Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 864

Super Detective in the Fictional World

Naquele momento, já era nove da noite. O céu estava completamente escuro e uma leve garoa caía, adicionando um leve frio à noite de outono.

Luke seguiu ao noroeste até chegar a um pequeno rio que fluía para o Rio Hackensack, um dos principais rios em Nova Jersey.

Próximo ao rio, havia uma luz fraca num prédio antigo semelhante a um castelo.

Luke parou o carro a dois quilômetros e pegou um drone médio.

Olhando para a placa de metal que dizia “Fábrica Têxtil 17” no portão, os guardas estavam por toda parte dentro. Luke sorriu e comentou: — Parece que este é o lugar certo. Prazer em conhecê-los, Fraternidade.

Com um pensamento, todo o equipamento do V desapareceu e a Armadura da Estrela do Norte surgiu em suas mãos.

Luke vestiu rapidamente a armadura e correu, virando uma sombra transparente na noite enevoada.

Não havia câmeras na fábrica para poderem manter as coisas em segredo.

Este grupo estava no negócio de matar pessoas e não era uma boa ideia gravar suas atividades criminais na fita.

Estas pessoas tinham força extraordinária e confiavam nas próprias habilidades mais do que em equipamentos eletrônicos.

A figura sombria de Luke entrou no prédio pela porta de carga, bem debaixo do nariz dos guardas.

A fábrica ainda estava ocupada.

O som de máquinas têxteis deixou o local barulhento enquanto funcionários moviam materiais e terminavam os produtos.

Era realmente uma fábrica têxtil.

Os têxteis produzidos diziam ter se originado na Europa mil anos atrás.

Eles eram raros e de qualidade excelente, e eram um luxo que muitas pessoas da classe superior e sacerdotes da igreja gostavam de usar.

Não era bom fazer este tipo de negócio honesto com boas perspectivas? Por que havia necessidade de sair por aí matando pessoas?!

Enquanto criticava a Fraternidade internamente, ele evitou cuidadosamente os funcionários.

Eles pareciam ter físicos e movimentos melhores que pessoas normais.

Estas pessoas estavam no último escalão da Fraternidade. Eles faziam os trabalhos estranhos para os de nível alto e intermediário e eram uma existência necessária para manter a fachada da fábrica têxtil.

Antes de serem promovidos como assassinos famosos, a maioria precisava passar pelo treinamento, onde suas mentes inquietas foram temperadas pelo trabalho físico árduo e exaustivo.

Rebecca e a Justiceira já trabalharam como franco-atiradores ou tecelãs aqui por um longo tempo.

Parado no canto por um momento, Luke tirou a água da armadura e saltou, agarrou a beirada do segundo andar e foi ao seu destino.

Nenhum dos trabalhadores no primeiro andar o notou se movendo rapidamente acima de suas cabeças.

Percorrendo a fábrica, Luke escolheu um canto escuro.

Parado nas sombras, ele analisou o segundo andar e ativou o Olfato Aguçado para procurar por seu alvo.

Quando chegou a uma porta, sua expressão mudou e saltou antes de apoiar as mãos e pés em ambos os lados do corredor.

A porta abriu naquele momento e um velho saiu.

No corredor, ele parou e olhou ao redor suspeitosamente.

Exceto pelo rugido leve das máquinas, todavia, não notou nada.

— Estou velho e me assustando com fantasmas — ele murmurou consigo enquanto caminhava de volta para dentro.

Acima da porta, Luke olhou para o velho pensativamente. Ele tinha certeza de que este velho com sentidos aguçados era o atual líder da Fraternidade e a pessoa que Rebecca e a Justiceira mais temiam — Sloan.

Ninguém sabia o verdadeiro nome do Sloan.

Porém, ao julgar pelo seu codinome, Sloan, seu sonho era ser rico.

Considerando a cor da pele, todavia, não podia se tornar um jovem mestre rico na juventude.

Luke não seguiu Sloan. Ao invés disso, abriu a porta e entrou.

Olhando ao redor, sentiu-se impotente. Era exatamente como Rebecca disse.

Estantes de livros e armários de arquivos antigos de madeira revestiam as paredes.

Porém, não havia nem um computador aqui. Havia somente uma máquina de escrever velha.

Sem computador, significava que os arquivos aqui estavam na forma de registros de papel, o que não podia ser copiado rapidamente.

Entretanto, Luke estava aqui pelos arquivos secretos da Fraternidade e não podia sair.

Ele procurou rapidamente, mas não conseguiu encontrar a informação que queria.

Aquela raposa astuta não colocou algo assim neste escritório.

Como esperado, não seria fácil.

Sem mais delongas, Luke saiu da sala.

Luke percorreu o corredor que Sloan pegou mais cedo e chegou a um salão onde várias pessoas estavam ao redor de um jovem, como se estivessem vendo um show.

O rosto do jovem estava vermelho. Ele parecia estar segurando algo na mão e balançando a arma com a outra: — Saia do caminho. Não venha. Eu tenho uma arma. Vê isso? Tenho uma arma.

Algumas das pessoas observando eram diferentes, alguns tinham os braços cruzados e outros rostos zombeteiros.

O jovem gritou e correu do salão em pânico.

As pessoas abaixo observaram o jovem correr sem interferir.

Após o jovem sair da fábrica, uma mulher de cabelo castanho com grandes olhos perguntou ao Sloan: — Vamos esperar ele desse jeito?

Após um breve silêncio, Sloan assentiu: — Ele voltará. Pelo menos, o dinheiro é real.

Ele então se virou e retornou ao escritório.

Todos se entreolharam antes de saírem.

Observando tudo, Luke não se moveu enquanto usava o sistema de suporte da armadura para gravar a aparência destas pessoas.

Na verdade, desde o momento em que entrou na fábrica, cada pessoa que viu foi gravada.

No caso de não conseguir encontrar a lista detalhada dos membros da Fraternidade, ele usaria este registro como substituto.

Era fácil para Luke matar Sloan; ele poderia até eliminar os membros de alto e médio nível da Fraternidade que haviam se reunido mais cedo.

Porém, não era a melhor escolha.

Segundo a Rebecca e a Justiceira, a Fraternidade dizia ser uma organização antiga que existia por mil anos.

Luke não sabia quanto disto era falácia.

Ele sentiu que era provavelmente como Lafite 1982 que, na realidade, foi produzido em 2018 — uma falsificação embrulhada numa embalagem bonita.

No entanto, uma busca da história da Fraternidade revelou que ainda tinha pelo menos mais de cinquenta anos.

Uma organização que vinha operando diligentemente e escondendo sua força por cinquenta anos e que tinha pelo menos duzentas pessoas não seria simples.

Comentários