
Capítulo 866
Age of Adepts
『 Tradutor: Crimson 』
Cidade Dian.
Era uma cidade pública administrada diretamente pelo Conselho das Bruxas. Também era um importante ponto de entrada para as Terras do Norte.
Para a Câmara de Comércio dos Goblins, que pretendia expandir seus negócios para as Terras do Norte, essa cidade era, sem dúvida, um ponto de foco crucial.
Furor retornara a essa cidade junto de um grupo de mercadores goblins.
As Terras do Norte podiam ser relativamente seguras, mas os goblins do Clã Carmesim ainda eram considerados uma força subordinada das Bruxas do Destino. Como tal, vinham enfrentando desafios por parte das Bruxas do Inverno Frio durante esse período de guerra.
Por isso, era melhor que os goblins viajassem junto dos grupos mercantis escoltados por máquinas mágicas.
Furor entrou com sucesso na Cidade Dian exibindo o emblema mágico do Clã Carmesim.
Ele se despediu do Velho Tok, o capitão do grupo mercador, em um cruzamento da rua. Depois, atravessou mais três ruas até finalmente chegar à loja que a Câmara de Comércio dos Goblins havia instalado ali.
O principal negócio dessa loja envolvia o comércio de escravos, transporte de mercadorias, mineração e extração de madeira. Eles também lidavam, de forma privada, com armas de fogo e mercadorias saqueadas.
No entanto, rifles de energia mágica, canhões de energia mágica, máquinas mágicas e outras armas sobrenaturais eram contrabando segundo os decretos das Bruxas do Norte. Para evitar enfurecer as governantes dessas terras, os goblins mantinham um perfil discreto e vendiam apenas armas comuns, como rifles goblins e bombas alquímicas.
No momento, o grande líder goblin Snorlax estava em contato com as bruxas da Cidade de Dian. Ele tentava obter os direitos de vender itens sobrenaturais. Contudo, as negociações não estavam correndo bem. Parecia que as bruxas pretendiam tomar uma decisão apenas depois que a guerra entre as duas facções de bruxas chegasse ao fim.
Isso, sem dúvida, deixava Snorlax profundamente irritado e frustrado!
Entretanto, o que o deixou ainda mais frustrado foi a má notícia que o Enviado Especial Furor trouxera de volta.
Locke, o goblin que acabara de avançar e se tornar um mecânico mágico, escolhera se juntar à Torre Branca e se tornar um adepto contratado ali. Isso foi um golpe devastador para Snorlax!
Assim que ouviu o relatório de Furor, Snorlax começou a andar de um lado para o outro em seu quarto, xingando em voz alta aquele goblin “traidor” que não sabia reconhecer o próprio lugar.
Pensar que, sendo um goblin, ele se recusara a ajudar seus semelhantes e, em vez disso, correra para a torre dos adeptos humanos; que fracasso de goblin!
Ainda assim, por mais que xingasse e gritasse, isso não mudava a dura realidade.
A Câmara de Comércio dos Goblins, em seu estado atual, não conseguia atrair nenhum adepto poderoso!
A Câmara havia estabelecido pontos de comunicação em mais de trinta cidades do Continente dos Adeptos, lojas em mais de cem cidades, e possuía cento e vinte e sete grupos mercantes de vários tamanhos.
Um cálculo grosseiro mostraria que Snorlax tinha mais de dez mil unidades armadas à disposição, além de seiscentas máquinas mágicas.
Ainda assim, o número de adeptos e aprendizes sob seu comando não passava de trinta indivíduos. Noventa por cento deles eram aprendizes. Apenas dois eram adeptos de fato, e ambos eram adeptos andarilhos de Primeiro Grau Iniciante.
A Câmara de Comércio dos Goblins era, de fato, uma força subordinada do Clã Carmesim e podia solicitar proteção oficial de adeptos da sede em tempos de crise. Ainda assim, isso não era o poder deles propriamente dito. Além disso, a ajuda da sede nem sempre conseguiria salvá-los em situações emergenciais. Na maioria das vezes, os engenheiros enviados para investigar e procurar minas nas profundezas da Floresta Negra tinham de confiar na proteção das máquinas mágicas lentas e desajeitadas.
Isso causava perdas enormes entre os talentos da Câmara de Comércio.
Mesmo assim, por mais severo que fosse o ambiente e por mais perigosa que fosse a situação, Snorlax nunca abandonou sua determinação de expandir sua influência e sua rede de contatos.
Ele viajava por toda parte, entrando em contato com autoridades locais e tentando seduzi-las com subornos, tudo na tentativa de obter monopólios sobre certos produtos ou direitos de comércio de mercadorias especiais.
Naturalmente, o que Snorlax tinha a oferecer eram aqueles escravos de guerra exóticos.
Embora a maioria dos elfos Faen tivesse caído nas mãos dos adeptos do clã, Greem conseguiu usar seus canais para obter alguns produtos de qualidade inferior. Usando-os como cartão de entrada, Snorlax conseguiu concluir negociações em cinco cidades das Bruxas do Norte.
No entanto, Snorlax bateu de frente com um muro intransponível em Dian, onde os acordos comerciais eram mais importantes.
Aquela maldita castelã de Terceiro Grau das Bruxas da Morte não aceitara seu pedido, mesmo após receber três Draconatos de Segundo Grau, dois elfos de Faen e cem escravos ogros.
No fim, Snorlax recorreu a outros meios para investigar melhor a situação. Ele descobriu que essa Bruxa da Morte de Terceiro Grau tinha boas relações com as Bruxas do Inverno Frio. Não era de se admirar que ela estivesse arrastando as negociações e se recusando a conceder à Câmara de Comércio uma licença para trabalhar!
Se não fossem as Bruxas do Destino apoiando a Câmara de Comércio, essa bruxa provavelmente já teria enviado tropas para capturá-los.
Snorlax já estava à beira de explodir de raiva quando Furor trouxe a má notícia. Não era de se estranhar que ele começasse a xingar em voz alta! Sua fúria não podia mais ser contida.
A Câmara de Comércio dos Goblins não era uma entidade única. Em vez disso, era apenas a combinação de quatro ou cinco forças goblins. Havia os Magnatas da Água Negra, especializados no comércio de escravos; a Companhia de Investimento de Risco, focada em mineração e extração de madeira; e o Grupo Mercante Musen, que gostava especialmente de negociar armas de fogo…
O motivo pelo qual Snorlax conseguia manter esses magnatas goblins unidos sob seu comando era sua excelente relação pessoal com os diversos adeptos do Clã Carmesim. No entanto, se ele cometesse qualquer erro grave em uma decisão comercial importante, os magnatas e líderes empresariais abaixo dele não hesitariam em substituí-lo.
Era isso que mais preocupava e frustrava Snorlax!
O motivo de ele estar tão ansioso para obter uma força própria de adeptos poderosos era manter esses lobos ambiciosos e famintos sob controle. Infelizmente, ele havia fracassado logo no primeiro passo que tentou dar!
…………
Trono de Fogo.
Laboratório alquímico.
O som de metal sendo soldado ecoava, enquanto faíscas voavam pelo ar. Um exoesqueleto de máquinas mágicas projetado para suporte em combate começava a tomar forma.
Parecia uma armadura metálica maciça, reluzindo com uma fria luz azulada devido à liga mágica de que era feita. Uma longa fileira de saídas de ventilação podia ser vista na parte traseira da armadura, liberando vapor branco.
Engrenagens gigantes interligadas estavam presentes em todas as articulações da máquina.
Essas engrenagens giravam violentamente sempre que a armadura dava um passo. Os geradores de campo de força instalados por toda a estrutura também podiam formar campos próprios. Quando combinados, eles erguiam um domo defensivo que cobria todo o ser.
O armamento da armadura incluía tanto rifles de energia de disparo rápido quanto canhões de energia mágica de área. Um misterioso arranjo tridimensional preenchia a cavidade do tórax, e um núcleo cristalino de golem de elementium estava embutido no nó central do arranjo.
No passado, máquinas mágicas desse tipo sempre dependiam de baterias de energia mágica para se mover.
Sem um pequeno gerador de energia mágica, essas máquinas precisavam se retirar do combate a cada meia hora para trocar as baterias. Isso não era um problema em escaramuças de pequena escala, mas tornava-se uma limitação severa em guerras intensas.
Agora, Greem estava tentando combinar golems de elementium com máquinas mágicas. Isso permitiria que os golems de elementium possuíssem um invólucro metálico completo para proteger seus núcleos frágeis, ao mesmo tempo em que permitiria às máquinas mágicas possuir um coração de elementium pulsando incessantemente.
Essa ideia teórica se mostrara totalmente viável após alguns experimentos preliminares.
No entanto, as máquinas mágicas de elementium de alto grau criadas pessoalmente por Greem utilizavam apenas materiais e recursos da mais alta qualidade. Como resultado, o custo de cada unidade era absurdamente alto. Se Greem quisesse produzi-las em massa, teria de otimizar e aperfeiçoar ainda mais as três técnicas: liga de alta condução mágica, efeito da energia e espírito mágico.
Greem manipulou pessoalmente um Feixe Escaldante para soldar o último componente central da máquina mágica de elementium. Ele fechou com força a porta metálica sob o tórax da máquina e deu alguns passos para trás. Após confirmar com o Chip que não havia problemas, deu a ordem de ativação.
[Beep. Ordem de ativação da máquina mágica de elementium confirmada.]
[Iniciando autoinspeção do sistema.]
[Campos de força defensivos: normais.]
[Fornalha de elementium iniciando operação. Todos os sistemas normais. Eficiência de saída dentro do padrão.]
[Sistema de circulação de energia mágica abastecendo todos os módulos. Retorno excelente.]
[Sistema de assistência de mobilidade online. Sinal estável. Iniciando testes funcionais.]
À medida que os sistemas complexos e refinados de energia mágica entravam em funcionamento, a máquina mágica de elementium, com dois metros de altura, começou a se mover lentamente e se ergueu do chão.
Era como se uma enorme bola de fogo tivesse sido enfiada em seu peito espesso; chamas vermelhas e ondas escaldantes de calor irromperam para fora. Energia de fogo extremamente pura fluía do núcleo do golem, iluminando gradualmente todo o corpo da máquina.
A liga mágica que antes reluzia com uma luz azul fria começou a ficar vermelha e incandescente sob o fluxo da energia do fogo, como um gigante de chamas recém-retirado de um mar de lava.
Ka, ka!
Sob o controle do Chip, a máquina mágica de elementium avançou com passos pesados. Ela ergueu os dois rifles de energia mágica acoplados aos braços e começou a disparar enquanto avançava.
Os feixes vermelhos cruzaram cem metros de distância e atingiram as paredes de pedra da torre, deixando crateras de dez centímetros de profundidade. Era importante notar que até mesmo as paredes internas da torre eram protegidas por energia mágica. Ataques comuns precisariam primeiro romper as defesas mágicas antes de danificar a estrutura.
Se os rifles de energia da máquina mágica de elementium conseguiam deixar crateras de dez centímetros na parede do laboratório alquímico, seriam mais do que suficientes para perfurar a armadura de soldados humanos.
O Chip realizou alguns cálculos e indicou que esses rifles de alta energia possuíam até duzentos e sessenta pontos de poder quando abastecidos pelo núcleo do golem. Isso já equivalia ao ataque total de um Adepto de Segundo Grau!
Após concluir os testes com os rifles, Greem ordenou que a máquina testasse o canhão de energia mágica instalado nas costas. A máquina se agachou, e o cano deslizou até os ombros, travando no lugar. Três segundos depois, uma bola de fogo foi disparada, carbonizando completamente a parede do laboratório.
Quatrocentos e vinte pontos!
Greem finalmente abriu um sorriso ao ver o poder de aatque exibido pelo Chip.
Como esperado da primeira máquina mágica de elementium na qual ele havia investido trezentos e cinquenta mil cristais mágicos para criar. Seu poder ofensivo básico era de primeira linha até mesmo entre adeptos de Segundo Grau. De fato, em determinadas circunstâncias, ela era capaz até de ameaçar adeptos de Terceiro Grau!