
Volume 10 - Capítulo 940
Super Detective in the Fictional World
Esta situação combinava com a descrição de Robert.
Era muito improvável que esta pessoa parecesse com seu velho camarada.
Quando Luke viu a outra foto, soube que tinha encontrado a pessoa certa.
Era a foto de um homem de uniforme militar com um homem branco de meia-idade. Parecia uma ocasião mais formal.
Havia só duas pessoas na foto, mas a coisa que estavam segurando era particularmente chamativa.
Era uma medalha!
Luke olhou para a medalha. Era provavelmente uma Cruz da Marinha e o homem de meia-idade parecia familiar.
Pensando por um momento, ele se lembrou mais ou menos de quem era esta pessoa.
Ele fez uma busca no celular por um momento e comparou a foto com o homem de meia-idade na foto. Ele murmurou: — Este cara parece estar melhor que o Robert! O Secretário da Defesa o recompensou pessoalmente com uma medalha?
Luke pegou todas as fotos e caminhou pela casa antes de sair.
Ele tinha certeza de que ninguém esteve em casa por muito tempo, pelo menos não por um ou dois meses.
Havia um bando de avisos e propagandas empurrados por debaixo da porta. O mais recente foi do dia em que o velho camarada de Robert foi admitido no hospital.
Enquanto Luke dirigia, murmurou: — Frank Castle, onde exatamente você foi?
Esse provavelmente era o nome real do velho amigo de Robert. Pelo menos, era o nome que o homem na casa usava.
Quando retornou ao laboratório, ele deu todas as fotos da família de Frank Castle à Esponja para fazer uma busca por pistas.
Um momento depois, recebeu os resultados.
Olhando para os três registros médicos do Hospital Geral Metropolitano e o departamento, Luke teve certeza absoluta de que algo estava errado.
Frank Castle e sua família foram todos enviados ao Hospital Geral Metropolitano na noite do tiroteio.
Todos os quatro foram baleados e as horas registradas em seus prontuários médicos eram muito próximas uma das outras.
Isto provava que eles provavelmente foram atacados quando estavam juntos.
Contudo, nos arquivos do hospital e da polícia, Frank Castle só foi listado como “Desconhecido”, e sua esposa e filhos feridos não foram mencionados.
Isto era altamente incomum.
É claro, os relacionamentos da vítima tinham que ser investigados e registrados para investigação futura.
Era bem provável que alguém tivesse adulterado os registros da polícia e do hospital e apagado muita informação necessária.
Luke estreitou os olhos e olhou para o relatório simples e o “Desconhecido” na tela virtual. Ele suspirou.
Robert disse pessoalmente que queria saber como seu velho amigo estava indo e que, se houvesse um problema, Luke deveria fazer o melhor para ajudar.
Luke não queria dizer a Robert que a família do homem estava morta e que ele estava desaparecido. Isso definitivamente seria desagradável.
Ele só esperava que este Frank ainda estivesse vivo.
Dessa maneira, ele ainda poderia dar uma resposta a Robert.
Essa era mais uma coisa que Luke precisava prestar atenção.
Contudo, este assunto não podia ser apressado.
Numa metrópole como Nova York, com milhões de pessoas, seria preciso muita sorte para encontrar alguém que estivesse desaparecido há mais de um ano.
Comparado com pessoas comuns, Luke poderia usar sua identidade como um detetive para procurar por pistas.
Além disso, ele tinha um sistema de IA versátil.
Já havia mais de 100.000 pessoas usando celular em Nova York, e a maioria era usuária leal do F2F.
Talvez um dia, Frank Castle aparecesse nas fotos e vídeos que carregaram.
Este era o método mais confiável que Luke conseguia pensar.
Naquela noite, Luke e Selina foram até o bar da Irmã Margaret de novo.
Wade informou que poderiam conseguir as informações.
Desta vez, Wade estava na frente do bar conversando com o bartender, Weasel.
Quando Luke e Selina se sentaram no bar, o bartender deu duas garrafas de Coca-Cola com um sorriso: — Por conta da casa.
Luke sorriu e jogou duas notas no pote de vidro: — Negócios são negócios. Sou um homem de princípios.
Atordoado por um momento, Weasel não falou mais nada.
Por algum motivo, sentiu-se inquieto quando ouviu as palavras de Luke.
Wade não perdeu tempo. Ele simplesmente pegou os arquivos e empurrou para Luke.
Luke perguntou: — Quanto?
Sem hesitação, Wade ergueu um dedo.
Luke pegou a sacola de papel da mochila e jogou para Wade: — Conte você mesmo.
Dizendo isso, abriu os arquivos e riu.
Wade estava ocupado contando o dinheiro para notar.
Weasel, todavia, perguntou casualmente: — O quê? Você achou alguém interessante?
Luke: — Sim, ele é realmente interessante.
O último nome na lista que Wade deu era Darius Kincaid.
Wade provavelmente não sabia que Luke não só conhecia Kincaid, mas também deixou um número de contato da última vez.
Kincaid deixou uma mensagem para Luke um tempo atrás, dizendo que Sonia estava grávida e que estavam esperando para dar luz a uma nova vida.
Luke não pensou que um velho quarentão abandonaria sua esposa grávida e viria a Nova York causar problemas para os “vigilantes” mascarados.
Além disso, Kincaid nunca aceitou estes trabalhos.
Rindo internamente, ele olhou para Wade: — O negócio está fechado?
Wade terminou de contar o dinheiro e colocou a sacola de papel no bolso. Ele assentiu com um sorriso: — Okay. Weasel, me dê um dry martini.
Era muito fácil ganhar uma bolada! Sentindo o pacote grosso de dinheiro contra o peito, ele ficou contente.
Luke tomou um gole de Coca: — Weasel, vamos conversar sobre nosso último negócio.
Weasel e Wade ficaram surpresos: — Hã?
Luke pegou o arquivo de Weasel do bolso e empurrou: — Dê uma olhada.
Após uma breve hesitação, Weasel aceitou e abriu.
Wade também se inclinou, curioso. Em menos de dois segundos, exclamou: — O que diabos é isso?
Várias pessoas foram carimbadas em vermelho com “Desaparecido”.
Luke e Selina simplesmente aproveitaram a Coca e as expressões dos dois homens infelizes.
Weasel só olhou para as poucas páginas antes de folhear a lista de assassinos no topo. Havia mais de vinte nomes.
Ele olhou para Luke: — O que é isto?
Luke falou sem pressa: — Como falei, sou um homem de princípios. Então, se quiser vinte mil, eu darei vinte mil. Eu perguntei se havia algum problema com a informação e você falou que era justo em seus negócios. O que acha que deveria fazer?
Weasel franziu a testa: — O negócio está feito. Sem reembolso. Se tivesse perguntas, deveria ter feito quando conseguiu a informação. Se acha que tem um problema, não compre.