
Volume 6 - Capítulo 532
The Martial Unity
Depois que Rui detalhou os requisitos e objetivos de seu segundo projeto de desenvolvimento de técnica, o deixou de lado por enquanto. Precisaria pesquisar mais antes de poder detalhar ainda mais os dois projetos.
(‘’Devo dar nomes aos projetos se vou ter mais de um.’’) Rui deu de ombros. (‘’Para a técnica de perfuração, devo chamá-la de… o Projeto Severo. O projeto da técnica de longo alcance será chamado… o Projeto Francoatirador.’’) Rui assentiu. (‘’Ambos os projetos de técnica estão centrados em técnicas ofensivas, provavelmente devo desenvolver um projeto defensivo também.’’)
Entretanto, derivar um projeto defensivo era mais fácil de dizer do que fazer. Ele precisava criar um conceito de técnica extremamente potente, com o custo de ser muito exigente na precisão do tempo e da colocação da execução dessa técnica.
(‘’Bem, para começar, teria que ser uma defesa ativa.’’) Rui anotou.
Apenas as técnicas de defesa ativa dependiam da execução da técnica; uma técnica passiva não era particularmente executável e, portanto, não melhoraria com base em parâmetros como a precisão da execução.
(‘’Divergência Interna é contingente ao tempo e à colocação.’’) Rui se lembrou. Era parte do motivo pelo qual sua defesa era tão boa. No entanto, Rui se perguntou se poderia desenvolver uma técnica ainda melhor e mais sinérgica com ele do que aquela.
(‘’Que tipo de princípios e mecanismos acabariam exigindo um alto grau de precisão no tempo e na colocação?’’) Rui se perguntou.
Ele conseguia pensar em alguns.
(‘’E se eu tentar criar uma técnica defensiva que… vise negar completamente todos os impactos?’’) Rui se perguntou, absorto em seus pensamentos.
Tal técnica seria demonstravelmente poderosa demais. A única questão era se era realista ou mesmo plausível em primeiro lugar.
(‘’Vou mergulhar nos fundamentos. O que é um impacto e por que ele causa dano?’’) Ele se perguntou, relembrando a mecânica e a cinemática básicas de colisão.
Um impacto era simplesmente uma colisão entre dois objetos onde ocorre uma troca de energia. As energias cinéticas dos dois objetos são convertidas em dano ou energia cinética.
(‘’Meu objetivo é evitar o primeiro; deixar a energia cinética de um objeto que colide comigo se transformar em dano.’’) Rui reiterou.
Em vez de deixar a energia cinética de um objeto que o atingisse ser convertida em dano, ele preferia que a segunda opção ocorresse; onde ela se converte em energia cinética. Na mecânica clássica, isso era conhecido como colisão elástica, uma colisão onde dois objetos que colidem não causam dano, e a energia cinética não é convertida em dano, mas permanece como energia cinética.
Um exemplo disso seriam duas bolas de borracha se chocando. Elas não se danificavam, simplesmente ricocheteavam uma da outra. Isso era muito diferente de duas bolas de vidro que simplesmente se quebrariam em pedaços.
(‘’Seguindo essa analogia, não serei arremessado para longe se tentar me transformar essencialmente em uma bola de borracha?’’) Rui se perguntou com uma expressão confusa. Bolas de borracha eram famosas por serem extremamente loucas e difíceis de controlar. O menor choque contra elas as lançaria em um frenesi.
(‘’É semelhante ao meu oponente anterior, exceto que ele era literalmente uma bola de borracha, enquanto eu estou tentando figurativamente ou efetivamente ser uma.’’)
Rui não queria criar uma técnica que o arremessasse para longe toda vez que ele bloqueasse um ataque, como uma bola de borracha. Esse era o problema de tentar converter a energia cinética que o atingia na energia cinética de seu próprio corpo em vez de dano. Energia cinética significava movimento. Muito movimento. Ele não conseguiria nem ficar parado em um lugar se fosse atingido. Era muito impraticável.
(‘’E se eu tentar me livrar da minha energia cinética assim que a receber do meu oponente?’’) Rui se perguntou. Se ele pudesse se livrar da energia cinética em seu corpo, que foi adquirida de um ataque, imediatamente depois que seu corpo a adquirisse, então ele conseguiria ficar parado.
(‘’Então, basicamente. Meu oponente me acerta, eu converto a energia cinética do ataque dele na energia cinética da minha em uma colisão elástica como uma bola de borracha sem danos para mim, e imediatamente depois disso eu me livro da energia cinética, e então estou a salvo?’’) Rui coçou a cabeça.
Até ele tinha que admitir, isso parecia uma técnica absolutamente maluca. Ele nem tinha certeza se era fisicamente possível.
Por exemplo, como ele conseguiria tornar todas as colisões perfeitamente elásticas? Isso sozinho era um enigma difícil. Na verdade, na Terra, colisões elásticas absolutamente perfeitas com cem por cento de elasticidade eram consideradas praticamente impossíveis. Mesmo que ele não precisasse ser cem por cento, ainda era algo extraordinariamente difícil de alcançar.
Além disso, o segundo desafio para sua técnica proposta era como diabos ele supostamente conseguiria se livrar magicamente da energia cinética absorvida em seu corpo instantaneamente no local? Isso também parecia desafiar os princípios da cinemática.
“Hmmm…” Rui ponderou a ideia um pouco enquanto considerava as possibilidades disponíveis. A segunda parte do problema era definitivamente mais difícil do que a primeira. Para o primeiro problema, ele já tinha uma solução potencial.
(‘’Deslocamento Elástico… pode ajudar.’’) Rui se lembrou de sua primeira técnica de defesa de nível Aprendiz que havia dominado muitos anos atrás. Era uma técnica defensiva ativa que lhe permitia dificultar os impactos aumentando a distância sobre a qual o impacto ocorria. Era semelhante à forma como os jogadores de beisebol pegavam bolas de beisebol movendo as mãos junto com a bola enquanto as pegavam. Também tornava as colisões mais elásticas, e, portanto, havia potencial de que a técnica pudesse acabar resolvendo parte dos problemas que estavam no caminho de Rui na construção de seu ambicioso projeto.
“Pensar que essa técnica fundamental insignificante que aprendi há muito tempo acabaria me ajudando a criar o que provavelmente será a técnica defensiva mais impressionante que aprendi até agora.”