The Martial Unity

Volume 17 - Capítulo 1696

The Martial Unity

“Então deixa eu entender direito”, o Príncipe Rajak encarou a Princesa Ranea com os olhos arregalados de hostilidade.

Sua voz caiu para um sussurro.

“Vocês quatro, manifestações da imundície humana, tramaram um plano para atrapalhar aquele bastardo Raijun, matando Rui Quarrier, que vocês afirmam ser o responsável pela ascensão meteórica dele na campanha?”

“Mais ou menos”, respondeu a Princesa Ranea com olhar penetrante.

Estavam em um aposento mal iluminado, no fundo da terra.

Atrás de cada um, quatro guardas-costas Mestres Marciais estavam em alerta máximo, prontos para agir se seus pares do outro lado tentassem alguma coisa.

“…E vocês ousam vir a mim pedir ajuda?”

Seus olhos estavam vermelhos de raiva.

“…Mais ou menos”, repetiu a Princesa Ranea.

“Foi esperto da parte deles te escolher como representante da aliança de vocês”, a boca do Príncipe Rajak se curvou em ódio. “Já que você é uma das duas entre nós sete que não teve nada a ver com a morte da minha família.”

“…” Ela simplesmente o encarou em silêncio.

Era verdade.

Rajak não só nunca falaria amigavelmente com os outros três, como ativamente ordenaria a seus guardas que impedissem os guardas deles enquanto ele os mataria com suas próprias mãos, como Aprendiz Marcial.

“O que te faz pensar que Rui Quarrier é o responsável pelo crescimento do Príncipe Raijun?”

Ela jogou um documento contendo todas as informações que eles reuniram, que os levaram a concluir que, de fato, Rui Quarrier era o responsável pelo incrível progresso dele na campanha na União Marcial.

Os olhos do Príncipe do Submundo se estreitaram enquanto lia todas as informações, enquanto a Princesa Ranea esperava pacientemente.

Eles não tinham escolha a não ser passar por ele se quisessem uma cooperação sincera com a Máfia Schambiei.

“Hm”, o Príncipe Rajak fechou o documento, passando-o para um mordomo.

Ele juntou os dedos em forma de torre.

Seus olhos a perfuraram.

“O que eu ganho com isso?”

“Não me venha com essa conversa fiada”, ela resmungou. “Você ganha tanto quanto nós. Você pode odiar Randal, Raemina e Rafia, mas o fato é que você odeia a ideia de Raijun se tornar Imperador mais do que odeia a ideia de cooperar conosco por uma causa comum.”

Ela estreitou os olhos. “Ele estava lá. Embora jovem, os outros três confirmaram que o Príncipe Raijun ajudou no massacre da sua família.”

Os olhos de Rajak arderam de fúria incontrolável. “Vocês, imundos…”

“O homem que assassinou sua família está a caminho do trono”, disse a Princesa Ranea com voz fria. “O que você vai fazer a respeito?”

“ELES ASSASSINARAM MINHA FAMÍLIA TAMBÉM!”, ele berrou para ela.

“Sim, mas eles não estão chegando ao trono. Em quem você acha que deveria estar prestando atenção?”, a voz gelada da Princesa Ranea aplacou a raiva de Rajak.

“Vocês da Família Real…” a expressão do Príncipe Rajak se contorceu em nojo e ódio. “Cada um de vocês.”

“Nem todos nós somos maus, sabe?”, a Princesa Ranea teve a ousadia de sorrir. “Acho que devo agradecer a Raul por ser suficientemente santo para compensar o resto de nós.”

“Não ouse”, seu tom trêmulo a advertiu. “Não ouse invocá-lo.”

“Tanto faz”, ela resmungou. “Eu realmente não me importo com sua vingança. Entra ou sai?”

Ela o encarou com expressão calma e composta.

“Rui Quarrier…” a voz do Príncipe Rajak parecia ter voltado ao normal. “…é um bom homem. Ele não merece morrer.”

Ela não disse uma palavra em resposta.

Suas palavras podem ter soado preocupantes para sua agenda.

Mas seus olhos lhe diziam algo completamente diferente.

“Mas eu sei melhor do que ninguém…” ele continuou. “…como facilmente homens bons que não merecem morrer…morrem todos os dias.”

Ele encarou a foto de perfil de Rui nos documentos diante dele. “Se a morte dele for o preço a ser pago para manter aquele repugnante Suprematista Marcial longe do trono, então seja.”

“Ótimo”, ela acenou com a mão enquanto sua assistente colocava um documento grosso diante dela. “Isso contém todas as informações de que você precisará, incluindo destinatários, quantia, entrega do valor principal e juros, bem como um meio de comunicação seguro para coordenação.”

Ele simplesmente a encarou em silêncio enquanto sua assistente aceitava o documento.

“Prazer em fazer negócios com você”, ela se levantou, o observando até o fim. “Dê meus cumprimentos a Don Schambiei.”

“Espere.”

A voz do Príncipe Rajak ecoou pela câmara subterrânea.

A Princesa Ranea parou, voltando-se para ele enquanto encontrava seu olhar em silêncio.

“Eu posso concordar em ajudar a matá-lo, mas só isso”, seus olhos dourados fervilhavam de raiva.

“O que isso significa?”

“O Orfanato”, seus olhos se intensificaram.

Ele irradiava uma aura mortal de nível Aprendiz. “É melhor vocês não arranharem nem um fio de cabelo de ninguém naquele orfanato.”

“Temos toda a intenção de ficar longe”, ela observou calmamente. “As circunstâncias são tais que é prejudicial às nossas agendas fazer qualquer coisa a eles.”

Seu olhar se intensificou.

Um silêncio agudo ecoou pela sala por alguns segundos.

“Hmph, saia”, ele rosnou.

Ela nem se deu ao trabalho de retribuir a fala. Ela deixou o complexo subterrâneo, protegida por sua equipe de segurança de nível Mestre.

O Príncipe Rajak, por outro lado, estava impassível.

Fisicamente, pelo menos.

Sua expressão estava enrugada de nojo, ódio e frustração.

Ele não queria ter que conspirar com aqueles que tinham massacrado sua família. Só de pensar nisso ele sentia um profundo nojo.

No entanto, ver seu meio-irmão odiado, que massacrou seu orfanato, ascender ao trono era ainda mais horrível para ele.

Nos últimos anos, ele havia ganhado um imenso poder como Príncipe do Submundo. Ele tinha a maior e mais poderosa facção entre as sete, antes das recentes explosões de sucesso na campanha de Raijun.

Mas apesar de todo esse poder sob seu comando, ele ainda não era forte o suficiente para matar aqueles que haviam conquistado seu ódio eterno. Não só isso, ele era tão fraco que foi forçado a cooperar com eles para deter outro que havia matado sua família.

BANG!

Ele estilhaçou a mesa diante dele em pedaços, rangendo os dentes.

“Só quando eu ascender ao trono eu terei o poder que preciso”, seus olhos brilharam de determinação.

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