
Volume 18 - Capítulo 1780
The Martial Unity
Um silêncio pesado pairou no ar.
“…Vossa Alteza”, sussurrou o Sábio Sayfeel. “Você pensa… que eu quero que ele morra?”
Seu olhar cravou-se nos olhos de Rui.
“…Você pensa que eu *não* quero que ele viva?”
Sua voz tremeu levemente.
“Você pensa que sua doença… seu destino me agrada?”
Ele sacudiu a cabeça.
“Você está errado.”
Virou-se para Rui, encontrando seu olhar.
“Foi a vontade dele que você ascenda ao trono.”
Rui estreitou os olhos. “Eu rejeitei sua vontade.”
O Sábio Sayfeel fechou os olhos. “E o que você fará quando falhar?”
Rui o encarou.
O homem abriu os olhos. Seu olhar penetrante fixou-se nos de Rui.
“…Se você falhar, você ascenderá ao trono?”
Um momento de silêncio pairou.
Era ensurdecedor.
Os dois artistas marciais se encararam.
O ar parecia ferver.
Ferver, tenso pelo peso da crescente tensão.
“…Se eu concordar, você me ajudará?” O tom de Rui era claro como água cristalina. “Você pode me ajudar?”
Ele olhou para o Sábio com olhos esperançosos.
Ele não sabia do que o Sábio Marcial era capaz.
Na verdade, ele não sabia do que os Sábios Marciais, em geral, eram capazes. Ele não tinha conhecimento completo da extensão do poder do Reino Mestre e certamente não possuía informações de primeira mão.
O Sábio Sayfeel fechou os olhos. “Nem mesmo o poder do Reino Sábio pode alcançar o que você busca em seu prazo.”
A resignação tomou conta de Rui.
Mas o Sábio Marcial não havia terminado.
“…O poder do Reino Sábio pode não ser suficiente, mas…” a voz do Sábio Sayfeel subiu. “Um poder rival do Reino Transcendente pode adiar o destino do Imperador.”
Os olhos de Rui se arregalaram de choque. “…O quê?!”
O ar formigou.
Esquentou a pele.
“O que você quer dizer?” Rui sussurrou.
“O Imperador recusou essa opção enquanto estava consciente, pois a considerava indigna de usar um recurso tão poderoso para simplesmente adiar o inevitável, não para evitá-lo”, a voz do Sábio tornou-se severa. “A Topázio do Tempo é uma substância esotérica Transcendente que possui o poder de manipular o fluxo do tempo.”
“O quê?!” Rui tremeu onde estava. “Tal coisa existe?!”
“Existe”, afirmou o Sábio Sayfeel. “É um dos tesouros nacionais do Império Kandriano. Com seu poder, o destino do Imperador pode ser adiado de meio ano a cinco anos.”
Seus olhos se estreitaram. “No entanto, não é um recurso renovável. Uma vez usado, se transformará em pó. Uma vez usado, o Império Kandriano será privado desse tesouro.”
A expressão de Rui ficou séria.
Ele encontrou o olhar penetrante do Sábio Sayfeel. “…Você possui o poder de usar esse recurso Transcendente?”
“…Sim.”
“…O Imperador é mais precioso para você do que esse recurso?”
“Infinitamente.”
Nenhuma hesitação pôde ser percebida em sua voz.
“Então…” a voz de Rui se apagou enquanto ele encontrava o olhar penetrante do Sábio Marcial.
Sua mensagem estava clara.
“Você ainda não respondeu minha pergunta”, o Sábio Sayfeel estreitou os olhos. “O que você fará se falhar?”
“Eu disse que descobriria algo…”
“Não.” Os olhos do Sábio Sayfeel se arregalaram com intensidade.
O próprio ar parecia ferver.
Rui sentiu arrepios percorrerem sua pele com o simples gesto.
“Príncipe Rui Quarrier Kandria.”
O tom do Sábio tornou-se mais intenso.
“Se você falhar… você fará apenas uma coisa.”
Seus olhos se estreitaram.
“Você ascenderá ao trono.”
Suas palavras pesaram sobre Rui.
“Você usará a coroa.”
Pesaram sobre seu corpo.
“Você se tornará o Imperador de Kandria.”
Pesaram sobre sua alma.
A expressão de Rui ficou séria. “…E se eu me recusar?”
“Então eu não usarei a Topázio do Tempo para adiar o destino de Sua Majestade”, o tom do Sábio era inabalável. “Você terá que assistir Kandria queimar nas chamas de uma guerra que você poderia ter prevenido!”
Um momento de silêncio pairou.
O Sábio havia deixado sua escolha clara.
Seus olhos perfuravam os de Rui. “Então, Vossa Alteza, qual será?”
Rui o encarou.
E se ele recusasse a oferta?
Isso significaria que ele estaria de volta ao ponto de partida, de volta a onde estava antes, lutando para encontrar um candidato adequado para o trono. Procurando uma maneira de garantir que a guerra pelo trono terminasse e que quem quer que estivesse no trono não fosse um extremista que jogaria o Império em desordem e guerra civil.
Era um beco sem saída.
Ele havia tentado todas as opções. Nenhum dos sete membros da realeza possuía a harmonia necessária para ascender ao trono, e nenhum dos outros membros da realeza possuía a competência para ser Imperador ou Imperatriz.
Ele havia feito sua escolha, e ele não deveria ascender ao trono.
Não havia caminho a seguir.
O Império Kandriano simplesmente encontraria uma morte inevitável.
No entanto, se ele aceitasse a oferta e tivesse sucesso, ele seria capaz de desfazer essa bagunça completamente.
O Imperador da Harmonia seria curado pelo Médico Divino.
E tudo voltaria ao que era.
No entanto.
“…Se eu falhar…” sussurrou ele.
“Se você falhar, você se tornará Imperador”, o Sábio Sayfeel o encarou. “Esse é o custo da minha cooperação.”
Rui fechou os olhos.
O silêncio pairou no ar.
O Sábio Sayfeel encarou o Príncipe Final intensamente.
Só quando Rui abriu os olhos, encontrando seu olhar com determinação, uma única palavra escapou de sua boca.
“Feito.”
Ele tomou sua decisão.
Se ele tivesse sucesso, ele seria capaz de resolver todos os problemas de sua vida.
Seu pai voltaria.
A guerra seria sufocada.
A paz de sua família não seria perturbada.
No entanto, se ele falhasse…
“Se eu falhar…” a voz de Rui se intensificou. “Eu, Rui Quarrier Kandria, juro solenemente ascender ao trono como o terceiro Imperador de Kandria se eu falhar em salvar a vida do Imperador Rael, apesar de seu prolongamento com a Topázio do Tempo.”
Sua voz era clara e honesta.
Uma profunda sinceridade e seriedade pairavam em seu cerne.
O Sábio Sayfeel pôde sentir isso. Seus sentidos de nível Sábio eram incrivelmente poderosos, possuindo o poder de discernir com precisão a intenção de Rui.
A verdade era evidente.
Ele fechou os olhos.
“Assim seja.”