The Martial Unity

Volume 10 - Capítulo 902

The Martial Unity

Ele congelou.

Não apenas pelo que viu.

Mas também, o que viu exerceu tanta pressão em sua mente que exigiu um esforço físico real para mover o corpo para frente.

Não porque houvesse um campo de força o empurrando para trás, não. Mas porque seu instinto subconsciente de fugir do grave perigo era extremamente alto. Ele sabia que precisava sair dali o mais rápido possível.

Ainda assim, o que viu foi chocante.

Ele foi incapaz de desviar o olhar.

O que o afastava com medo também o puxava com choque.

Era como se essas duas emoções, puxando e empurrando sua mente, estivessem esmagando-a. Era doloroso em nível psicológico.

“(O que... é isso?)” Rui se perguntou com horror enquanto encarava o centro do piso da mina.

Era uma enorme e desorganizada massa de madeira e casca de árvore.

Sua metade superior estava conectada a uma multidão de raízes descendo de cima.

Sua metade inferior consistia em mais raízes do que a que Rui vira antes, alcançando os minérios brutos esotéricos por toda a mina.

Entre sua metade superior e inferior havia uma abertura que se abria enquanto os tentáculos jogavam grandes depósitos de minério não refinado para dentro, fechando-se depois que o minério caía. Rui sentiu um líquido chacoalhando dentro da “boca” assim que ela se fechava, dissolvendo lentamente o bloco de minério não refinado.

“(Isso é... uma boca?!)” Os olhos de Rui se arregalaram ao perceber o que estava acontecendo. “(As raízes não absorvem diretamente os depósitos de minério esotérico não refinado. Elas os alimentam para aquela... boca de raiz que absorve os depósitos de minério não refinado, refina-o e depois o envia para o resto da masmorra através das raízes que a conectam a toda a masmorra.)”

Rui estava completamente atônito com essa descoberta. “(A vegetação mutou não apenas em tamanho, mas também para absorver depósitos de minério não refinado de forma mais rápida e eficiente.)”

A boca de raiz tinha o tamanho de uma pequena montanha, cercada por uma cordilheira que era a mina. Só de olhar, ele sentia náuseas. Era grotesco e repugnante. No entanto, ele não conseguia deixar de observar com admiração enquanto ela erguia depósitos de minério esotérico do tamanho de um pequeno quarteirão com cada raiz. Só isso já dizia a Rui quanto poder ela tinha, dada a quantidade de raízes.

“Nenhum Escudeiro Marcial... Nenhum Escudeiro Marcial pode derrotar aquilo de frente... Isso está além do Reino de Escudeiro em poder de combate.” Rui balançou a cabeça.

Ele não conseguia imaginar nem mesmo os muitos Escudeiros Marciais que o Diácono Presidente havia reunido derrubando a Raiz da masmorra.

Na verdade, ele achava difícil imaginar a si mesmo não sendo aniquilado por ela. A escolha mais racional era simplesmente ignorá-la e fingir que ela não existia.

“(Mas eu realmente estaria limpando a masmorra se ignorar todo esse tesouro? Isso é basicamente um andar, e será tratado como tal por todos,)” Rui enxugou o suor da testa.

A pressão era mais cansativa do que um dia inteiro de trabalho árduo na masmorra. Ele nem mesmo havia a experimentado por mais de dez segundos em tempo real.

Por enquanto, ele só precisava ir embora.

Ele não queria ficar por perto por mais tempo.

Ele havia encontrado algumas descobertas profundas que mudaram sua visão da Masmorra Shionel.

A masmorra era realmente senciente?

Dado que sua Raiz era literalmente uma boca que engolia e digeria alimento? Ou talvez fosse como uma planta carnívora que podia consumir apesar de não possuir consciência?

Ele não sabia ao certo.

Talvez todas as masmorras fossem assim em sua Raiz? Talvez fosse necessário que as masmorras desenvolvessem tal mutação para acelerar seu acesso à nutrição.

Independentemente disso, o deixou com uma sensação bastante estranha dentro da Masmorra Shionel. Era uma sensação nova para ele. Normalmente, ele se sentia bastante confortável na Masmorra Shionel porque sabia que todas as outras criaturas não se sentiam. Assim, era bastante relaxante, a ponto de ele até conseguir tirar uma soneca na masmorra.

Agora, no entanto, ele se sentia bastante estranho na masmorra com as novas percepções que teve com as novas descobertas que vira.

Ele rapidamente voltou, passando várias horas na viagem enquanto navegava pela masmorra, antes de finalmente chegar a Kane.

“E aí,” Kane o cumprimentou com indiferença.

Havia uma enorme pilha de depósitos de minério esotérico que Kane havia reunido. Ele ainda não os colocara no anel porque não sabia quando Rui retornaria e, com toda a probabilidade, ficaria sem espaço se os mantivesse no anel o tempo todo.

“Como foi?” Kane ergueu uma sobrancelha. “Visto a cara longa, estou imaginando que você não encontrou um único andar, hein?”

Ele riu, batendo no ombro de Rui. “Esforço nota dez, mas a vida não é tão fácil, meu amigo. Vamos embora.”

Rui esboçou um sorriso pela primeira vez em um tempo que pareceu uma eternidade. “É mesmo?”

Ele se certificou de memorizar a expressão de Kane quando explicou tudo o que encontrou.

Quem sabe? Se ele algum dia dominasse o desenho nesse mundo, ele poderia criar o primeiro meme desse mundo, uma forma popular de humor entre a geração Z que ele nunca entendeu totalmente na Terra.

“Doze andares?!” Kane recuou de choque. “E uma boca que come minério como raiz?!”

“Sim?”

“Você não está brincando comigo, está?”

“Não.”

Kane o olhou com suspeita, estreitando os olhos.

“Estou falando sério,” Rui balançou a cabeça. “Francamente, tenho dificuldade em acreditar nisso também. Mas, definitivamente é real. Memorizei as localizações dos doze andares, então podemos ir buscá-los da próxima vez que viermos aqui.”

“Hmmm... E sobre esse suposto andar da Raiz?” Kane perguntou com uma expressão duvidosa.

“Honestamente,” Rui suspirou. “Eu sei que vim aqui para um desafio, mas droga. Preciso pensar sobre isso.”

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