Super Detective in the Fictional World

Volume 2 - Capítulo 841

Super Detective in the Fictional World

Olhando para suas expressões, Luke sorriu: — Foi só uma piada. Porém, eles não parecem ter dinheiro, então deixá-los se safar…

Os dois garotos pareciam encorajados pelas boas notícias.

— Mas! — Luke continuou sem pressa: — Tem que ter uma compensação, no caso de pensarem que podem se safar de seus crimes.

Foggy foi ainda mais direto desta vez: — Claro. Contanto que não os machuque demais, você pode fazer o que quiser.

Os lábios dos garotos empalideceram de novo. Mano, você precisa ser tão cruel só porque não pagamos as contas advocatícias?!

Luke balançou a mão: — Não estou interessado em espancar as crianças. No entanto, você acabou de dizer que eles precisam de um emprego?

Foggy assentiu: — Sim. Caso contrário, se continuarem assim, vão para a prisão em menos de dois anos e acabarão mortos em alguns anos.

Luke expressou: — Que tal isto? Contratarei eles como mão de obra por enquanto; considere isso sua remuneração.

Os quatro ficaram atordoados: — Quê?

Isto parecia mais Luke lhes dando uma compensação, não o contrário.

Luke, entretanto, continuou: — Estou renovando minha casa pelos próximos dias. Deixarei todo o lixo para eles. Quanto ao pagamento… dez pratas por hora.

Os quatro ficaram atordoados de novo.

O pagamento por hora mais baixo era de um pouco mais de cinco dólares e vários funcionários de baixo nível lutavam para conseguir o aumento salarial para sete ou mais pratas.

Dez dólares realmente não eram baixos para trabalhadores temporários.

Luke olhou para os dois garotos: — Algum de vocês tem carteira de motorista?

Os dois balançaram a cabeça, mas o baixinho acrescentou: — Posso dirigir, mas não tenho carteira.

Luke não ficou surpreso.

Esta era uma nação sobre rodas. Ele tinha pouco mais de dez anos quando Drax o incentivou a dirigir um trator e uma picape na fazenda.

Para conseguir a carteira de motorista, você precisava fazer um exame escrito. O baixinho com certeza não gostou disso, então não pegou a carteira de motorista.

— Então, encontre um motorista confiável com carteira. Pagarei dez pratas por hora para ele também. Ele será o responsável por levar vocês ao lixão. Se puderem encontrar um carro para transportar o lixo, eu também cobrirei os custos disso — ele falou.

Os dois garotos se entreolharam. O baixinho então falou: — Então… o que vamos fazer?

Luke olhou para ele e respondeu: — É claro, o motorista só será responsável por dirigir. Vocês focarão em mover o lixo.

Os dois garotos arregalaram os olhos: — Quê?

Luke falou sem pressa: — Se tiverem habilidades profissionais, podem fazer dinheiro com isto. Se não tiverem, podem fazer trabalho manual. Não é razoável? Vocês não precisam de uma carteira.

O baixinho rangeu os dentes em frustração. Ele sabia dirigir e era bom nisto. Ele só não queria fazer o exame.

Com um passo errado, só poderia trabalhar como operário.

Não aceitar o emprego?

Ele olhou para Foggy e desistiu do pensamento ingênuo.

Este cara definitivamente o forçaria a aceitar o emprego.

Se não aceitasse, Foggy definitivamente faria uma “visita” e sua prima ficaria reclamando por dias.

Sob os olhares de Luke e Foggy, o baixinho assentiu triste: — Tudo bem, encontrarei um motorista mais tarde.

Luke assentiu, satisfeito: — Lembre-se, o que quero é que o lixo da construção seja enviado para uma empresa de descarte de resíduos. Vocês não serão pagos se os jogar em qualquer lugar.

O baixinho falou apressadamente: — Você precisa pagar pelo acesso da empresa de descarte de resíduos.

Luke respondeu: — Vou pagar. Você acha que espero que faça isso?

O baixinho abaixou a cabeça.

Ele não tinha dinheiro e só podia aceitar seu destino!

Foggy interveio de repente: — Charlie, sua prima ainda está em casa? Lá tem uma picape?

Charlie ficou atordoado: — Você quer que minha prima dirija?

Foggy sorriu: — Confio nela.

Charlie não tinha nada a dizer.

O significado óbvio de Foggy era que não confiava nele e que seria melhor ter alguém que pudesse ficar de olho. Além disso, sua prima poderia ganhar um pouco de dinheiro enquanto fazia isto.

Foggy olhou para Luke: — Está tudo bem assim?

Luke respondeu: — Sim, você é o Charlie e você o Rafael, certo?

Os dois garotos assentiram.

— Vocês podem começar a trabalhar. Quanto mais cedo começarem, mais receberão. — Com isso, Luke abriu a porta e gesticulou para eles entrarem.

Charlie e Rafael olharam para a porta, que antes estavam ansiosos para entrar, mas agora parecia a porta de uma prisão. Suas pernas pareciam pesadas.

Contudo, sob os olhares de Luke e Foggy, tiveram que entrar.

Quando entraram na casa e viram a pilha de escombros no corredor, gemeram de desespero.

Charlie rugiu em sua mente. Você está renovando ou demolindo a casa? Por que tem tanto lixo?

Luke não estava demolindo o local, mas havia escavado um poço temporário no saguão.

Junto do lixo que foi limpo do quinto e quarto andares ontem, havia muita coisa.

Fora, Foggy se despediu: — Vou ligar para a prima do Charlie, Claire Temple. Ela chegará logo.

 Luke respondeu: — Okay.

Foggy apontou para um prédio diagonalmente do outro lado da rua, onde eles foram antes de chegar: — Aquele é o meu escritório e o do Matt. O escritório de advocacia Nelson e Murdock no terceiro andar é nosso. Se precisar de algo, pode nos encontrar lá.

Luke: — Okay.

Com isso, Foggy apertou a mão dele.

Após soltá-la, Luke caminhou até o homem magro e estendeu a mão: — Matt, prazer em conhecê-lo. Vamos conversar quando estivermos livres.

Matt apertou sua mão antes de soltá-la.

Olhando para a mão, Luke sorriu. Como era interessante um advogado que acabou de se formar ter mãos assim.

Ele os observou retornar ao escritório de advocacia a mais de vinte metros de distância.

Olhando para Charlie e Rafael, que estavam começando a trabalhar, sorriu: — Que tal? Devem estar muito felizes com este acordo!

Os dois garotos ficaram ainda mais furiosos. Você pode falar a língua humana? Você quer que movamos isso tudo.

Luke fez de propósito.

Ganhar dinheiro era uma coisa feliz? Não. Para crianças sem nada para fazer, mover tijolos era a maior tortura.

Para eles, roubar era a maneira mais fácil de ganhar dinheiro.

A coisa importante para eles era que o roubo era fácil e rápido.

Antes, roubar e vender as coisas podia render algumas dezenas de dólares. Agora, só conseguiriam ganhar algo após carregar tijolos com muito trabalho. Como poderia ser a mesma coisa?

Luke sabia exatamente como estes bandidinhos eram, por isso não se importava em pagar.

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