
Volume 14 - Capítulo 1389
The Martial Unity
## Teoria 1389
Rui não sabia bem o que pensar do primeiro encontro com a Mestre Reina Cara. Ela havia quebrado completamente a imagem que ele — e quase todo mundo — tinha da lendária Sombra Silenciosa.
Ainda assim, ela era a coisa real. Nocautear manualmente todos na Ilha das Sombras momentos antes do ataque, como precaução extra para garantir que ninguém a visse, era um feito absurdo que Rui mal conseguia compreender.
Valia a pena participar de qualquer coisa que ela oferecesse a ele como assassino.
Ele a seguiu por um bom tempo pela vasta infraestrutura da organização Área Crina até que ela finalmente chegou a uma sala vazia.
No centro, havia uma escotilha no chão, que ela abriu prontamente com uma técnica respiratória.
Os olhos de Rui se arregalaram enquanto seus sentidos penetravam em uma enorme cavidade subterrânea para a qual a escotilha dava acesso. No entanto, ele não havia conseguido sentir a cavidade com seus sentidos normais. Não era que ela estivesse sendo bloqueada por substâncias esotéricas anti-sensoriais; ele teria sentido o bloqueio. Seus sentidos haviam percebido apenas rocha pura até que ela abriu a escotilha e revelou uma imensa gravidade subterrânea.
— Incrível, não é? — ela sorriu maliciosamente.
— Mas como...? — Rui murmurou.
— Na verdade, ela é revestida com uma substância esotérica que, para os sentidos, "age" como rocha sólida. — ela explicou. — Qualquer um abaixo de um certo nível que tente sentir a cavidade vai sentir apenas rocha. Está sendo disfarçada, não escondida. Você não vai acreditar o quanto foi difícil criar essa cavidade sem ninguém notar, mas é o lugar perfeito.
Rui estreitou os olhos, imerso em pensamentos. Era uma maneira incrível de esconder algo tão grande. Ele tinha um diploma que abrangia ciência de materiais esotéricos, então já havia ouvido falar de substâncias que distorciam a percepção da realidade, mas era a primeira vez que realmente se deparava com elas.
Ele a seguiu pelo buraco, praticando sky-walking até que chegaram ao chão.
— Tá-da! — a mulher idosa gesticulou com os braços. — O que você acha?
A cavidade subterrânea se revelou um espaço aberto notavelmente amplo, equipado com todo tipo de máquina esotérica até onde a vista alcançava. Era como uma super sala de treinamento.
— É incrível que você tenha conseguido fazer isso sem a Seita dos Mendigos descobrir. — Rui assentiu.
— Heh. — Ela sorriu maliciosamente com um toque de orgulho.
— Então, por onde começamos? — Rui perguntou. — Que tipo de técnica você vai me ensinar?
— Impaciente, não é? — ela repreendeu. — Antes de começarmos o treinamento, tenho algumas perguntas para você.
— Pergunte.
— Você já sabe a verdade sobre o Reino Mestre, não sabe? — ela perguntou com um olhar perspicaz.
— Não. — Rui negou com a cabeça.
— Sério? — Ela franziu as sobrancelhas, confusa.
— Sim.
— Hm, isso é estranho.
— Por que seria estranho? — Rui suspirou. — Você é a primeira Mestre Marcial que conheço desde que quebrei para o Reino Sênior.
Ela simplesmente o encarou com seus olhos insondáveis, penetrando em suas profundezas.
— Incrível.
— Você vai me informar sobre a quebra de nível para o Reino Mestre?
Ela o encarou por alguns momentos, antes de negar com a cabeça. — Não, decidi contra isso por enquanto. Há muitas coisas que preciso transmitir a você enquanto estiver aqui. Não posso tê-lo absorto em algo tão importante. Deixarei essa responsabilidade para outra pessoa. — Certo. — Rui suspirou. — O que você deseja me ensinar?
— Uma base sólida, entende? — ela observou. — Você já desenvolveu uma técnica de assassinato poderosa. No entanto, isso não significa que você seja um assassino completo. Você está mais próximo de um "pônei de um truque" que ainda não encontrou alguém realmente mais forte que você. Há muito mais na arte de matar do que ter uma técnica poderosa.
Rui franziu as sobrancelhas. Ele sabia que ela não estava errada. A Simpatia da Morte mal cobria todas as bases como assassino. Ele tinha muitas falhas em comparação com outros assassinos.
— Passar uma semana seguindo seu alvo à distância enquanto músicos tocam músicas com todos os tipos de notas perto deles para testar as respostas de seus corpos ao som… — Ela fez uma pausa, olhando para ele. — Você realmente acha que conseguirá fazer isso toda vez que quiser matar um alvo? Principalmente alvos poderosos, bem protegidos e encobertos? Hah, se a vida fosse tão conveniente.
Ela fez uma pausa. — A maioria dos indivíduos poderosos usa equipamentos de proteção clandestinos baseados em tecnologia esotérica que podem protegê-los continuamente. Artistas Marciais não fazem isso, é claro, já que geralmente não precisam, exceto em casos específicos como o seu. Foi por isso que você conseguiu se safar ao matá-los continuamente. Não apenas nenhum deles suspeitou que você os estava matando com uma técnica de nível Esquadrão verdadeiramente esotérica, mas nenhum deles tinha acesso a esse tipo de equipamento de proteção, mesmo que soubessem. É bastante raro e caro de adquirir.
Rui estreitou os olhos. — Isso é novidade para mim.
— Isso porque você nem mesmo tentou matar alguém poderoso. — ela respondeu. — O ponto que estou tentando destacar é que você criou a técnica para essas circunstâncias, e ela funciona bem nessas circunstâncias. Mas, uma vez que as circunstâncias mudam, sua técnica se torna menos eficaz e prática. Por um lado, você não deve subestimar os sentidos dos Sênior Marciais que estão perto do auge do Reino Sênior. Ficaria surpresa se você conseguisse se safar com eles do jeito que fez com a Ilha das Sombras.
Ela fez uma pausa antes de continuar. — Assassinato não é exclusivamente um campo de Arte Marcial, é um campo de operações que envolve muito mais do que Arte Marcial. Se você quer matar quem quer que seja, deve desenvolver a base do que é necessário. Dada a rapidez com que você desenvolveu uma técnica poderosa para matar os Sênior Marciais da Ilha das Sombras, você é adaptável o suficiente para construir sobre essa base e eliminar quem quiser, então isso deve ser suficiente.
Rui assentiu. — Certo, então, por onde começamos?
— A teoria vem antes da prática. Há coisas que você precisa saber antes de começarmos.