Abe the Wizard

Capítulo 457

Abe the Wizard

Ele envolveu o cajado mágico com sua força espiritual, e algumas informações surgiram.

Cajado Mágico do Trovão

(Criador: Abel)

Pode liberar 10 magias de Relâmpago de nível 8 por dia

“Abel… este cajado mágico…” O Mago Morton olhou para Abel, chocado. Ele não esperava algo assim.

“O quê, Morton? Não serve para você? Se for o caso, pode me dar!”, disse a Maga Yveline, sorrindo.

Como eram amigos tão próximos, o Mago Morton simplesmente passou o cajado para Yveline e disse, com a voz rouca:

“Veja você mesmo.”

A Maga Yveline segurou o cajado com entusiasmo, mas, após examiná-lo com sua percepção espiritual, o sorriso desapareceu, substituído pelo mesmo olhar de choque.

“O que aconteceu com vocês dois?” O Mago Murphy deu um passo à frente e tomou o cajado das mãos de Yveline.

Pouco depois, o próprio Murphy ficou atônito. Os três ficaram em silêncio, encarando Abel.

“Professor, vocês não gostaram?” Abel não entendeu a reação e apressou-se a explicar. 

“Fiz tudo meio às pressas desta vez, então não consegui encontrar uma alma melhor. Quando eu melhorar e achar almas mais adequadas no futuro, faço outro para você!”

Para Abel, aquele cajado não tinha nada de especial. O material vinha do Mago de Elite Cliff, obtido quando Flying atacou o Mago do Manto Vermelho. Como queria que o presente tivesse boa aparência, ele não usou aqueles cajados brutos e feios do Mundo Sombrio, usados por criaturas infernais. Em vez disso, utilizou o cajado que o próprio Cliff havia feito para si.

O Mago Morton tomou o cajado de volta das mãos de Murphy, passou a mão por ele com cuidado, ergueu a cabeça e perguntou:

“Abel, você sabe o que este cajado representa?”

“Professor, ele está aceitável, não está?” Abel respondeu, hesitante. “Só tem um atributo… mas no futuro posso fazer um melhor!”

Abel já tinha visto cajados mágicos com palavras rúnicas, cheios de atributos a ponto de deixá-lo tonto. Comparado a eles, este parecia simples demais.

“Este é um cajado mágico atemporal!”, declarou o Mago Morton, com os olhos brilhando.

Isso conta como atemporal?, pensou Abel, meio constrangido. Para ele, apenas algo como o Cajado Leaf merecia esse título.

De repente, o Mago Morton pareceu lembrar de algo e perguntou rapidamente:

“Abel, quantos cajados mágicos você já fez contendo feitiços intermediários?”

“Apenas dois”, respondeu Abel. “Um é o Cajado de Fogo Negro, e o outro é este Cajado do Trovão.”

O cajado rúnico estava além da tecnologia do Continente Sagrado, então ele não pretendia mencioná-lo.

“Pelos espíritos… este é um cajado lendário!” O Mago Morton devolveu o cajado a Abel e continuou: 

“Abel, todo cajado atemporal primário criado por um Grão-Mestre Ferreiro se torna lendário. Afinal, todo Grão-Mestre é, por si só, uma lenda. Não posso aceitar este presente. Leve-o de volta!”

“Professor, aceite.” Abel sorriu. “Seria um desperdício para mim. Eu quase não uso magias de relâmpago.”

“Morton, mesmo que seja lendário, vocês são mestre e discípulo.” O Mago Yveline deu um tapinha no ombro dele. “Aceite. Essa é a boa vontade do Abel. Além disso, para ele, fazer um cajado mágico não é difícil. Com os materiais certos, ele pode criar quantos quiser!”

Yveline conhecia Morton muito bem. Morton se especializava em magias de relâmpago, algo raro entre magos. Mesmo após anos dominando outros feitiços, nenhum se comparava ao poder de seus relâmpagos.

Para outros magos, aquele cajado poderia parecer comum. Mas, para Morton, ele elevaria drasticamente seu poder de combate. Mesmo com apenas um atributo, dez magias de Relâmpago de nível 8 por dia significavam dez oportunidades diárias de aniquilar inimigos.

Morton já dominava magias de relâmpago de alto nível, cada avanço representava um salto enorme de poder. Um aumento de oito níveis era suficiente para eliminar magos intermediários.

“Professor, este é o meu presente pelo seu avanço. Recusá-lo não faz sentido.” Abel sorriu com sinceridade. “Além disso, você é o professor de um Grão-Mestre Ferreiro. Um cajado lendário é mais do que merecido.”

“Abel… eu vou ficar com ele.” Morton não era do tipo excessivamente cerimonioso. Ele simplesmente guardou o Cajado do Trovão em sua bolsa espiritual.

“Abel, agora que você é um mago oficial e o Mago de Elite Cliff morreu, por que não volta para a torre mágica?”, perguntou o Mago Yveline.

Ao ouvir a menção da morte de Cliff, os olhos de Morton brilharam. Teria sido Abel? Ele sempre soube que seu discípulo não temia nada, mas ainda assim lhe parecia difícil acreditar que Abel fosse capaz de matar um Mago de Elite.

Como mago intermediário, Morton sabia o quão aterradores eram os Magos de Elite. Sua capacidade de deslocamento instantâneo era indescritível, e sua defesa, quase indestrutível. Mesmo que alguém conseguisse romper essa defesa, isso normalmente lhes daria tempo suficiente para escapar.

“Quando eu voltar, exigirei que a União dos Magos cancele o mandado contra você”, disse Morton em voz baixa. O fato de seu discípulo ser procurado, em parte causada por ele, foi um peso constante em seu coração.

Se seu próprio mestre, o Mago de Elite Dunn, não estivesse isolado, certamente poderia ter defendido Abel, em vez de vê-lo expulso do mundo humano.

“Mestre, Mago Yveline, não pretendo construir minha torre mágica fora da Cidade de Bakong”, disse Abel, em tom contido.

“O quê? Você quer ficar em Liante?” Morton ficou abalado. Criado no Ducado de Camelot, ele sabia que Abel poderia representar uma enorme oportunidade para Bakong, atraindo inúmeros magos.

Ainda assim, Morton também reconhecia que aquela mansão em Liante era muito superior às de Bakong, e que Liante oferecia melhores condições para o desenvolvimento dos magos.

“Não. Vou ficar em Liante apenas por um tempo.” Abel balançou a cabeça. “Vou voltar para casa, mas não para Bakong.”

“O que você quer dizer?”, perguntou Morton.

“Em Bakong, meu título de nobre foi revogado, e meus bens foram confiscados. Não há mais nada que valha meu tempo lá.” A voz de Abel permaneceu calma. “Vou retornar para a Cidade da Colheita. Vou voltar para o Castelo Harry. Lá construirei uma torre mágica… talvez até duas.”

Nesse ponto, Abel já não sentia nada por Bakong. O que lhe restava no coração eram apenas seu lar, o Castelo Harry, o Castelo Bennett e o Castelo Abel.

Ele queria erguer ali sua torre mágica de seis andares. Não lhe faltavam pontos de crédito; poderia até construir uma para Bartoli. Transformaria aquele terreno no lugar mais seguro do mundo, onde todos de sua família poderiam viver em paz.

“O quê? Seu título foi revogado e seus bens confiscados?” Morton enfatizou cada palavra, com o tom cada vez mais grave.

Nenhum dos três magos se importava muito com assuntos do mundo comum. Especialmente Morton. Após subir de nível, ele sequer pensava nos problemas de Abel em Bakong.

Além disso, Abel era um Grão-Mestre Ferreiro. Em Bakong, o Comandante-Chefe Hoover também era um Mestre Ferreiro e sempre cuidou de Abel. Por isso, Morton jamais imaginou que pudessem ser tocados enquanto Hoover estivesse presente..

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