The Martial Unity

Volume 19 - Capítulo 1813

The Martial Unity

Rui estava no centro do campo de batalha.

Seus olhos estavam fechados.

Diante dele estavam os cinco Mestres Marciais designados para supervisionar a luta.

Eles aguardavam o Guardião do Portão.

Eles aguardavam sua chegada.

VMMMM…

A terra ao redor deles tremeu levemente.

Rui abriu os olhos.

Seu instinto formigou.

Um poder profundo irradiava de algum ponto distante atrás dele.

Era diferente do poder dos Reinos Superiores.

Era menos contido.

Faltava a sofisticação de uma Mente Marcial que obscurecia a profundidade de seu poder. A Mente Marcial empoderava profundamente a proeza de combate, mas sua profundidade não era tão fácil de compreender ou perceber.

Não inspirava tanto medo bruto.

Afinal, não se pode temer o que se desconhece.

Isso era diferente.

Todo humano e toda besta, toda criatura, toda forma de vida, senciente ou não, entendia.

Todos entendiam o poder da fisicalidade.

Entendiam o poder do tamanho.

Entendiam o poder do peso.

A evolução darwiniana há muito tempo incorporou muitos sistemas psicogenéticos de avaliação de perigo no cérebro, todos centrados na fisicalidade.

Isso suscitava a pergunta.

Quanto medo inspiraria um Artista Marcial que pudesse abalar o céu e a terra a cada passo?

TROMBADA

Rui estava prestes a descobrir.

“Cheguei.”

A profundidade da voz do Guardião do Portão comoveu os corações daqueles que a ouviram.

Rui se virou, contemplando o homem-behemoth parado diante dele.

O próprio ar fervilhava.

Fervilhava sob a pressão da fisicalidade.

Crepitava sob o peso da mente.

Perigo, quase sem limites para o Reino Superior, irradiava da dupla coletivamente.

“Hooo…” Um murmúrio escapou do Guardião do Portão enquanto ele contemplava os olhos de Rui.

Ele contemplou o vazio infinito que se agitava nas profundezas dos olhos negros como breu de Rui.

Uma única palavra escapou de sua boca.

“Magnifico.”

Uma intensa profundidade entrou nos olhos de Sir Armstrong.

“Deveras, você é digno.”

TROMBADA

As próprias terras tremeram.

Tremeram sob o peso da emoção do Guardião do Portão.

“Não procuro mais atrasos.”

TUM

Um único passo do homem gigantesco como uma montanha causou uma onda de choque sísmica que irradiou pelas terras sob eles. Ele enfiou o punho direito ao lado enquanto ele se contraía de poder.

TROMBADA

Uma quantidade inimaginável de poder.

Sua esquerda pairando diante dele, servindo como guarda. Suas pernas estavam parcialmente divididas, com uma quantidade igual de peso dividida entre elas.

Um tsunami de perigo horrível irradiou dele.

Envolveu Rui, os supervisores e os espectadores.

Envolveu o próprio mundo.

Envolveu o próprio mundo em sua profundidade insondável.

Ameaçava esmagar Rui. Ameaçava consumi-lo inteiro. Ameaçava lhe dar a morte.

Ainda assim, uma única pergunta escapou de sua boca.

“Por que você luta?”

Rui olhou para o Guardião do Portão com uma serenidade tranquila.

O Guardião do Portão estreitou os olhos.

“Você se recusou a servir como campeão desde que deixou a linha de frente de Kandria”, continuou Rui. “Por que você luta agora? O que há nesse duelo que o conquistou como campeão?”

Rui fechou os olhos. “Não consigo imaginar que Raijun obteve sua aprovação ou seu respeito. Não consigo imaginar que qualquer oferta ou ameaça que ele pudesse ter feito teria comovido seu coração.”

Ele abriu os olhos.

Eles se fixaram nos do Guardião do Portão.

A escuridão infinita dentro deles se agitou.

“…Se não for Raijun, então só pode haver uma razão.”

Seus olhos se estreitaram. “Eu.”

O Guardião do Portão olhou para ele em silêncio.

“Por que você luta?”

Sir Armstrong fechou os olhos, soltando um suspiro suave.

Ele os abriu.

“Lamentei a revelação de sua realeza.”

Rui aguçou os olhos com essas palavras.

“Lamentei que Rael tivesse escolhido revelar sua linhagem real.”

A profundidade de sua voz transmitia tristeza e arrependimento.

“Temi que você fosse seduzido pelo poder do trono.”

Seus olhos se fixaram profundamente nos de Rui. “Temi que você abandonasse o caminho que teria trilhado se isso não tivesse acontecido. E quando você declarou sua campanha pelo trono, meus medos se concretizaram. Mas…”

Ele apertou o punho mais forte. “…Tive a oportunidade de evitar uma catástrofe.”

A profundidade nos olhos de Rui se intensificou. “Catástrofe?”

“Catástrofe”, afirmou o Guardião do Portão. “Percebi o quanto você é um milagre de Artista Marcial depois que consegui integrar sua técnica de Dor Faminta na configuração do meu Corpo Marcial.”

Os olhos de Rui se arregalaram de choque. “…O quê?”

Um pequeno sorriso surgiu no rosto do Guardião do Portão. “Não foi fácil, mas consegui dominar seu poder de uma maneira semelhante aos Corpos Marciais que nascem com seu poder embutido.”

Ele fechou os olhos. “Tenho minha gratidão, Rui Quarrier Kandria, por elevar meu Corpo Marcial a um nível superior de poder. Expressarei minha gratidão a você derrotando você neste duelo.”

Ele abriu os olhos.

Eles brilharam com poder.

Eles se fixaram nos olhos de Rui.

“Não posso permitir que a catástrofe de sua ascensão ao trono aconteça.”

Sua voz ficou mais forte.

“Ao contemplar você, estou ainda mais convencido desta verdade.”

Ele estreitou os olhos.

“A Era da Arte Marcial precisa de você, Rui Quarrier Kandria.”

TROMBADA!

As próprias terras ao redor deles tremeram.

“Precisa muito de você. Muito para permitir que você desperdice seu Caminho Marcial no topo do trono.”

Seu corpo transbordava de energia. Seus músculos tremiam de poder. Sua postura irradiava perigo.

“Então,” ele rosnou. “Você terminou de enrolar?”

Um sorriso surgiu no rosto de Rui. “Era tão óbvio?”

“Transparente”, o Guardião do Portão estreitou os olhos. “Permitir isso é um sinal da minha gratidão por sua contribuição ao poder que você pessoalmente experimen-”

Ele congelou quando um turbilhão de perigo irrompeu de Rui.

Seus olhos se aguçaram enquanto ele contemplava os de Rui.

Ele viu apenas uma coisa.

Uma escuridão sem fim.

Um vazio.

Um que buscava consumir o mundo inteiro.

PASSO

Rui assumiu sua posição. Dois punhos estavam posicionados diante dele, enquanto suas pernas estavam centralizadas, balançando levemente.

“Estou pronto.”

O Guardião do Portão fechou os olhos.

“Seja como for.”

Esse foi o sinal.

“Comecem!” Os supervisores iniciaram a batalha.

BOOM!!!!!

O inferno se soltou.

Comentários