
Volume 2 - Capítulo 872
Super Detective in the Fictional World
Dustin engoliu dois pedaços de char siu. Após considerar as coisas por um momento, ele limpou a boca e as mãos com um lenço. Ele se virou e disse: — Considerando meus anos de amizade com o Brad, tenho certeza de que não foi sua ideia, mas definitivamente foi um pedido de alguém que ele não podia recusar.
Luke e Selina trocaram olhares e perceberam o que estava acontecendo.
Brad era o Primeiro Vice-comissário da NYPD e era equiparável ao chefe da polícia da NYPD.
Seu único superior direto era o comissário.
Se fosse acima disso, a única pessoa que poderia dar ordens seria os vereadores e o prefeito.
O poder do Rei do Crime já havia se expandido até este ponto? Luke e Selina ficaram um pouco surpresos.
Um poder oculto que apareceu para todos foi realmente uma grande diferença.
Fazia sentido o Rei do Crime ter permanecido imóvel como uma montanha diante de várias investigações pela polícia local e federal.
Seu círculo de colaboradores não incluía apenas gangues, mas também aliados do governo.
Não importa quão grandes fossem as gangues de LA, nenhum deles operava em tão grande escala; o Rei do Crime era realmente um líder formidável.
Dustin se serviu de um copo de café e se sentou.
Olhando para Luke, disse: — É bom que saiba.
Ele suspirou: — Esta é Nova York.
Os três ficaram calados enquanto lamentavam internamente: era realmente difícil sobreviver no centro do mundo.
Diretor Brad, que conseguia proteger os subordinados em Los Angeles no passado, tinha se tornado o porta-voz em menos de um mês.
Contudo, pensando em como o Primeiro Vice-comissário tinha jurado retornar a Nova York, Luke não sentiu pena por ele; talvez esta fosse a vida que sempre sonhou.
Após um breve silêncio, ele perguntou: — O Walter não sabe sobre isto?
Dustin respondeu: — Ele deve ter ouvido os rumores, mas ele é o chefe do John McClane.
Luke assentiu.
— Com alguém assim como subordinado, acha que ele é um sujeito esperto? — Dustin sorriu. — Walter realmente achou que roubei a posição dele pelas conexões; o que ele não sabe é que ele nunca teve chance. Nem seu chefe nem rivais o querem promovido, mas ele não sabe disso.
Dustin parou por um momento antes de continuar: — Algumas pessoas sabem que não gosto de problemas igual a ele. É por isso que estou sentado aqui. Se puder se tornar o chefe ao resolver casos, a pessoa sentada aqui agora deveria ser o John McClane.
Luke suou frio.
Realmente não havia nada de errado com esta lógica.
Baseado só nos casos resolvidos, John McClane estaria mais que qualificado para ser o chefe da NYPD, mas ele só se tornou sargento com muita dificuldade e sua primeira promoção foi há oito anos.
— Certifique-se de ficar seguro e faça o melhor para proteger o Walter — disse Dustin. — Não quero ter que dar uma medalha à sua família logo após chegar a Nova York.
Luke assentiu e saiu.
No caminho de casa, o celular de Luke tocou. Christine simplesmente disse: — Os pais da Molly acabaram de chegar. Eles estão conversando com ela.
Luke: — Estamos a caminho.
O carro virou e acelerou na direção do Hospital Metropolitano Geral.
Vinte minutos depois, eles bateram na porta do quarto.
Um momento depois, a porta foi aberta por um homem baixinho e gordo de meia-idade.
Ao ver Luke e Selina, ele olhou para eles em confusão: — Em que posso ajudar?
Luke e Selina mostraram os distintivos: — Podemos conversar?
O homem olhou para o quarto antes de sair. Ele fechou a porta e seguiu Luke: — Detetives, vocês estão aqui pela Molly?
Luke assentiu: — Sr. Richard Johnson, me chamo Luke e esta é minha parceira, Selina. Conversamos pelo telefone esta manhã.
Richard estendeu imediatamente a mão, animado: — Obrigado. Obrigado por salvar a Molly.
Luke interrompeu sua demonstração de gratidão. Embora quisesse perguntar sobre a situação de Molly em casa, compreendia a animação do homem em encontrar a filha desaparecida.
Um momento depois, falou: — Sr. Johnson, vamos aos negócios.
Richard respondeu: — Só Richard, Detetive Luke.
Luke assentiu: — É o seguinte: o sumiço da Molly é muito suspeito, então quero perguntar sobre o que aconteceu antes dela desaparecer.
Richard ficou um pouco agitado: — Ela foi ativa desde pequena. Ela ama esportes e é gentil. Ela é membro do conselho estudantil e faz trabalho voluntário durante as férias escolares. Ela é um anjinho. Não consigo pensar em alguém que a machucaria.
Luke assentiu: — Richard, algumas vezes pessoas ruins nos pegam desprevenidos. Não podemos impedir o que já aconteceu, mas quero encontrar este homem e o impedir de ferir mais garotas inocentes, tudo bem?
Richard respirou como um touro raivoso: — Se eu descobrir quem é o desgraçado, vou explodir sua cabeça com uma arma.
Após um breve silêncio, Luke expressou: — Richard, você precisa focar. Antes da Molly desaparecer, você sabe se ela encontrou alguém estranho na rua ou se deparou com algo incomum?
Olhando para a expressão calma de Luke, Richard finalmente controlou a raiva e tentou lembrar.
No entanto, após mais de vinte minutos, não conseguiu dar muitas pistas.
É claro, a conversa não foi totalmente inútil. Pelo menos, deram um entendimento claro sobre o passado de Molly aos dois.
Disto, eles poderiam eliminar várias possibilidades.
Por exemplo, era improvável que “ele” fosse um conhecido ou que atacasse Molly por meio de alguém que ela conhecia.
Considerando quanto Richard amava sua filha, os amigos de Molly do sexo oposto teriam mais ou menos ouvido a conversa.
Porém, nada aconteceu com Molly antes de ela vir para Nova York.
Richard confirmou isto com seus colegas de classe e de equipe.
Quanto a como Molly se sustentou durante este tempo, ela tirou uma soma enorme de dinheiro do banco.
O cartão estava em seu nome e continha seu dinheiro da bolsa, dinheiro de prêmios das competições e assim por diante. Havia aproximadamente doze mil dólares.
Richard administrava um negócio de comida marinha em Massachusetts, o que incluía os itens mais vendidos, como lagostas do Maine.
Foi por isso que Molly, uma estudante menor de idade do ensino médio, tinha tanto dinheiro.
Molly tinha uma boa origem familiar e não tinha o hábito de esbanjar.
No começo, Richard ligou para a NYPD precisamente porque era incomum Molly, que desapareceu de repente, tirar uma grande soma de dinheiro. Ele suspeitava que sua filha tivesse sido sequestrada e que houvesse sido coagida a sacar o dinheiro.
Entretanto, as imagens do banco mostraram que Molly foi tirar o dinheiro sozinha durante o dia e ninguém próximo estava a ameaçando.