
Volume 2 - Capítulo 914
Super Detective in the Fictional World
No dia seguinte, o clima ficou nublado de novo, e parecia que estava prestes a chover.
Quando Luke e Selina saíram de casa, viram uma longa fila de pessoas fora do escritório de Foggy. Havia ainda mais pessoas do que no dia anterior, incluindo alguns pirralhos impotentes nas mãos dos mais velhos.
Selina caiu na gargalhada: — Viu aquilo? Viu aquilo? Charlie e o Raqael estão lá.
É claro que Luke viu. Ele virou o volante e dirigiu para a beira da estrada enquanto cumprimentava as quatro pessoas que cochichavam entre si não muito longe: — Temple, Bárbara, bom dia.
Temple se virou e sorriu quando viu Luke: — Há quanto tempo. Você está indo trabalhar?
Luke assentiu e perguntou, mesmo quando já sabia a resposta: — Sim. O que está fazendo?
Temple respondeu: — Colocando estes dois para o trabalho voluntário da comunidade.
Luke olhou para Charlie e Raqael com um sorriso: — Uau, parece que vocês melhoraram muito. Deem o melhor. Sempre pensei bem de vocês.
Os dois garotos responderam sombriamente: — Olá, chefe Luke, chefe Selina.
Eles não conseguiam mudar a maneira de chamá-los, mesmo após terminar o último trabalho.
É claro, eles não apareceriam na frente de Luke se pudessem ajudar.
Naquele momento, era inevitável.
O mais assustador era que, além dos “chefes” Luke e Selina, eles estavam amaldiçoados com algo do qual nunca poderiam escapar — uma mãe e uma prima.
Em suma, a mulher gorda negra acenou para Luke e Selina com um sorriso: — Luke, Selina, obrigada pela última vez, mas por que não ligaram? Quero convidar vocês para jantar.
Luke falou com um sorriso: — Bárbara, você ainda está animada como sempre. Estivemos ocupados recentemente e não tivemos tempo algum. Porém, tenho altas expectativas no Raqael. Ele definitivamente será escolhido. Ele e o Charlie têm experiência com renovação.
Esta Bárbara era a mãe de Raqael.
Bárbara assentiu rapidamente: — Sim, sim, sim. Isso seria ótimo.
Era como se os portões do inferno estivessem se abrindo! O que havia de ótimo nisso? Raqael estava desesperado.
Entretanto, o que ele poderia dizer? Uma era sua mãe e o outro era um assassino assustador. Ele não podia ofender nenhum dos dois.
Enquanto conversavam, um carro parou ao lado da estrada. Foggy e Matt saíram, e o primeiro falou com Luke: — Você está aqui? O contrato está feito. Dê uma olhada e nos avise se quiser mudar algo.
Enquanto falava, ele tirou um contrato de sua pasta.
Luke aceitou e analisou as páginas. Ele sorriu: — Você é mais meticuloso que eu. Está ótimo.
Ele então entregou o contrato para Selina: — Assine primeiro.
Selina achou uma caneta no porta-luvas, assinou nos locais necessários e então escreveu um cheque de cinquenta mil dólares.
Luke assinou o contrato e escreveu um cheque de cinquenta mil dólares; então entregou ambos para Foggy.
Foggy ficou atordoado: — Não é rápido demais? Vocês não deveriam levar o contrato para averiguar?
Ele estava com medo das pessoas que assinavam rápido os contratos, porque a maioria não olhava direito e começava a discutir após algo acontecer.
Os outros advogados não se importavam enquanto tivessem dinheiro, mas Foggy não tinha o hábito de enganar os clientes.
Luke balançou a cabeça: — Este contrato é bastante simples. Eu dei uma olhada. Ainda temos que ir trabalhar e não podemos ficar para conversar. Tchau, pessoal.
Foggy aceitou impotente o contrato e observou Luke partir.
Temple olhou curiosa, mas não perguntou.
Bárbara, todavia, não se conteve: — O Luke e a Selina vão entrar com uma ação judicial?
Foggy hesitou e olhou para Matt.
Matt tossiu e assentiu levemente, o que Foggy entendeu: — Não, eles são doadores e foram eles que propuseram este plano de incentivo voluntário para a reconstrução da comunidade.
Bárbara ficou atordoada.
A realização atingiu Temple, que olhou inconscientemente para seu primo e Raqael.
Naquele momento, Bárbara perguntou, sem perceber: — Está dizendo que, se o Raqael fizer o trabalho voluntário, ele poderá receber um auxílio para famílias carentes?
Foggy assentiu: — Sim.
— Se eles são doadores, não significa que estão pagando Raqael e os outros? — Bárbara seguiu o rastro de pensamento e percebeu algo de repente.
— Espera, ele acabou de falar que o Raqael com certeza seria escolhido. — Bárbara olhou para Foggy: — Foggy, Raqael fazendo este trabalho voluntário…
Foggy assentiu impotente: — Isso mesmo. Luke e a Selina têm uma opinião muito boa das “habilidades” do Charlie e do Raqael. Eles vão conseguir, com certeza.
Os olhos de Charlie e Raqael quase saíram da cabeça. Que porra? Este trabalho forçado já estava decidido? Onde estava a lei? Ainda havia uma lei?
Olhando para as expressões dos dois garotos e lembrando como Luke declarou que definitivamente seriam escolhidos, Temple só pôde balançar a cabeça com um sorriso irônico.
Luke sempre se lembrou destes dois pirralhos.
Olhando para as expressões dos dois garotos, Foggy ainda sentiu a necessidade de confortá-los: — Não se preocupe, o nome do Hudson também está na lista. Liguei para a mãe dele na noite passada e ele virá depois. Vocês podem ficar juntos. Tenho certeza de que isto tornará o trabalho mais divertido.
Com isso, ele e Matt subiram as escadas.
Eles não tinham terminado com as aplicações da fundação de caridade ontem e ainda precisavam lidar com a doação de Luke e o recrutamento voluntário de hoje. Seria outro dia ocupado.
Temple deu um tapinha na cabeça de Charlie com um sorriso: — Ei, o Hudson virá também. Feliz? Você falou da última vez que o Hudson deveria agradecer a você ou algo assim…
Como Charlie poderia dizer algo agora? Ele nem podia se proteger no momento; quem se importava com o Hudson?
Se o Hudson não estivesse com medo de morrer, ele poderia escolher não vir. Os dois chefes definitivamente o fariam perceber o erro da sua maneira.
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O clima ficou nublado o dia todo e finalmente choveu à noite, envolvendo Nova York numa chuva densa.
Olhando para Manhattan na chuva, Selina tomou um gole de chocolate quente e exalou contente antes de perguntar: — Devemos continuar esta noite?
Luke estava olhando para os arquivos no sofá. Ele assentiu: — Falei que daríamos ao Rei do Crime meio mês. Ainda faltam alguns dias. Ele tem um grande império e grandes negócios. Ele não aparecerá a menos que se prejudique muito.
Selina: — Mas este cara parece estar nos evitando. Segundo a informação do departamento, os membros importantes da organização que estamos alvejando sumiram.
Luke: — Ele é mais talentoso do que pensei. Se ele pudesse aguentar…
Selina perguntou: — Devemos deixá-lo se safar desta vez?
Luke riu: — O que está pensando? Podemos eliminar suas forças em Nova York uma por uma. Sempre admirei as pessoas que podem se adaptar à situação.