
O motorista sorriu para a pergunta de Park Young-jin.
— Você pode entrar no último carro.
— Certo! Muito obrigado!
Park Young-jin caminhou feliz até o fim da fila.
O estagiário e o cinegrafista também o seguiram sorrindo.
— Quando fizemos a pré-pesquisa, não tinha nenhum carro passando por aqui.
— Eu te disse que sou sortudo!
— Verdade. Eu preciso ligar para o diretor. Podemos chegar mais cedo que o esperado.
O estagiário tirou seu celular quando chegaram à porta do último carro.
Park Young-jin ficou inclinando a cabeça.
— Esse carro parece tão familiar…
— Parece que só existem poucos iguais na Coréia.
— É isso que eu estou dizendo. Já vi ele na vida real, não em uma foto… Onde?!
Quando Park Young-jin estava prestes a continuar, ele se lembrou de onde tinha visto aquele carro.
— Isso! Impossível!
Ele ficou chocado como se tivesse visto um fantasma.
O cinegrafista, que estava filmando o rosto de Park Young-jin, virou a cabeça e rapidamente apontou sua câmera para o carro.
A porta do carro preto deslizou para abrir.
Sob o sol brilhante, alguém saiu do carro.
O cinegrafista se assustou e sua câmera tremeu.
Park Young-jin reconheceu o rosto e gritou:
— É verdade! O carro do Seo-jun!
— Ahaha. Olá!
O riso alegre de Seo-jun foi ouvido.
O estagiário, que estava falando com o diretor ao telefone, se virou ao barulho.
— Sim. Diretor. Podemos chegar mais cedo que…
E ali, ele viu o rosto de um ator que nunca pensou que veria ali.
Enquanto o estagiário encarava Seo-jun e Park Young-jin se cumprimentando, o diretor do outro lado do telefone perguntou a ele:
— Então você acha que chegará mais cedo? Ou não?
Diretor
— O quê?
— Tiramos a sorte grande.
— O quê? Por quê?
— O Hyung pegou uma carona com alguém,
— Então vocês chegarão cedo. Preciso ajustar a agenda…
— O dono do carro é o Lee Seo-jun.
— ?? O quê?
— Lee Seo-jun. O ator Lee Seo-jun!
O diretor, que havia parado por alguns segundos para processar as palavras do estagiário, gritou como uma banshee.
A carona de Seo-jun e Park Young-jin não durou muito.
Eles tiveram que se separar em um desvio na estrada porque tinham destinos diferentes.
Nosan-gun está tramando algo com Geumseong-daegun.
O governador apareceu com um remédio e disse algo, mas Danjong não ouviu.
Danjong olhou fixamente para o remédio. O remédio negro parecia água fria em um sonho.
O governador terminou suas palavras e deu alguns passos para trás.
Ele tinha ouvido os rumores que circulavam no palácio.
Todos mantinham a boca fechada, mas sabiam.
A história de como seu tio havia deposto seu sobrinho e tomado seu lugar.
Ele sentiu que estava fazendo algo errado ao dar o remédio a Danjong, que havia sido um rei legítimo.
Ele se lembrou das palavras daqueles que haviam tremido de medo, dizendo que ele seria punido pelo céu por desobedecer ao rei do céu.
Um silêncio pesado caiu sobre Gwanpungheon.
Os olhos de todos estavam em Seo-jun.
No silêncio onde até o canto dos pássaros desapareceu…
Os músculos faciais de Seo-jun se moveram lentamente.
O remédio negro subiu lentamente dos pés de Danjong.
Ele sentiu como se estivesse afundando em um pântano viscoso.
Ele não conseguia sair.
Ele sentiu seus pés ficando frios e ficou com medo.
Ele havia antecipado e se preparado para este dia desde que deixou o palácio. Mas era apenas um pensamento.
A morte que ele viu com seus próprios olhos era assustadora o suficiente para deixá-lo enjoado.
— Por que eu tenho que morrer? — questionou-se Danjong.
Os olhos de Danjong estavam cheios de medo e dúvida.
— Por que meu avô confiou a regência ao meu tio?
— Não era proibido desde os tempos antigos dar um cargo a um parente que poderia ser o maior inimigo do rei?
— Por que meu pai morreu tão cedo? Se ele tivesse vivido um pouco mais, um pouco mais, e me guiado…
Danjong mordeu o lábio. Seus olhos estavam cheios de ressentimento e raiva.
— Por que eu não consegui fugir? Se eu tivesse fugido com Kim Naegwan, eu poderia ter vivido. Eu queria viver mais também.
— Qual é o dever do rei? Quais são as pessoas?
Ele queria se revoltar contra tudo.
— Por que eu tenho que cuidar das pessoas? Por que eu tenho que passar por isso?
Danjong fechou os olhos com força.
— Eu deveria ter ignorado as pessoas e fugido!
— Não.
Seu rosto tenso relaxou lentamente.
— Não. Isso era mentira.
Danjong amava seu povo e seu país. Ele queria ser um grande rei como seu avô e seu pai.
Ele não tinha muito poder, mas havia feito tudo o que podia com sua vida.
Ele arriscou sua vida para impedir a rebelião de Suyang, e não fugiu para proteger as pessoas inocentes.
Danjong…
Ele havia feito o seu melhor como rei.
Danjong sorriu suavemente e olhou para o céu.
— Não fiz bem?
Naquele momento, Kim Naegwan e Kangdol começaram a chorar sem saber.
Ouvindo os gritos das pessoas que o amavam, Danjong lentamente estendeu a mão para o remédio.
— Corta, ok!
Antes que a mão de Seo-jun tocasse a tigela do remédio, o diretor amigável gritou “corta”.
Ao ouvir aquele som, Seo-jun piscou os olhos e parou a mão no ar.
O assistente de direção correu e pegou o remédio como um gavião pegando sua presa.
— Hã, o que está acontecendo?
Seo-jun inclinou a cabeça enquanto olhava para a mesa vazia.
— Eu não deveria ter tomado o remédio?
— Não, você não precisa. O roteiro dizia isso, mas acho melhor parar por aqui.
— Não era bom para o público ficar muito imerso no filme.
— Especialmente se fosse morte.
O diretor sabia o equilíbrio certo.
Seo-jun pareceu desapontado com suas palavras.
— Mas aquilo estava delicioso…
Parecia preto e sem apetite, mas a coca-cola e o chocolate também.
Seo-jun decidiu perguntar mais tarde como fazer.
Enquanto isso, a equipe e os atores estavam enxugando suas lágrimas.
— Se ele tivesse tomado o remédio, nós teríamos chorado rios de lágrimas.
— Assistente de direção. Ótimo!
— Aquele garoto tomando veneno…
— Eu ouvi dizer que ele foi estrangulado por um servo.
— O quê?!
Todos ficaram surpresos com as palavras da equipe.
— Existem muitas histórias sobre a morte de Danjong. Existem teorias de veneno, teorias de suicídio, teorias de assassinato.
— Que pena.
Park Wonyul enxugou as lágrimas com um lenço.
Lee Jiseok também fungou o nariz.
— Dizem que você chora mais quando fica velho.
— Todo mundo está chorando. Do que você está falando? É por causa da atuação do Seo-jun,
— É. Ele expressou raiva, ressentimento, dúvida, tudo com apenas o rosto. Ele é realmente um ator incrível.
— Certo?
Lee Jiseok sorriu como se também tivesse sido elogiado.
Seo-jun se juntou à conversa deles.
Ele tinha uma garrafa térmica na mão.
Ele havia pedido à equipe a receita do veneno falso e recebeu uma garrafa térmica inteira de chá de limão de Anh Da Ho, que tinha o nariz vermelho.
— Bem, chá de limão também é bom.
— Professor. Você quer um pouco de chá de limão?
— Claro. Parece bom.
— E eu?
— Espere um pouco.
Seo-jun entregou a ele uma xícara de chá de limão e sentou-se ao lado deles, tomando seu chá de limão.
Park Wonyul sorriu e disse:
— Essa é a última filmagem?
— Sim. Se não houver filmagens adicionais, esta é a última.
— Então vamos dar o nosso melhor até o fim.
E assim, a filmagem em Yeongwol, o local de exílio de Danjong, chegou ao fim.