The Martial Unity

Volume 4 - Capítulo 340

The Martial Unity

Todos se posicionaram, mesmo com Nel insistindo em avançar e atacar.

Ao longe, uma silhueta se destacava na poeira, caminhando em direção a eles.

PASSO

PASSO

PASSO

Ela levou seu tempo.

Nada de anormal aconteceu.

Ainda assim, seus olhos se arregalaram.

O ar ficou tenso, uma pressão inimaginável desabou sobre eles. O ar congelou, e eles, sem escolha, fizeram o mesmo.

Algo estava errado.

Muito errado.

Sentiram um medo primordial surgir de suas profundezas, paralisando seus corpos.

Era como se o próprio tempo tivesse desacelerado.

PASSO

Ela emergiu da poeira.

Completamente nua.

Nem um fio de roupa cobria seus fartos seios ou sua pélvis. No entanto, a visão dela gerou apenas um medo sem igual em todos eles.

Os olhos de Rui se arregalaram ao reconhecer a sensação que o Instinto Primordial estava captando.

Aquilo não era apenas medo.

Aquilo não era apenas perigo.

Não.

Aquela era uma sensação que apenas aqueles em um Reino de existência superior podiam exercer sobre alguém.

Aquela era uma sensação que apenas aqueles em um nível muito mais profundo de seu caminho podiam exercer sobre alguém.

— Esquadrão Marcial...! — Rui sussurrou, chocado.

A instalação de pesquisa havia conseguido. Eles tinham conseguido descobrir o segredo do Reino do Esquadrão bem a tempo.

A mulher os examinou sem expressão. Hostilidade bruta emanou dela, atingindo-os. Rui foi o único capaz de manter alguma compostura. Ele assumiu uma posição de desafio. No entanto, ele era o único.

A mulher assumiu uma postura de investida, mirando-os.

Rui saiu de sua reverie. — Merda. DESVIA!

Mas ele foi o único a se esquivar. Os outros quatro estavam congelados, nem mesmo Nel conseguiu se mover.

— NÃO!!! — ele berrou de terror enquanto a mulher se lançava sobre os quatro.

BUM!!!

A mulher se lançou com uma velocidade astronômica que superava até mesmo a de Kane!

Seu corpo rasgou a própria atmosfera!

O poder titânico com que ela se lançou teria matado os quatro na hora.

Teria.

Mas não matou.

Ela voou muito acima de suas cabeças, atravessando uma parte da parede a muitos metros do chão, quebrando mais obstáculos até que seu tremendo impulso finalmente foi contido, caindo a uma grande distância deles.

Ela... errou?

(’…Huh?????’) Rui ficou tão perplexo que apenas a encarou com uma expressão saturada de confusão.

Até mesmo os quatro que haviam sido paralisados se viraram em confusão chocada. A mulher se levantou, ilesa. Mas ela não estava satisfeita, olhou para suas próprias palmas com irritação.

Foi então que Rui entendeu. Sua mente voltou a uma conversa que tivera com o Esquadrão Dylon muito tempo atrás.

— Porque somos fundamentalmente diferentes, nossas técnicas funcionam mecanicamente de forma diferente. — O Esquadrão Dylon dissera a ele muito tempo atrás, quando Rui perguntara sobre a diferença entre as técnicas de Aprendiz e de Esquadrão. — Uma técnica de Arte Marcial de nível Aprendiz simplesmente não pode utilizar todo o nosso poder porque não foi feita para lidar com nosso poder. Técnicas de nível Esquadrão são simplesmente técnicas que podem lidar com o poder dos Esquadrões Marciais, e só podem ser usadas por Esquadrões Marciais.

— Então, elas são simplesmente projetadas para serem compatíveis com o poder de um Esquadrão Marcial? — Rui perguntou naquela época.

— Sim, e é mais difícil do que parece. — Ele lançara um olhar significativo para Rui naquela ocasião. — A diferença entre nós excede sua imaginação.

Os olhos de Rui se arregalaram de alegria enquanto um toque de esperança entrava em seus olhos. Estava claro que ela era uma cobaia nessa instalação, o que significava que era extremamente provável que ela tivesse acabado de romper para o Reino do Esquadrão.

O que significava que ela não havia dominado nenhuma técnica de nível Esquadrão! Era especialmente impossível, já que Rui duvidava muito que o Ducado da Commonwealth de Vinfrana tivesse alguma técnica de nível Esquadrão.

(’Não, esqueça as técnicas de nível Esquadrão!’) Rui percebeu. (’Ela nem se acostumou com o próprio poder, claramente.’)

Ou seja, ela não podia ser considerada uma Esquadrão completa. Ela seria esmagada por alguém como o Esquadrão Kyrie ou Dylon. A combinação de sua postura inexperiente e sua falta de técnicas de nível Esquadrão significava que ela estava muito abaixo do Reino do Esquadrão em termos de poder de combate geral.

(’É mais preciso pensar nela como uma quase-Esquadrão.’)

A mulher tomou seu tempo, tentando analisar e retificar sua enorme imprecisão. Ela não se apressou imediatamente para retomar a matança dos Aprendizes Marciais.

Em sua mente, eles já estavam mortos.

Ela era um Esquadrão Marcial. Eles não iriam a lugar nenhum.

Uma nova arrogância já havia tomado sua mente, mas isso funcionou a favor de Rui. Se eles tivessem alguma chance de não morrer, seria apenas se todos eles trabalhassem juntos.

Rui olhou para os quatro, concentrando toda sua mente neles. A pura pressão que ele exerceu chamou sua atenção instantaneamente.

— É assim que vocês querem morrer? — ele perguntou. — É assim que vocês querem acabar? Congelados de medo como covardes patéticos? Morrendo nas mãos de uma Artista Marcial que nem mesmo dominou seu próprio poder?

Ele os insultou de propósito. Todos eles tinham seu orgulho merecido, tal insulto certamente evocaria desafio.

Nel foi o primeiro a quebrar.

— CALA A BOCA! Eu vou esmagá-la! Vocês verão! — Ele rosnou para Rui, virando-se para encarar a mulher com olhos determinados.

Isso tirou todos de suas reveries enquanto a determinação se insinuava em seus rostos. Eles se viraram.

— Dito isso... — Rui disse. — Precisamos fugir.

Ele imediatamente correu em direção ao andar de segurança em alta velocidade.

— O que foi isso de covardia? — Kane o alcançou, resmungando.

— Esta é uma retirada estratégica. — Rui insistiu. — Se eu tiver que escolher entre lutar contra um Esquadrão Marcial e fugir de um Esquadrão Marcial, escolherei a segunda opção num piscar de olhos.

— Pensei que íamos lutar contra ela! — Nel reclamou.

— Vocês lutarão contra Esquadrões Marciais quando romperem. — Rui retrucou. — Então, calem a boca e treinem quando voltarmos!

O elevador podia ser visto ao longe.

Mas;

WHOOSH

Ela chegou na frente deles.

— Vocês realmente pensaram que eu os deixaria escapar? — Ela falou em sânscrito.

Rui estreitou os olhos. — Você pode nos deixar ir, ou morrer tentando nos impedir.

— Bravata. — Ela riu. — Venha, jovem, eu lhe mostrarei o poder de um Reino superior. Eu lhe mostrarei um poder que vocês morrerão jovens demais para alcançar.

Por um momento, houve um silêncio mortal.

No próximo?

O inferno se soltou.

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