
Volume 2 - Capítulo 912
Super Detective in the Fictional World
Isto era diferente de quando Luke pegou os dois garotos e os colocou para trabalhar.
Isso tinha sido apenas um acordo verbal e foi pago em dinheiro; Luke não estava com medo de os dois garotos o processarem.
Foggy pensou por um momento, mas ainda hesitou: — Isso vai… funcionar?
Luke tomou um gole de cerveja e falou sem pressa: — Charlie e o Raqael foram responsáveis por transportar lixo e materiais de construção durante a renovação. Eu só dei vinte dólares por hora.
Foggy e Matt ficaram sem palavras.
É claro que eles sabiam disso. Temple mencionou para eles.
Para uma empresa de manutenção normal, o salário por hora dos estagiários, mesmo os não qualificados, não seria inferior a cinquenta dólares.
Os próprios funcionários não podiam fazer tanto dinheiro e a maioria era levada pela empresa de manutenção.
Pensando nisso, Foggy e Matt acharam a sugestão interessante.
Luke continuou com um sorriso: — Além disso, Foggy, você não falou que conhece um amigo que faz trabalho de manutenção? Foi ele quem te ensinou a consertar com o cano de água da Elena. Seria bom se pudesse achar alguns funcionários adequados para ajudar aquelas famílias a pouparem dinheiro.
Foggy coçou a cabeça: — É mesmo? Isso realmente vale a pena considerar.
Luke prosseguiu: — Charlie e Raqael serão trabalhadores temporários. Ah, verdade, vi sete ou oito deles da última vez. Seu líder parece se chamar Hudson ou algo assim! Estas crianças não parecem ter algo para fazer. Por que não contata os adultos em suas famílias? Talvez eles precisem de um trabalho de meio período também.
Foggy e Matt ficaram atordoados.
Neste momento, eles finalmente entenderam.
O que Charlie, Raqael e Hudson tinham em comum?
Primeiramente, eram todos menores em Clinton.
Segundamente, colocaram os olhos na nova casa de Luke.
Que “cara bondoso”! Foggy e Matt o criticaram internamente.
Porém, a proposta de Luke era factível. Se tivesse sucesso, ninguém perderia nada. No máximo, as crianças ociosas teriam uma amostra do trabalho físico.
Além disso, este era um trabalho apropriado com pagamento.
Era igual à maioria das crianças que não gostavam de estudar, mas estudar era uma coisa ruim? Várias pessoas só perceberam que estudar era bom quando cresceram. Era só que crianças realmente não gostavam.
Luke não se importava que Foggy e Matt soubessem de seu pequeno esquema.
Esta era uma conspiração aberta.
De qualquer forma… ele já lhes tinha dado o dinheiro!
Era ele quem estava pagando as pessoas para trabalhar, então não se sentia culpado.
Aquela fundação de caridade e os dois milhões e trezentos mil dólares eram coisas que ele montou com uma identidade genuína.
Luke há muito usou as informações de pessoas desaparecidas da polícia para pensar num monte de pseudônimos sem importância.
Cada pseudônimo seria abandonado após ser usado uma ou duas vezes. Ele não estava com medo de ser investigado, então iria direto ao cassino para “lavar” o dinheiro sujo.
Para simplificar, ele só precisava trocar este dinheiro por peças sob este pseudônimo, perder algumas rodadas, entrar e trocar de volta por dinheiro.
Contanto que o pseudônimo fosse registrado como contribuinte, era renda legal.
Ele não podia usar este método com seu nome real, nem era adequado para um pseudônimo lidar com grandes quantidades de dinheiro, pois isso chamaria muita atenção.
Contudo, não era um problema usar este monte de pseudônimos genuínos para lavar um pouco de dinheiro como apoio.
Eles não tinham muito dinheiro em suas contas, variando de um milhão a cem mil ou até dez mil.
Luke estava usando estes pseudônimos para alugar carros, acomodações ou passagens quando estava em missões pessoais.
Esta doação foi uma ideia de última hora.
Ele doou mais dinheiro ao terremoto da Califórnia sob um pseudônimo antes. De qualquer forma, ele provavelmente não conseguiria usar todo este dinheiro na vida.
Porém, após encontrar Foggy e Matt, sentiu que poderia usar esta abordagem indireta para fazer o bem.
Você certamente poderia contratar advogados para ajudar os pobres, mas não poderia garantir quão profissionais eles seriam.
Era verdade que serviços legais pro bono existiam.
Quando falaram na TV: “Se não puder contratar um advogado, um será fornecido a você”, era a Corte designando os casos às várias empresas de advocacia para fornecer ajuda legal.
A quantidade deste tipo de trabalho pro bono também variava segundo o número de advogados livres.
Entretanto, as empresas de advocacia deixariam a maioria dos casos pro bono para os estagiários resolverem, para que o tempo dos advogados reais não fosse desperdiçado.
O tempo era precioso para advogados reais — quinhentos dólares a hora era caro.
Os estagiários não estavam nesse nível ainda e não se esforçavam muito em casos pro bono.
Não era incomum que pessoas que não precisavam ir à cadeia fossem prejudicadas por advogados públicos irresponsáveis, que as mandavam para a prisão por anos.
Em comparação, advogados como Foggy e Matt, que estavam dispostos a fornecer ajuda legal de graça e que davam o melhor, eram raros.
Luke não se importava de gastar um pouco de dinheiro para ver quanto tempo eles poderiam durar.
Mesmo que mudassem de caminho em um ou dois anos, eles ainda ajudariam várias pessoas durante este período.
Contanto que persistissem, o advogado Matt seria um colega digno de investimento.
Pensando nisso, Luke disse: — Que tal? Desde que ajudem nossos vizinhos de Clinton a resolverem seus problemas, também farei minha parte. Para cada criança que contribuir na reconstrução de Clinton, darei às suas famílias de mil a dez mil dólares.
Foggy, Matt e Karen se viraram em surpresa: — Hã?
Selina entrou na conversa: — Conte comigo.
Luke assentiu com um sorriso: — Okay. Esta doação começará com cem mil dólares. Vocês podem escrever um contrato de doação amanhã e pegar um cheque nosso.
Karen acabou perguntando: — Essa é uma soma enorme de dinheiro. Você não… vai reconsiderar?
Mesmo que fosse uma quantia mais baixa, Luke e Selina ainda tinham que dar cinquenta mil cada.
A maioria das famílias nos Estados Unidos não tinha cinquenta mil dólares guardados, sem falar em jovens como Luke e Selina.
Karen estava preocupada que estivessem mordendo mais do que podiam mastigar só para se exibir.
Luke achou engraçado: — Não se preocupe. Na verdade, podemos dar cem mil cada. Isso depende de quanto as crianças estão dispostas a reconstruir a comunidade.
O coração de Matt acelerou quando ouviu aquilo. Ele balançou a cabeça e sorriu amargamente. Este cara realmente sabia como guardar rancor.
Ele claramente estava jogando o dinheiro para os pirralhos Charlie, Raqael e Hudson para fazê-los trabalhar.
Todavia, essa não era uma coisa ruim para estes patifes.
Em suas vidas, aqueles “irmãos” os atrairiam usando dinheiro para se juntar às gangues e para vender drogas.
Somente um grande filantropo gastaria dinheiro para fazê-los trabalhar voluntariamente.
Pensando nisso, Matt assentiu decisivamente: — Okay. Escreverei um contrato de doação amanhã para você.
Luke e Selina assentiram e todos começaram a discutir o plano de desenvolvimento.