Tomb Raider King

Volume 3 - Capítulo 252

Tomb Raider King

“O que eu faço com isso?”

Com base nas conversas deles, ninguém parecia saber ainda.

Ninguém parecia saber que suas memórias haviam sido completamente restauradas.

E isso realmente aconteceu.

Dan recuperara suas memórias, assim como o resto da equipe.

A única diferença era que ele havia recuperado suas memórias sem as Lágrimas do Corvo.[1]

Claro, ele não havia feito isso sozinho.

Havia algo que impulsionou isso a acontecer.

Isso havia acontecido há apenas alguns dias.

Ding.

“Olá, bem-vin… ah! Senhor Ju-Heon!”

Um Ju-Heon casualmente vestido chegara à açougue.

A primeira pessoa a cumprimentar Ju-Heon foi ninguém menos que Soo-A.

“Olá, Ju-Heon oppa!”

A linda Soo-A correu com suas perninhas curtas e abraçou Ju-Heon.

Ela havia se escondido atrás do pai inicialmente, provavelmente porque achava Ju-Heon assustador, mas esse não era mais o caso.

Ela devia ter se familiarizado com ele desde que Ju-Heon passara a ir nos últimos dias para ensinar Dan sobre artefatos.

Foi naquele momento.

“Ju-Heon oppa não é o único aqui.”

Yoo Jaeha entrou atrás de Ju-Heon carregando um monte de brinquedos.

O rosto de Soo-A iluminou-se ao ver tantos brinquedos. Sua reação fez Yoo Jaeha rir enquanto começava a falar.

“Soo-A, diga muito obrigada~ e me dê um beijo!”

Yoo Jaeha virou a bochecha para ela. Mas o que ela fez?

“Muito obrigada!”

Soo-A beijou Ju-Heon na bochecha.

Yoo Jaeha não conseguia acreditar.

“Por queeeeee?!”

‘Eu fui quem trouxe os presentes!’

Yoo Jaeha teimosamente virou a bochecha para ela, mas Soo-A deve ter se assustado, pois começou a chorar e abraçou Ju-Heon.

Ju-Heon deu um chute em Jaeha por fazê-la chorar.

“Você está proibido de chegar perto da Soo-A. Apenas traga os presentes para dentro.”

“Droga!”

Yoo Jaeha, que instantaneamente se transformara em carregador de bagagem, teve que ir e voltar do carro para trazer todos os brinquedos.

Havia algumas duplicatas do mesmo brinquedo.

A razão para as duplicatas era por causa da maldita boca de Yoo Jaeha.

‘Uau, Capitão, você realmente não tem nenhum bom senso. Você está escolhendo apenas os rosas porque é para uma garotinha?’

‘Por quê? Tem algum problema?’

‘Ela pode gostar de azul! E se Soo-A não gostar de rosa? Escolha um sortimento!’

Ele havia dito isso para ver Ju-Heon se esforçar, mas…

‘Então vamos comprar um de cada cor.’

‘……C, com licença?’

‘A propósito, você é quem precisa carregá-los.’

‘#$*!’

Foi assim que Yoo Jaeha, que cavara sua própria cova, acabou tendo que carregar um monte de brinquedos para dentro.

Ju-Heon pegara a câmera do Monarca do Destino depois de jantar com eles.

“Eu quero te ensinar aos poucos, mas não acho que temos tempo para isso.”

Não havia como os monopolizadores que visavam Ju-Heon deixarem Dan em paz.

Ele continuaria protegendo Dan e se lixando para aqueles bastardos monopolizadores, mas ainda assim…

“Você nunca sabe o que pode acontecer.”

Foi por isso que ele havia usado o artefato da câmera do Monarca do Destino para fazer Dan experimentar as sensações de sua vida passada.

Dan acabou experimentando a estranha sensação de ser sugado para dentro de uma imagem.

Ele estava em um túmulo desconhecido com rostos familiares que eram mais velhos do que agora.

[Capitão! Vou cuidar dessa área. Todos vocês usem aquela abertura para escapar!]

[Dan, não! É muito perigoso! Há milhares deles!]

Ele podia experimentar fisicamente coisas de sua vida passada que não aconteceriam nesta vida.

Claro, não eram experiências aleatórias.

Ju-Heon havia pensado muito nas fotos a serem escolhidas e até tirou algumas sem lhe dizer o que eram.

Além disso…

“Tudo o que você está prestes a ver é falso. Você pode considerar isso realidade virtual criada pelo artefato.”

Ele disse isso severamente para Dan também.

No entanto, Dan sentira uma estranha sensação de déjà vu ao experimentar essas memórias de sua vida passada.

Era uma sensação de déjà vu extremamente forte.

Ele estava se sentindo extremamente emotivo em relação a Ju-Heon e aos outros, mesmo que suas memórias não tivessem voltado.

Parecia que ele via pessoas que pensava que nunca mais veria.

Tinha sido tão estranho que ele perguntou se eles haviam feito parte da mesma equipe no passado.

“Capitão, os membros naquela época e você…!”

Ju-Heon parecia estar tendo dificuldade em descobrir o que dizer antes de finalmente responder.

“Eu não sou seu Capitão.”

“Com licença?”

Ju-Heon respondeu severamente a Dan.

“Eu não sei o que você viu sobre mim, mas é uma ilusão em sua mente. Você estava muito imerso nisso. Somos estranhos sem nenhuma conexão.”

Parecia que Ju-Heon estava plantando uma cunha entre eles.

Ju-Heon foi embora depois de apenas ensiná-lo a usar artefatos.

Dan, que havia estado pensando na expressão estranha de Ju-Heon, reativou as fotos que Ju-Heon deixara para trás.

Ele as ativou repetidamente.

Ele continuou a ativá-las depois de colocar Soo-A para dormir.

O número de vezes passou de dezenas para centenas.

Infelizmente, nada surgiu em sua mente e foi apenas cansativo para ele, mas Dan continuou pensando que havia algo que ele precisava lembrar.

O ‘Dan’ na foto estava fazendo tudo ao seu alcance para proteger Ju-Heon e os outros.

A imagem era muito vívida para ser falsa.

Ele sentia como se estivesse faltando algo importante.

Ele pensou que nunca teria a chance de se lembrar se desistisse.

E depois de um tempo…

Algo estranho acontecera.

“O que está acontecendo?”

Depois que ele ativou as fotos centenas de vezes…

[Humano, pare.]

Algo completamente diferente do que ele havia visto até agora aparecera.

Normalmente, ele deveria ter sido transportado para o que parecia ser eles vagando por uma selva.

[Sua mente será destruída se você continuar assim.]

Um corvo repentinamente apareceu na selva.

O corvo estava empoleirado em uma árvore e o encarando com seus olhos vermelhos brilhantes.

Estava coberto por uma aura caótica.

Ele sentiu uma imensa quantidade de pressão e espírito vindo dele, mesmo sendo um único corvo.

Ele havia encontrado muitos artefatos até agora, mas era muito mais forte do que qualquer coisa que ele havia visto antes.

Era muito mais selvagem e forte do que até mesmo aqueles chamados artefatos de Grau Divino.

Ele estava com medo.

No entanto, o corvo que estava emitindo essa aura assustadora não mostrou intenção assassina.

Na verdade, parecia preocupado com Dan.

[Você planeja desperdiçar a vida que o humano salvou?]

Parecia estar falando de Ju-Heon.

[Então pare. Você não conseguirá descobrir nada, não importa quantas vezes você venha aqui.]

Disse que ele não seria capaz de distinguir o que era real do que era falso.

[Seu cérebro será destruído.]

Mas Dan balançou a cabeça.

“Eu não posso parar. Eu sinto que vou descobrir algo que esqueci se continuar um pouco mais.”

[Seu cérebro está lhe pregado peças.]

Dan desesperadamente balançou a cabeça.

Ele estava dizendo que sabia que não era uma peça.

“Tenho certeza disso agora. Eu conheço o Capitão.”

Ele tinha certeza disso.

O corvo estava dizendo que era seu cérebro lhe pregando peças, mas ele conhecia Ju-Heon.

Ele conhecia Ju-Heon no passado.

Ele também conhecia os outros que estavam com ele também.

Mas algo estava estranho.

Embora os conhecesse, ele não tinha ideia de como eles se aproximaram ou por que ele se emocionava toda vez que os via.

Ele começou a gritar de frustração.

“O senhor Ju-Heon salvou minha vida e a vida da minha filha. Eu não posso simplesmente ignorar isso se há algo que esqueci!”

[Mesmo que isso possa levá-lo por um caminho de arrependimento?]

“Não importa! Essa é a minha escolha também. Tanto minha filha quanto eu estaríamos mortos sem o senhor Ju-Heon de qualquer maneira!”

Ele não sabia o que era, mas não podia simplesmente deixar isso de lado sem fazer nada a respeito.

Ele queria resolver essa frustração e retribuir a generosidade de Ju-Heon.

‘Embora eu não saiba se isso vai ajudá-lo em algo.’

Quando Dan estava prestes a ativar outra foto…

[Os humanos realmente são criaturas estúpidas.]

O corvo ofegou.

Mas o corvo parecia estar sorrindo enquanto suspirava.

Então houve um flash brilhante de luz.

Dan gritou dentro da luz.

“Aaah!”

Dan viu claramente naquele momento. Ele viu todas as suas memórias que não conseguia ver através do artefato da câmera.

Perder sua filha, conhecer Ju-Heon pela primeira vez…

Como Ju-Heon o salvou.

Como Ju-Heon lhe dera um motivo para viver quando ele era uma bagunça porque sua filha havia morrido.

Ele começou a chorar assim que saiu da imagem.

Chegou ao ponto de sua filha acordar de susto e começar a chacoalhá-lo, perguntando o que estava errado.

“Papai, papai?”

Dan havia chorado tão dolorosamente.

Uma Soo-A chocada não sabia o que fazer antes de tentar ligar para o 911.

Mas Dan apenas agarrou sua filha e chorou. Dan apenas chorou depois de recuperar todas as suas memórias.

Ele chorou de tristeza ao lembrar como havia perdido sua filha e chorou de alegria sabendo que não a perdera novamente.

Ele era extremamente grato a Ju-Heon por salvar sua filha antes que ele a perdesse novamente.

Ele estava grato que Ju-Heon o ajudou a manter seu motivo para viver.

“Estou tão aliviado, tão aliviado.”

Dan abraçou fortemente sua filha enquanto continuamente agradecia ao corvo e a Ju-Heon.

Ele quase havia esquecido disso.

Ele quase havia esquecido de tudo o que Ju-Heon havia feito por ele no passado.

Ele quase havia esquecido de coisas que nunca deveria esquecer.

Voltando ao presente…

‘Hmm, o que fazer… Eu já recuperei minhas memórias.’

Dan não tinha certeza do que fazer.

Ele havia sido uma bagunça caótica quando aconteceu, mas ele rapidamente voltou a ser racional.

Claro que ele queria voltar para onde Ju-Heon estava.

No entanto…

[O número que você está tentando alcançar……]

“Isso está me deixando louco. O Capitão quebrou outro celular?”

Dan continuamente queria dizer a Ju-Heon que ele recuperara suas memórias. Ele queria dizer a Ju-Heon para deixá-lo voltar para a equipe de exploração de tumbas.

Era isso que ele queria dizer.

No entanto, não havia um bom momento para dizer isso.

Ele até tentou entrar em contato com seus antigos companheiros de equipe, mas……

“Ah, umm… Ei, Jaeha?”

[Ah, que bom ouvir você me ligar de forma tão amigável! Eu também posso te chamar de hyung-nim, certo? Ah, desculpe, algo urgente acabou de surgir!]

Clique.

“Umm, Chloe……”

[Ah, olá, Sr. Hae Jin. Você ligou por causa da Soo-A? Por favor, não se preocupe. Soo-A está muito saudável.]

“Ah, e, com licença? Não. A razão pela qual liguei hoje……”

[Vou te dar uma lista de bebidas e comidas que seriam boas para Soo-A. Você tem algo para escrever?]

“Ah, não, não é isso… Ah sim. Sim, sim. Gengibre e…”

Clique.

“Com licença, vice-capitão.”

[Ah, obrigado por me ligar. Há alguns documentos que preciso que você preencha para seu depoimento, Sr. Hae Jin…]

“Ah, umm, eu enviei por mensagem também, mas recuperei minhas memórias. Então você poderia, por favor, me dar um formulário…”

[Meu Deus. Sr. Hae Jin. Eu entendo como você deve estar se sentindo, mas você ainda não deve mentir.]

Clique.

“………….”

Por que esses malditos membros de sua equipe tinham que ser assim?

Ele sabia que retornar à equipe de exploração de tumbas significaria que ele teria que ser um escudo humano contra os monopolizadores novamente.

Ao contrário do passado, ele não tinha motivos para se envolver com usuários de artefatos nesta vida.

Artefatos provavelmente estariam em todos os lugares em um futuro distante, mas ele não tinha razão para se juntar à equipe de escavação de Ju-Heon.

Havia um caminho mais fácil que ele poderia seguir.

Até mesmo Ju-Heon havia dito a ele para apenas viver feliz com sua filha.

No entanto…

[O mundo está em ruínas após a profecia do Monarca do Destino.]

[As pessoas questionavam se isso é um plano de Seo Ju-Heon ou se realmente é uma profecia do Monarca do Destino……]

[É ainda mais chocante porque Pandora indicou que mesmo Monarcas não seriam capazes de usar artefatos de Grau Divino se não conseguirem colocar as mãos em uma Herança…]

[Os Estados Unidos estão formando uma equipe de escavação para enviar para o Oriente Médio…… As Forças de Autodefesa do Japão…… A China está começando a se mover em torno de Zhen Cai Yuan.]

[A suspeita de que Seo Ju-Heon está planejando saquear todas as Tumbas do Monarca está fazendo com que equipes de escavação em todo o mundo se apresse…]

[O número de facções procurando e seguindo Seo Ju-Heon está aumentando…]

O mundo inteiro estava caótico agora.

Todos os monopolizadores estavam mirando em Ju-Heon.

‘Eu preciso voltar para a equipe de exploração de tumbas do Capitão.’

Recuperar suas memórias o ajudou a perceber por que Ju-Heon o deixara ir.

Mas ele não podia ficar longe.

Os monopolizadores eram fortes.

Ju-Heon também era incrivelmente forte agora e tinha todos os membros principais ao seu lado, no entanto……

‘Como ele pode fazer isso sem um Caçador?’

E mais importante…

[Proteja-o se você não se arrepender de sua decisão.]

O corvo havia dito isso a ele.

Ele se lembrou de tudo o que o corvo disse a ele no final.

[Aqueles bastardos viriam atrás daquele humano novamente.]

Ele não sabia quem eram ‘aqueles bastardos’, mas era uma prova de que Ju-Heon estaria em perigo.

[Também.]

O corvo continuou.

[Por favor, pare de deixá-lo tão distraído.]

Ele não fazia ideia do que isso significava também.

“Capitão! Estou aqui!”

Dan decidiu ir ver Ju-Heon pessoalmente. Ele sabia que falar pessoalmente era a maneira mais rápida de resolver as coisas. Mas seus esforços foram em vão!

“Hum, você conhece as pessoas que ficaram aqui?”

A governanta entregou uma sacola a Dan.

“Eles deixaram algo para trás. Por favor, entregue isso a eles.”

“……Com licença, o que aconteceu com as pessoas que estavam aqui?”

“Ah, eles fizeram o check-out cedo esta manhã. Eles disseram que estão com pressa para entrar em uma tumba ou algo assim… Acho que eles disseram que iriam para a Coréia.”

‘Droga!’

Dan colocou a mão na testa.

Faltavam dois dias para a Tumba do Monarca aparecer.

Fazia sentido que eles se apressassem, mas……!

“Aqueles malditos artefatófilos!”

Dan fez uma ligação enquanto fumegava de raiva.

[1] - Lágrimas do Corvo: Artefato mágico crucial na narrativa original, com propriedades específicas que permitem a recuperação de memórias. A tradução mantém a nomenclatura original para manter a coerência com a obra.

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